Por que Deus é o centro da nossa adoração e nada pode ocupar o lugar dele?

Deus é o centro da nossa adoração porque somente Ele é o Criador de todas as coisas e o único digno de receber glória, honra e louvor. Nenhuma pessoa, imagem, experiência ou dom pode ocupar o lugar que pertence a Ele.

Adorar é reconhecer que só o Senhor é Deus. Quando colocamos qualquer outra coisa no trono do nosso coração, deixamos de adorar ao Deus verdadeiro e caímos na idolatria, mesmo sem perceber.

Eu já vivi tempos em que a minha adoração girava mais em torno de bênçãos, sentimentos e da minha própria vida do que em torno de Deus. Foi doloroso descobrir isso, mas também libertador.

Este é o primeiro de uma série de estudos sobre adoração. Aqui quero olhar com você para uma verdade fundamental: quem, de fato, deve estar no centro de tudo o que chamamos de adoração.

O que significa dizer que Deus é o centro da adoração?

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Neste estudo você vai ver:

  • Por que somente Deus é digno de adoração;
  • O que a Bíblia diz sobre adorar ao Criador, e não à criatura;
  • Por que nada nem ninguém pode ocupar o lugar de Deus;
  • Como a adoração do céu revela quem está no centro de tudo.

Colocar Deus no centro da adoração significa reconhecer que Ele não divide o trono com nada. A adoração não é um sentimento passageiro nem um momento na igreja aos domingos: é a entrega de toda a nossa vida àquele que nos criou.

No mundo antigo, imperadores e ídolos exigiam culto e reverência. Mas nenhum deles jamais criou o céu e a terra. Por isso a Escritura declara que os deuses das nações não passam de ídolos sem valor, incapazes de fazer o que só o Senhor fez: dar existência a todas as coisas.

Por que somente Deus deve estar no centro da nossa adoração?

Só o Senhor é digno; os ídolos nada são (Salmo 96:9)

“Adorai ao Senhor na beleza da santidade; tremei diante dele toda a terra.” (Salmo 96:9)

O salmo convoca todas as nações a atribuírem glória ao Senhor. Ao adorar, a criatura reconhece a grandeza do seu Criador e se curva diante dele. Esse louvor não pode ser apenas palavras: envolve atitudes e uma vida que reflete a santidade de Deus.

O mesmo salmo afirma que os deuses dos povos são apenas ídolos, sem qualquer poder ou realidade. Somente aquele que fez os céus é digno de adoração. Colocar qualquer outra coisa no centro é trocar o Criador por algo que nada pode fazer.

Vinde, adoremos aquele que nos criou (Salmo 95:6)

“Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor que nos criou.” (Salmo 95:6)

A adoração verdadeira nos coloca de joelhos diante de Deus. O motivo é claro: Ele nos criou. Não somos fruto do acaso, e por isso a nossa vida pertence àquele que a formou.

Quando entendemos que existimos por causa dele e para ele, a adoração deixa de ser algo que fazemos por hábito e passa a ser a resposta natural de um coração que reconhece o seu Senhor.

A adoração pertence somente a Deus (Mateus 4:10)

“Então, disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás e só a ele servirás.” (Mateus 4:10)

Diante da tentação de adorar a outro, Jesus é categórico: a adoração pertence exclusivamente a Deus. Nenhum poder, riqueza ou promessa justifica desviar o culto que só o Senhor merece.

Essa palavra nos protege de uma armadilha sutil. Muitas vezes não adoramos imagens de pedra, mas colocamos no lugar de Deus o dinheiro, o sucesso, pessoas ou a nós mesmos. A adoração legítima recusa qualquer rival ao trono do Senhor.

A adoração do céu: digno és, Senhor (Apocalipse 4:11)

“Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.” (Apocalipse 4:11)

No céu, os anciãos lançam as suas coroas diante do trono e declaram que Deus é digno de toda glória. A razão dessa adoração é justamente que Ele criou todas as coisas. A adoração celestial confirma quem está eternamente no centro de tudo.

Reis e impérios antigos exigiam ser tratados como senhores e deuses, mas nenhum deles foi capaz de criar o que quer que fosse. Diante do verdadeiro Deus, todo culto humano rival se mostra vazio e insignificante.

Como o Cordeiro nos mostra que Deus é o centro da adoração?

“Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças.” (Apocalipse 5:12)

A mesma adoração dirigida a Deus, o Criador, é dirigida ao Cordeiro que foi morto. Cristo é digno de receber glória e honra, e recebe do céu inteiro a adoração que só a Deus pertence. Isso revela a sua divindade e o seu lugar no centro do louvor.

Por isso, adorar a Deus e adorar a Cristo não se opõem. O Filho, que se entregou por nós, é honrado com as mesmas palavras dirigidas ao Pai. Quem coloca Deus no centro da adoração encontra em Jesus o rosto desse Deus digno de todo louvor.

Lições práticas: como manter Deus no centro da adoração

  • Examine o seu coração: o que, na prática, ocupa o lugar de Deus na sua vida?
  • Adore ao Criador, e não à criatura: bênçãos e dons apontam para Deus, não O substituem;
  • Renda a Deus mais do que palavras: adoração verdadeira envolve toda a sua vida;
  • Olhe para Cristo, o Cordeiro digno, e deixe que Ele reoriente o seu louvor.

Peça a Deus que Ele mesmo ocupe o centro do seu coração e da sua adoração. Quanto mais O conhecemos, mais natural se torna reconhecer que só Ele é digno.

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Perguntas frequentes sobre Deus no centro da adoração

O que significa Deus ser o centro da nossa adoração?

Significa reconhecer que somente Deus é digno de receber glória, honra e louvor, e que nada nem ninguém pode ocupar o lugar dele. A adoração se dirige exclusivamente ao Criador de todas as coisas.

Por que só Deus deve ser adorado?

Porque só Ele criou o céu e a terra e sustenta todas as coisas. Os ídolos e poderes deste mundo nada podem fazer; apenas o Senhor, que nos formou, é digno da nossa adoração.

Adorar bênçãos, pessoas ou experiências é errado?

Sim. Quando colocamos bênçãos, pessoas, sentimentos ou a nós mesmos no lugar de Deus, caímos em idolatria. As bênçãos devem nos levar a adorar o Doador, e não a substituí-lo.

Como saber se Deus está de fato no centro da minha adoração?

Observe o que move o seu coração e a sua vida. Se o Senhor é a razão do seu louvor, da sua obediência e das suas decisões, Ele está no centro. Se outra coisa ocupa esse lugar, é hora de reorientar a adoração.

Por que o Cordeiro também é adorado no céu?

Porque Cristo é Deus e é digno de receber a mesma glória dirigida ao Pai. No céu, o Cordeiro que foi morto recebe poder, honra e louvor, confirmando que Ele está no centro da adoração ao lado do Pai.

Referências

BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada: Almeida Revista e Corrigida. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2009.

HARMAN, Allan. Comentário do Antigo Testamento: Salmos. São Paulo: Cultura Cristã.

KEENER, Craig S. Comentário Histórico-Cultural da Bíblia: Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova.

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