Aprendendo Com Paulo e Silas na Prisão

A história de Paulo e Silas na prisão é carregada de muitos ensinos preciosos. Dentre os muitos, estão a satisfação em Deus, mesmo quando as coisas estão dando errado e um testemunho de fé em Cristo, eficaz a ponto de atrair outras pessoas até Ele.

Qual o segredo?

Bem, tenho algumas reflexões a fazer com você. Assista ao vídeo e leia o estudo até o final, e desfrute do poder do Deus que abala prisões para nos ajudar!

1. O motivo da prisão – Atos 16:16-18

Paulo e Silas não foram parar na prisão por fazer o mal, muito pelo contrário, foi porque fizeram o bem, expulsando o demônio enganador que possuía e afligia uma jovem escrava.

Tudo começou quando eles (Paulo e Silas) estavam indo ao lugar de oração. Quando os viu, a jovem começou a gritar: “Estes homens são servos do Deus Altíssimo e lhes anunciam o caminho da salvação”.

Ela continuou repetindo isso por vários dias, até que Paulo perdeu a paciência, e ordenou que o espírito maligno a deixasse.

O episódio foi um misto de discernimento espiritual + consagração + ousadia do Diabo = manifestação do poder de Deus.

Por fazer o bem e nos dedicarmos a Deus passaremos por muitas aflições, tal como Paulo e Silas na prisão, contudo, precisamos fazer uma boa análise de nossas motivações no serviço a Cristo, para que saibamos que tudo, por Ele, vale muito a pena.

2. Açoitados e presos no tronco – v.v 22-24

Vendo o que tinha acontecido, a multidão indignada e as autoridades, ordenaram que eles fossem presos e açoitados. Quando a tortura finalmente acabou, Paulo e Silas foram “jogados” no pior lugar da prisão e acorrentados a um tronco (Atos 16:22-24).

Paulo e Silas na prisão é o reflexo da rejeição da humanidade a libertação promovida por Jesus na Cruz do Calvário. Elas preferem viver sob o jugo aparentemente satisfatório do Diabo, do que serem libertas para a vida abundante em Cristo.

A nossa oração deve incluir o desejo de que Deus nos fortaleça em meio às severas adversidades que temos de suportar por causa de Seu nome e continuar amando as almas dos perdidos, que o rejeitam por não terem esclarecimento da verdade.

3. Oração e louvor – v.v 25

A atitude de Paulo e Silas na prisão são, para mim, o ponto chave dessa história. Açoitados, torturados, com feridas por todo o corpo, com seus movimentos limitados por um tronco pesado e no pior lugar da prisão, com mau cheiro e provavelmente frio, perto da meia-noite, ao invés de estarem gemendo de dor e reclamando da vida, eles estavam “orando e cantando hinos a Deus; os outros presos os ouviam”. (Atos 16:25)

Que belo TESTEMUNHO!

Fico particularmente muito incomodado, ao ouvir alguns hinos em nossos dias que se queixam dizendo: “o céu está de bronze”, “Deus está em silêncio”, “parece que Deus me esqueceu”.

As letras são mais parecidas com a murmuração que o povo de Israel levantou no deserto, do que com o sentimento de adoração que Paulo e Sila expressam enquanto estavam presos.

A atitude deles, eram vista e ouvida, pelo outros presos que estavam ali provavelmente porque mereciam estar.

Nossas atitudes de adoração e submissão a Deus, devem ser vistas não apenas quando as coisas estão indo bem, mas principalmente quando elas não estão bem.

Através da nossa satisfação e esperança em Deus, muitas pessoas são atraídas a Cristo.

4. O terremoto – v.v 26

Enquanto o louvor e as orações de Paulo e Silas na prisão enchiam o céu, um terremoto violento abalou os alicerces da prisão e abriu todas as celas e as correntes que prendiam os presos (Atos 16:26).

Muitos de nós não experimenta a intervenção sobrenatural de Deus em nossas vidas porque ao invés de adorar e ser grato, murmuramos e fazemos muitas cobranças a Deus.

Este dois servos de Deus, que estavam sofrendo injustamente por fazer o bem, nos mostram qual deve ser a nossa atitude diante do sofrimento e da dor: a verdadeira adoração.

Por fazer isso, Deus os respondeu com libertação. Esse é com certeza um divisor de águas entre a prisão e a liberdade.

5. A Salvação – v.v 30,31

Ao ver que todos os presos haviam saído de suas celas o carcereiro tentou tirar sua própria vida. Ele sabia que os romanos o fariam da pior maneira possível, pois a fuga de prisioneiros era algo inaceitável para o império.

Vendo isso, Paulo o interrompeu dizendo que todos estavam ali, ninguém havia fugido. Percebendo que Paulo e Silas eram homens de Deus, o carcereiro perguntou: “Senhores, que devo fazer para ser salvo? “. Eles responderam: “Creia no Senhor Jesus, e serão salvos, você e os de sua casa”. (Atos 16:30,31)

Mesmo em um contexto completamente desfavorável, eles permaneceram abençoando e promovendo a libertação de almas.

Isso deve estar sempre diante dos nossos olhos. Mais importante que o direito de ir e vir na sociedade, é a liberdade interior. Muitas pessoas são prisioneiras dentro de si mesmas, e apenas Jesus Cristo pode libertá-las eficazmente.

Conclusão

Paulo e Silas na prisão nos mostram que a vida é muito mais do que conforto e bem-estar, que satisfação não é sinônimo de “sucesso”, mas que mesmo os insucessos da vida, no centro da vontade de Deus, são oportunidades para que pessoas conheçam a Jesus.

Devemos vislumbrar muito mais do que o conforto e a segurança de uma “boa vida”, mas uma vida cheia de significado.

O que aprendo com estes dois homens de Deus, é que, posso me deixar usar pelo Espírito Santo, pois quer as coisas estejam bem ou mal, Ele estará comigo e me ajudará a suportar todas as coisas, bem como ver Sua intervenção.

Como a história de Paulo e Silas aponta para Cristo?

Presos e feridos, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus à meia-noite (Atos 16.25). Esse louvor no meio do sofrimento só faz sentido por causa de Cristo. Foi ele quem, na noite em que seria traído, cantou um hino com os discípulos e, por causa da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz (Hebreus 12.2). A paz de Paulo e Silas vinha de estar unidos a esse Salvador.

O terremoto que abriu as portas da prisão aponta para uma libertação maior: Cristo rompeu a prisão da morte na ressurreição e abre a porta da salvação a todos. Por isso, quando o carcereiro perguntou o que precisava fazer para ser salvo, a resposta foi direta: crer no Senhor Jesus. A mesma alegria que sustentou os dois na cela aparece depois na carta que Paulo escreveu a essa igreja, Filipenses 4, aprendendo a estar contente em qualquer situação. E é essa confiança que nos ensina que Deus faz todas as coisas cooperarem para o bem dos que o amam (Romanos 8.28).

Perguntas frequentes sobre Paulo e Silas na prisão

Por que Paulo e Silas foram presos?

Paulo libertou uma jovem escrava de um espírito de adivinhação que dava lucro aos seus senhores. Irritados com a perda do lucro, eles arrastaram Paulo e Silas às autoridades, que mandaram açoitá-los e prendê-los (Atos 16.16-24).

O que eles fizeram na prisão à meia-noite?

Mesmo feridos e com os pés no tronco, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os outros presos os ouviam. Em vez de reclamar, eles adoraram, mostrando uma fé que não depende das circunstâncias.

O que aconteceu depois do terremoto?

Um terremoto abriu as portas e soltou as correntes. O carcereiro, achando que os presos haviam fugido, ia se matar, mas Paulo o impediu. Abalado, ele perguntou como poderia ser salvo e ouviu o chamado para crer no Senhor Jesus. Naquela noite, ele e sua casa creram e foram batizados.

O que aprendemos com Paulo e Silas na prisão?

Que é possível adorar a Deus mesmo na dor e na injustiça, e que Deus pode transformar a pior situação em oportunidade de salvação. A fidelidade dos dois abriu caminho para o carcereiro e sua família conhecerem a Cristo.

Como a história de Paulo e Silas aponta para Cristo?

O louvor no sofrimento reflete Cristo, que suportou a cruz pela alegria proposta (Hebreus 12.2). O terremoto que abriu a prisão aponta para a libertação maior da morte na ressurreição, e a salvação do carcereiro mostra o evangelho no centro de tudo: crer no Senhor Jesus.

Referências

  • Bíblia Sagrada. Versão Almeida Revista e Corrigida (ARC). Atos 16.
  • BRUCE, F. F. Atos dos Apóstolos: introdução, comentário e notas.
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