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Jesus

Jesus na Cruz: Sofrimento, Crucificação e Morte de Jesus Cristo

Artigo extremamente completo e em ordem cronológica sobre Morte de Jesus Na Cruz. Fato que restaurou e aperfeiçoou nosso relacionamento com Deus. Agora podemos chamar Deus de Pai e sermos ouvidos. LEIA O ARTIGO E SAIBA MAIS!

Jesus na Cruz: Sofrimento, Crucificação e Morte de Jesus Cristo

A morte de Jesus na cruz é a maior demonstração do grande amor de Deus por nós  e a redenção da humanidade.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. ” (João 3.16)

Pois da mesma forma que por um homem entrou o pecado no mundo, isto é Adão, por meio de um homem só, Jesus, uma grande multidão de transgressões foi perdoada.

Neste artigo veremos em ordem cronológica e passo a passo o que aconteceu a Jesus, antes e depois da crucificação.

Veremos o seguinte:

1.A forma brutal de tortura dos soldados romanos antes de colocar Jesus na cruz;

2.Como foi instituída a crucificação e por quê?

3.Por que colocaram Jesus na cruz e não Barrabás?

4.Crucificação: o passo a passo de Jesus na cruz;

5.Os sofrimentos de Jesus na cruz;

7.As sete declarações de Jesus na cruz

8.O véu do Templo e a morte de Jesus na cruz

Jesus na Cruz: O Julgamento

O Julgamento de Jesus

“Então Pilatos soltou-lhes Barrabás. Depois mandou chicotear Jesus, e o entregou aos soldados romanos para que fosse crucificado.” (Mateus 27.26)

Pilatos solta Barrabás a pedido da multidão. Um criminoso qualificado. Assassino. Ladrão. Sedicioso. Barrabás é um resumo da humanidade pecadora.

A intenção de Pilatos ao apresentar a escolha entre um dos dois presos era extremante desproporcional. Ele achou que a multidão jamais iria preferir Barrabás à Jesus. Mas não foi o que aconteceu.

Obviamente ele foi solto porque Jesus Cristo assumiu seu lugar. 

Barrabás representa cada um de nós. Pecadores. Maus. Mesquinhos. Merecíamos a morte. Uma morte horrível. Mas Jesus assumiu nosso lugar.

Jesus na Cruz – Parte 1: Os Açoites

Jesus é maltratado pelos soldados

Era realizado no pretório.

O chicote era feito de tiras de couro. Traziam na ponta pedaços de ferro, chumbo ou osso.

A intenção era dilacerar o corpo do condenado. Fazê-lo agonizar de dor.

Não raramente esse espancamento causava a morte, dada a brutalidade. O massacre ao qual o condenado era submetido.

“Mas primeiro os soldados levaram Jesus para o pátio do quartel e chamaram a tropa toda.” (Mateus 27.27 )

Jesus foi levado à casa do governador (Pretório). Era ali que residia quando não estava em Cesaréia, sua fortaleza em Israel.

Os soldados que o conduziram chamaram toda a tropa que estava ali, cerca de 500 ou 600 homens. A intenção dos soldados era: torturar e humilhar Jesus (Mais Sobre o Sofrimento de Jesus: Jesus no Getsêmani).

 Tiraram-lhe a roupa e vestiram-lhe um manto vermelho.” (Mateus 27.28)

Este manto vermelho era a tradicional capa curta utilizada por soldados, oficiais, magistrados, reis, imperadores. Dessa forma eles continuaram a ferir a Jesus física e emocionalmente.

Humilhando-o com seus adereços debochados. Caracterizando ainda mais o seu desprezo pelo SENHOR.

“Fizeram uma coroa de espinhos e a colocaram em sua cabeça; depois puseram-lhe uma vara na mão direita, como se fosse um cetro, e se ajoelharam diante dele em sinal de zombaria. “Salve, rei dos judeus”, gritavam eles.” (Mateus 27.29)

A coroa de espinhos representa o diadema real. A vara, o cetro. Ambos usados por magistrados romanos.A intenção dos soldados era fazer de Jesus uma caricatura real.

A matéria prima da coroa eram ramos de espinheiros ou acácia da Síria, comuns na região e com espinhos tão longos quanto um dedo.

A tropa (500 ou 600 soldados) formaram uma espécie de fila, enquanto ajoelhavam-se diante de Jesus desejando-lhe vida longa e prosperidade.

Sorrisos debochados. Gargalhadas. Gritos. O barulho do escárnio misturado aos açoites, preenchia o ambiente. Diziam: “Salve, rei dos judeus!”, e gargalhavam.

Essa era a saudação que imperador ouvia ao voltar vitorioso da batalha. Para os soldados, Jesus não passava de um idiota fracassado. Um louco.

Diante do Rei do Céu e da Terra, os soldados romanos deram seu melhor no quesito desmoralizar.

“E cuspiam nele, tomavam a vara da mão dele e batiam com ela na cabeça dele.” (Mateus 27.30)

Autoridades romanas tinham o costume de se cumprimentarem beijando os lados da face, um do outro. Especialmente no retorno de batalhas. Em lugar do beijo de cumprimento, o Senhor Jesus recebeu cuspe. Aprofundando ainda mais a sensação de humilhação e desprezo.

Ao mesmo tempo outro soldado, toma a vara de sua mão e sem nenhuma misericórdia, bate em sua cabeça. Os cravos ficam cada vem mais, fincados no crânio. O sangue escorre por sua face e Jesus mal consegue ficar acordado.

As pancadas e a perda de sangue o deixam tonto. Confuso. Os gritos e as gargalhadas, o barulho, só pioram.

“Depois da zombaria, eles tiraram o manto e o vestiram novamente com as suas próprias roupas; aí o levaram para fora, a fim de crucificá-lo.” (Mateus 27.31)

Provavelmente isso aconteceu após a tentativa de Pilatos para soltar Jesus.

Pilatos saiu outra vez e disse aos judeus: “Agora eu vou trazer Jesus aqui fora para vocês, mas entendam que eu não acho nele motivo algum de acusação”. Então Jesus saiu com a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse: “Aqui está o homem!” Ao ver Jesus, os sacerdotes principais e os guardas do templo começaram a gritar: “Crucifique! Crucifique!” (João 19.4-6).

A multidão estava cega. Queria matar a Jesus. Grita loucamente. “Crucifica-o! Crucifica-o!”.

Visto que a decisão final era a crucificação, os soldados tiram de Jesus a capa e devolvem suas roupas. Isto provavelmente aconteceu porque os romanos não queriam que todos os judeus vissem outro judeu ser humilhado daquela forma.

Podia inflamar ainda mais o sentimento político de revolta.

A essa altura Jesus estava moído. Ferido. Fisicamente esgotado.

Estava se cumprindo a profecia do profeta Isaías:

“A verdade, porém, é esta: Ele foi ferido por causa de nossos pecados; seu corpo foi esmagado por causa das nossas maldades. O castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelos seus ferimentos nós fomos sarados!”

“Ele foi maltratado e humilhado, mas não disse uma única palavra! Foi levado como um cordeiro vai para o matadouro; como a ovelha fica muda diante de quem corta a sua lã, ele não abriu a boca.”

“Foi condenado num julgamento injusto e mentiroso. E quem pode falar dos seus descendentes? Pois ele foi cortado da terra dos viventes; por causa dos pecados do meu povo, ele foi castigado!” (Isaías 53.5,7,8)

Já vestido Jesus é conduzido para fora da cidade.

Começa a segunda parte da crucificação.

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Jesus na Cruz – Parte 2: A Caminho do Gólgota

Jesus caminha até a cruz

“Quando estavam a caminho do lugar de execução, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, e o forçaram a carregar a cruz de Jesus.” (Mateus 27.32)

O caminho até a cruz é comumente chamado de Via DolorosaAprendemos com a História que a crucificação teve início no período das guerras entre Roma e Cartago (Guerras Púnicas), cerca de 200 a.C.

Os romanos passaram a empregar a crucificação como condenação aos prisioneiros da época. Lembrando que a violência extrema era marca do império romano. A crucificação era morte por tortura. A intenção não era apenas aniquilar, mas fazer sofrer.

Por isso o condenado era açoitado antes, para que sofresse ainda mais no momento de carregar o pathibulum, o poste vertical da cruz.

No entanto, Jesus não suporta carregar a cruz.

Os soldados romanos jamais se rebaixariam a carregá-la, então chamaram Simão, o cireneu para ajudá-lo. Enquanto Simão Pedro abandou a Jesus, seu Pai providenciou outro para ajudá-lo.

Provavelmente este Simão, veio a tornar-se cristão. E seus filhos são citados: Alexandre e Rufo.

A ajuda de Simão deixa clara a humanidade de Jesus. Mostra que Ele não se utilizou de nenhum artificio sobrenatural para suportar mais dor. A impossibilidade de carregar a cruz devido à debilidade do seu corpo mostra isso, assim como sua agonia no Getsêmani. Caso queira saber mais sobre esse assunto leia nosso artigo: Jesus no Getsêmani e saiba um pouco mais sobre os sofrimentos de Jesus.

“Então saíram para um lugar conhecido como Gólgota, isto é, “monte da Caveira…” (Mateus 27.33)

A palavra Gólgota é originária do latim para traduzir o aramaico Gulgatha, no hebraico Gulgoleth, que significa crânio.

Alguns acreditam que recebeu esse nome pelo fato de ali ser um lugar de execuções, onde ossos dos cadáveres jaziam. A crença mais difundida, no entanto, é a de que o nome é uma referência a formação rochosa do monte, que parece sim, uma caveira.

A segunda tese ganha ainda maior força quando pensamos que José de Arimateia e Nicodemos, dois judeus ricos, não comprariam seus sepulcros em um lugar onde os ossos ficavam espalhados ao chão, já que era algo contrário as leis judaicas.

“(…) onde os soldados lhe deram para beber vinho para aliviar a dor; mas depois de prová-lo, rejeitou-o.” (Mateus 27.34)

Essa era a bebida normalmente usada pelos soldados romanos para amenizar a dor causada pelos ferimentos de batalha. Soldados mais piedosos ofereciam ao réu, na cruz, a fim de aliviar um pouco o sofrimento.

Jesus não! Ele recusou completamente. Não aceitou qualquer tipo de entorpecimento. Estava pronto a beber o cálice que o Pai havia lhe dado.

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Jesus na Cruz – Parte 3: Jesus na Cruz (MT 27.35-44)

Jesus na Cruz

“Depois da crucificação, os soldados tiraram a sorte para dividir entre si as roupas dele. então sentaram-se em volta e ficaram montando guarda, enquanto ele estava pendurado ali.” (Mateus 27.35,36)

Havia três tipos de cruz:

  1. X – A cruz de Santo André, com formato de X.
  2. T – A cruz de Sato Antônio, com formato de T.
  3. † – A cruz latina, com formato mais popular no mundo.

No Gólgota a crucificação se dava da seguinte forma:

  • As roupas do prisioneiro eram tiradas;
  • Mãos: pulso ou metacarpo eram cravados, primeiro a direita, em seguida a esquerda com o corpo do condenado no chão;
  • O corpo: apoiado ou amarrado ao pathibulum;
  • Pés fixados no poste, juntos ou separados, um palmo acima do chão de forma que os joelhos permanecessem inclinados.

Jesus Cristo Na Cruz: Sofrimento

  • Sede;
  • Exposição aos elementos do tempo como: sol e calor causticante;
  • Paralisação da circulação sanguínea;
  • Dores intensas;
  • Artérias da cabeça e estômago cheias de sangue;
  • Febre traumática;
  • Tétano;
  • Perda contínua de sangue;
  • Morte lenta e dolorosa com duração de 36 horas a 9 dias.

Para apressar a morte dos prisioneiros os soldados romanos despedaçavam suas pernas com um porrete pesado ou martelo. A cruz era um símbolo de maldição. Vergonha.

Não é a toa que o apóstolo Paulo diz:

“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”(Gálatas 3:13)

Era o tipo de morte reservado para os piores infratores da época. E só foi abolida por Constatino, em 300 d.C.

“E puseram uma tabuleta por cima da sua cabeça com a acusação feita contra ele: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus”. (Mateus 27.38)

O texto da acusação varia nos evangelhos:

  • Mateus – “Este é Jesus, o Rei dos Judeus” (Mateus 27.38)
  • Marcos – O Rei dos Judeus (Marcos 15.26)
  • Lucas – Este é o Rei dos Judeus (Lucas 23.38)
  • João – Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus (João 19.19)

Devemos lembrar que a acusação foi escrita em três idiomas conforme diz João 19.19,20:

“Pilatos pregou por cima dele uma tabuleta que dizia: “JESUS DE NAZARÉ, REI DOS JUDEUS”. O lugar onde Jesus foi crucificado ficava perto da cidade; e a tabuleta estava escrita em hebraico, latim e grego, de modo que muitas pessoas puderam ler a inscrição. ”

É possível que essa seja a causa da variação, já que os idiomas têm sintaxes diferentes.

Oficialmente Jesus foi crucificado por traição a Roma. Os romanos jamais o teriam crucificado por motivo de blasfêmia de religiosa. A acusação contra Jesus foi alta traição.

O objetivo era dar as autoridades judaicas uma advertência: “Isto é o que os romanos farão a qualquer que se levante como rei dos judeus”.

Sabemos, porém, que Jesus era inocente em relação à acusação. Em nenhum momento Ele se levantou contra o governo de Roma, algo que muitos imaginavam que Ele fizesse. Jesus Cristo deixa isso muito claro no episódio da moeda com a inscrição de César em Lucas 20.25.

Noutra parte Ele disse:

“Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui. ” (João 18:36)

Jesus na Cruz – Parte 4: Entre Ladrões

Jesus na Cruz entre Dois ladrões

“Dois assaltantes foram também crucificados ali, um à sua direita e outro à sua esquerda.” (Mateus 27.38)

Esses homens mereciam estar ali. Cometeram crimes reais. Sua condenação era legítima de acordo com as leis da época. Um deles reconhece isso:

“Um dos criminosos ao lado zombava: “Então você é o Cristo, não é? Prove isso, salvando-se a si mesmo e a nós também! ” Mas o outro criminoso o repreendeu, dizendo: “Você não teme a Deus, nem estando sob a mesma sentença? Nós merecemos morrer pelos nossos crimes, mas este homem não cometeu nenhum mal”. (Lucas 23.39-41)

Provavelmente eram terroristas, insurgentes. Alguns acreditam até que foram presos com Barrabás.

Esse fato – Jesus crucificado entre dois criminosos – cumpriu a profecia de Isaías 53.12:

“Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores. ” 

 O fato de ter ficado no meio dos três caracterizava Jesus como o pior dos três criminosos.

“E o povo que passava dirigia-lhe ofensas, sacudindo a cabeça para ele e dizendo: “É! Você pode destruir o templo e construí-lo outra vez em três dias, não é? Ora, desça da cruz e salve sua vida se é o Filho de Deus!” (Mateus 27.39)

O sumo sacerdote zombou de Jesus antes de ser condenado. Os soldados zombaram de Jesus após a condenação. Agora a multidão zomba do Senhor, enquanto Ele agoniza na cruz.

A cruz ficava próxima a uma estrada. As pessoas que iam e vinham olhavam com desprezo para os condenados, balançavam a cabeça em sinal de desaprovação ao que fizeram e dirigiam insultos, xingamentos aos presos.

A palavra grega usada para blasfêmia, indica difamação ou insultos abusivos. É a mesma palavra usada em:

Apocalipse 2.9

“Eu sei quanto você sofre pelo Senhor e sei tudo a respeito da sua pobreza, mas você tem riquezas! Conheço a calúnia daqueles que se opõem a você, que dizem que são judeus, mas não são, porque sustentam a causa de Satanás.”

Judas 9

“O próprio Miguel, um dos anjos mais poderosos, quando estava discutindo com o Diabo a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a acusar ou zombar dele, mas simplesmente lhe disse: “Que o Senhor o repreenda! ” 

Mateus 26.65,66

“Então o sumo sacerdote rasgou suas vestes, gritando: “Blasfêmia! Que necessidade nós temos de outras testemunhas? Todos ouviram o que ele disse! Qual é a sentença de vocês?” Eles bradaram: “Ele é culpado de morte!”

O fato de Jesus ter suportado toda essa zombaria em silêncio prova que nele não havia treva alguma 1 João 1.5

Umas das principais acusações feitas a Jesus Cristo, de que Ele era um traidor, é o fato de ter dito que destruiria o templo e o reedificaria em três dias. Isso parecia provar que Ele desejava promover uma revolução.

Essa declaração se espalhou de forma viral. Alguns a consideravam ridícula, outros esperavam ansiosamente, para ver como faria isso. A verdade é que as pessoas não entenderam que Jesus falava sobre o seu próprio corpo. De que Ele edificaria um Templo muito superior aquele.

“Pois bem”, respondeu Jesus. “Destruam este santuário, e em três dias eu o levantarei!” “Como? ”, exclamaram eles. “Levou 46 anos para construir-se este templo, e o Senhor vai levantá-lo em três dias? ” acontece que o templo do qual ele falava era o seu corpo. Mais tarde, quando Jesus ressuscitou, os seus discípulos se lembraram que ele havia dito isso. Então creram na Escritura e na palavra que Jesus dissera. (João 2.19-22)

De qualquer forma os acusadores estavam de “alma lavada”, e lançaram isso em rosto:

“É! Você pode destruir o templo e construí-lo outra vez em três dias, não é? Ora, desça da cruz e salve sua vida se é o Filho de Deus!”

“E os sacerdotes principais e os mestres da lei também zombaram dele. “Ele salvou os outros”, caçoavam, “mas não pode salvar-se a si mesmo! Então ele é o rei de Israel? Pois desça da cruz e nós creremos nele! Ele confiou em Deus. Deus que mostre sua aprovação a ele, livrando-o! Ele não disse: ‘Sou o Filho de Deus’? ” E os assaltantes que haviam sido crucificados com ele também faziam-lhe as mesmas acusações. ” (Mateus 27.41- 44)

Nesse ponto a zombaria era generalizada. Todos escarneciam.

Reconhecem que Jesus salvou os outros. As curas, libertações, ressurreições, enfim tinham em mente os milagres que Jesus operou. No entanto, ele o desafiam a descer da cruz. Se o fizesse creriam nEle.

É algo parecido com a insinuação do Diabo na tentação:

“Então o Diabo tentou Jesus, sugerindo: “Já que você é Filho de Deus, transforme estas pedras em pães” (Mateus 4.3)

Mas Jesus não cedeu. Ele não podia descer. Havia conversado com o Pai sobre isso no Getsêmani. Poder não lhe faltava.

Jesus sabia que em pouco tempo ressuscitaria. Descer da cruz a essa altura seria um desperdício, já que havia suportado coisas horríveis.

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Jesus na Cruz – Parte 5: O Pôr do Sol

Sofrimentos de Jesus na Cruz

“Naquela tarde, a terra inteira ficou escura durante três horas, desde o meio-dia até as três da tarde. Perto das três horas, Jesus clamou: “Eli, Eli, lamá sabactâni?”, que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que o Senhor me abandonou?” (Mateus 27.45,46)

A natureza manifesta sua tristeza. O mundo escureceu. A luz do mundo estava prestes a ser apagada e seu servo, o sol, recolhe também a sua luz. Não podia brilhar enquanto seu mestre padecia.

Jesus é o Príncipe da Criação. Veja o que diz as Escrituras:

“Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.” (João 1:3)

“Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele.E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. (“Colossenses 1.16,17)

E assim como quando Jesus nasceu uma grande luz brilhou (Lucas 2.9), agora quando Ele está desfalecendo a natureza desfalece, em reverência a seu maestro.

Ao final das três horas de trevas Jesus clama em aramaico: “Meu Deus, meu Deus, por que o Senhor me abandonou?”

Essa declaração é o resumo do sofrimento de Jesus. Aquele que era um com o Pai. O Unigênito. Procura e não encontra. Jesus estava separado de Deus por causa do pecado da humanidade que agora estava sobre Ele. Estar longe de Deus foi sua maior dor (Veja o artigo: Intimidade com Deus)

“Alguns dos que estavam presentes ouviram isso e disseram: “Ele está chamando Elias”. Um deles correu e ensopou uma esponja com vinho azedo, pôs numa vara e suspendeu-a para que ele bebesse. Mas os outros diziam: “Deixe-o sozinho. Vamos ver se Elias vem salvá-lo”. (Mateus 27.47-49)

Jesus é mais uma vez incompreendido. Por acharem que Ele estava delirando. Algo não incomum devido a sede, a perda de sangue, a dor, a febre, era comum que o réu começasse a dizer coisas sem sentido.

Por acharem que era esse o caso, alguém ensopou uma esponja com vinho azedo e mais uma vez tentou dar a Jesus.

Jesus na Cruz – Parte 6: A Morte de Jesus Na Cruz

“Então Jesus clamou outra vez, entregou o espírito e morreu.” (Mateus 27.50)

É espantoso o fato de Jesus ter morrido tão rápido. Ele permaneceu apenas seis horas na cruz. Das nove da manhã, até as seis da tarde. Isso nos leva a pensar que a causa foi a terrível tortura aplicada pelos soldados.

A morte de Jesus na cruz foi real. Sua morte comprova sua humanidade. Ele se identificou perfeitamente conosco.

É provável que causa da morte de Jesus na cruz tenha sido ruptura do coração, o que explicaria seu grito agonizante de dor.

A descrição de João nos leva a pensar assim:

“Então os soldados vieram e quebraram as pernas dos dois homens crucificados com Jesus; mas quando chegaram a Jesus, viram que já estava morto, e por isso não quebraram as suas pernas. Contudo, um dos soldados furou seu lado com uma lança, e daí correu sangue com água. (João 19.32-34)

A lança chegou até perto de seu coração.

Quando o coração se rompe, o sangue fica concentrado no pericárdio, o ligamento em torno da parede do coração, dividindo-se numa espécie de coágulo de sangue e soro aquoso. Essa evidência é contundente na afirmação de que Jesus realmente morreu na cruz, não foi tirado vivo para depois ser reanimado e forjar a ressurreição.

Ou seja, o registro de João se reveste de maravilhoso valor, embora ele não tivesse conhecimento científico.

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O Sermão das Sete Palavras de Jesus Na Cruz

As sete declarações de Jesus na Cruz

A sequência listada abaixo não representa necessariamente a ordem original das sete palavras de Jesus na cruz pelo fato de ser extraída de todos os evangelhos, que não apresentam sequência específica para tal.

1.A oração de Jesus pedindo perdão para seus inimigos. Proferida provavelmente quando a crucificação estava no começo. (Lucas 23.34);

2.A promessa ao assaltante arrependido (Lucas 23.42);

3.Confia sua mãe aos cuidados de João (João 19.26,27);

As declarações iniciais foram feitas antes que as trevas cobrissem o local. Outro ponto a ser destacado é que nessas sete palavras de Jesus na cruz, percebesse a preocupação dele por outros, algo que demonstra a grandeza do seu Amor.

4.Pouco antes de sua morte, ouve-se o clamor à procura do Pai (Marcos 15.34; Mateus 27.46);

5.O grito de angústia física (João 19.28);

6.O grito de vitória (João 19.30);

7.O grito de resignação (Lucas 23.46);

As quatro últimas declarações de Jesus na cruz dizem respeito a Ele mesmo. A sua separação de Deus, sua dor, seu triunfo. Sua entrega.

O Véu Do Templo e a Morte de Jesus Na Cruz

O Véu do Templo e a Morte de Jesus na Cruz

“Naquele mesmo instante a cortina que separava o Lugar Santíssimo do Templo foi rasgada de cima até embaixo; a terra estremeceu, e as rochas se partiram.” (Mateus 27.51)

O véu do Templo era extremamente resistente. Tinha a largura de uma mão de espessura. Era tecido com setenta e duas dobras torcidas, cada dobra feita com vinte e dois fios. Sua altura era de dezoito metros com nove de largura.

Somente uma força extraordinária para rasgá-lo de alto a baixo.

O véu dividia o Lugar Santo do Santo dos Santos, onde o sumo sacerdote se apresentava no dia da expiação (Levítico 16.1-30).

A presença de Deus estava diretamente ligada ao Santo dos Santos,  sendo assim era um lugar de maior acesso a Deus.

A morte de Jesus na cruz deu fim a essa separação, entre os homens e Deus.

O sacrifício de Jesus foi perfeito e definitivo. O sangue de Jesus é superior ao de animais.

“E, uma vez por todas, levou sangue para dentro do Santo dos Santos, e o salpicou sobre o propiciatório; mas não era sangue de bodes nem de bezerros. Lá, ele levou o seu próprio sangue e, com esse sangue, ele garantiu a nossa salvação eterna.E se, sob o sistema antigo, o sangue dos touros e bodes e as cinzas das novilhas eram espalhadas sobre as pessoas impuras e tornavam as pessoas exteriormente puras, quanto mais o sangue de Cristo transformará as nossas vidas e os nossos corações. O sacrifício dele purificará a nossa consciência de atos que levam à morte e nos faz desejar servir ao Deus vivente; pois, com a ajuda do eterno Espírito Santo, Cristo de bom grado entregou-se a Deus para morrer pelos nossos pecados — ele, que era perfeito, sem uma única falta ou pecado. Cristo veio para ser o mediador desta nova aliança para que todos os que são convidados possam vir e herdar para sempre todas as maravilhas que Deus lhes prometeu. Porque Cristo morreu para livrá-los do castigo dos pecados que eles tinham cometido enquanto ainda estavam debaixo da primeira aliança. (Hebreus 9.11-15)

O véu rasgado simboliza o fim da adoração judaica (ritos, costumes, dias, sacrifícios, etc.) como caminho da alma à procura de Deus.

Após a morte de Jesus na cruz os judeus viram que o véu do Templo foi rasgado, foi então que eles souberam que haviam cometido um grande erro. 

Algo que ficou ainda mais evidente na madrugada do terceiro dia, quando Jesus Ressuscitou!

Conclusão      

Pois bem, chegamos ao fim do nosso artigo sobre a Morte de Jesus Na Cruz.

Nós gostaríamos de saber sua opinião sobre esse assunto. O que você gostaria de acrescentar. Deixe seu comentário! Fale qual foi sua impressão.

Caso conheça alguém que tenha interesse no tema compartilhe. Abençoe a vida de alguém, esse conhecimento acerca de Jesus na cruz pode mudar a sua história.

Deus abençoe a todos! Grande abraço.

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, estudante de Teologia e Administração. Seu amor por Jesus o inspirou a fundar esse site.

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