Por que devemos adorar a Deus? As razões que transformam o seu louvor

Devemos adorar a Deus por causa de quem Ele é e de tudo o que Ele fez: Ele nos criou, sustenta a nossa vida com bondade e nos redimiu por meio de Cristo. A adoração não é um favor que prestamos a Deus, mas a resposta justa de quem reconhece o Senhor.

Em outras palavras, adoramos a Deus porque Ele é o Criador, o Provedor fiel e o Redentor. Cada uma dessas verdades é, por si só, um motivo mais que suficiente para render a Ele toda a glória.

Eu já adorei a Deus de forma automática, quase sem pensar no porquê. Quando parei para meditar nas razões da adoração, o meu louvor deixou de ser hábito e se tornou gratidão de verdade.

Este é o segundo estudo da nossa série sobre adoração. No primeiro vimos que só Deus deve estar no centro do louvor. Agora quero olhar com você para os motivos que tornam essa adoração tão justa e necessária.

O que a Bíblia diz sobre as razões da adoração?

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Neste estudo você vai ver:

  • Por que a criação é uma razão para adorar a Deus;
  • Como a bondade e a fidelidade de Deus sustentam o nosso louvor;
  • Por que tudo existe por causa dele e para ele;
  • Como a obra de Cristo nos dá a maior razão para adorar.

O Salmo 100 é um cântico de louvor que convoca toda a terra a servir ao Senhor com alegria. Ele nos ensina: “Servi ao Senhor com alegria; e apresentai-vos a ele com canto.” (Salmo 100:2). Mas por que fazer isso? O próprio salmo responde apresentando as razões.

Adorar a Deus é reconhecer publicamente que só Ele é Deus. Não se trata de emoção passageira, e sim de uma vida rendida àquele a quem pertencemos. Os motivos que veremos a seguir mostram que a adoração é a resposta mais coerente diante de quem Deus é.

Por que devemos adorar a Deus?

Porque Ele nos criou e somos dele (Salmo 100:3)

“Sabei que o Senhor é Deus; foi ele que nos fez, e não nós a nós mesmos; somos povo seu e ovelhas do seu pasto.” (Salmo 100:3)

A primeira razão para adorar é a criação. Não existimos por acaso nem pertencemos a nós mesmos: fomos formados por Deus e somos ovelhas do seu pasto. Reconhecer isso é o começo de toda adoração verdadeira.

Conhecer a Deus, neste sentido, é confessar publicamente que Ele é o único Senhor e que a nossa vida lhe pertence. Quem entende que foi criado por Deus não pode viver como dono de si mesmo, mas se rende com gratidão ao seu Criador.

Porque Ele é bom e a sua misericórdia dura para sempre (Salmo 100:5)

“Porque o Senhor é bom; a sua misericórdia dura para sempre, e a sua verdade, de geração em geração.” (Salmo 100:5)

A segunda razão é o caráter de Deus. Ele é bom, e o seu amor não se esgota: dura para sempre. Cada cuidado que recebemos, cada dia sustentado por Ele, é expressão dessa bondade fiel.

A fidelidade de Deus atravessa todas as gerações. Aquilo que Ele prometeu, Ele cumpre. Por isso a adoração brota naturalmente de quem experimenta, dia após dia, a misericórdia constante do Senhor.

Porque dele, por ele e para ele são todas as coisas (Romanos 11:36)

“Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.” (Romanos 11:36)

A terceira razão é que Deus é a origem, o meio e o alvo de tudo o que existe. Nada subsiste fora dele, e tudo aponta de volta para a sua glória. Diante dessa verdade, a única resposta adequada é a adoração.

Isso reorganiza a nossa vida. Se tudo vem de Deus, é sustentado por Deus e existe para a glória de Deus, então adorá-lo não é uma parte da vida, mas o sentido de toda ela.

Como a obra de Cristo nos dá a maior razão para adorar a Deus?

“E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir os seus selos; porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo, e nação.” (Apocalipse 5:9)

A razão mais profunda para adorar a Deus é a redenção. Pelo sangue de Cristo, fomos comprados para Deus, resgatados do pecado e da morte. Assim como Israel foi libertado do Egito, nós fomos libertados por meio do Cordeiro que foi morto por nós.

E essa redenção alcança pessoas de toda tribo, língua e nação. No céu, uma multidão de todos os povos adora ao Cordeiro, e os primeiros cristãos já adoravam a Cristo como Deus. Quando lembramos o preço da nossa salvação, a adoração se torna o transbordar de um coração grato.

Lições práticas: como transformar as razões em adoração

  • Lembre-se de que você foi criado por Deus: a sua vida pertence a Ele;
  • Reconheça a bondade diária do Senhor e transforme cada cuidado em louvor;
  • Viva para a glória de Deus, sabendo que tudo vem dele e existe para ele;
  • Contemple a cruz: a redenção em Cristo é a maior razão para adorar.

Peça a Deus que essas verdades saiam do papel e alcancem o seu coração. Quanto mais entendemos por que adoramos, mais sincero e alegre se torna o nosso louvor.

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Perguntas frequentes sobre por que devemos adorar a Deus

Por que devemos adorar a Deus?

Devemos adorar a Deus por causa de quem Ele é e do que Ele fez: Ele nos criou, sustenta a nossa vida com bondade e nos redimiu por meio de Cristo. A adoração é a resposta justa a essas verdades.

A adoração é algo que Deus precisa de nós?

Não. Deus não depende da nossa adoração; somos nós que precisamos adorá-lo. A adoração reconhece a verdade sobre Deus e coloca a nossa vida no lugar certo diante do Criador.

A criação é realmente uma razão para adorar?

Sim. O Salmo 100 diz que foi Deus quem nos fez e que somos ovelhas do seu pasto. Reconhecer que existimos por causa dele e que a ele pertencemos é um dos fundamentos da adoração.

Como a bondade de Deus se relaciona com a adoração?

A bondade e a fidelidade de Deus, que duram para sempre, são motivo constante de louvor. Cada cuidado recebido é expressão do seu amor, e isso desperta em nós gratidão e adoração.

Por que a obra de Cristo é a maior razão para adorar?

Porque, pelo seu sangue, Cristo nos comprou para Deus, resgatando pessoas de toda tribo e nação. A redenção na cruz revela o amor de Deus de forma suprema e nos dá a razão mais profunda para adorá-lo.

Referências

BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada: Almeida Revista e Corrigida. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2009.

HARMAN, Allan. Comentário do Antigo Testamento: Salmos. São Paulo: Cultura Cristã.

KEENER, Craig S. Comentário Histórico-Cultural da Bíblia: Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova.

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