Estêvão foi um dos sete homens escolhidos para servir à igreja de Jerusalém, cheio de fé e do Espírito Santo, que se tornou o primeiro mártir cristão: foi apedrejado por pregar Cristo e morreu perdoando os que o mataram (Atos 6 e 7). A sua história mostra o que significa permanecer firme e cheio de graça mesmo diante da morte.
Você já se perguntou como alguém consegue manter a fé e ainda perdoar enquanto é ferido? A vida de Estêvão responde a isso de forma impressionante. Veja abaixo quem foi Estêvão e o que ele ensina.
Quem foi Estêvão na Bíblia?
Estêvão foi um cristão da primeira igreja, escolhido como um dos sete responsáveis por cuidar da distribuição de alimentos entre as viúvas. Cheio do Espírito Santo, ele fazia sinais e pregava com sabedoria irresistível. Acusado falsamente, fez uma defesa corajosa diante do conselho judaico e foi apedrejado, tornando-se o primeiro mártir da história da igreja.
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Neste estudo você vai ver:
- Quem foi Estêvão e qual era o seu serviço
- Por que ele foi preso e acusado
- Como foi a morte do primeiro mártir
- O que a fé de Estêvão ensina para nós
Estêvão, um dos sete escolhidos
Quando a igreja de Jerusalém cresceu, surgiu uma queixa: as viúvas de fala grega estavam sendo esquecidas na distribuição diária. Os apóstolos então pediram que se escolhessem sete homens de boa reputação, cheios do Espírito, para esse serviço. Estêvão foi o primeiro da lista.
“…e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo…” (Atos 6.5)
Repare que Estêvão começou servindo mesas, num trabalho prático e humilde. A grandeza dele não estava no cargo, mas no caráter: era cheio de fé e do Espírito Santo.
Cheio de fé e de poder
“E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo.” (Atos 6.8)
Deus usou Estêvão poderosamente. Alguns tentaram discutir com ele, mas não conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava. Incapazes de vencê-lo no debate, os seus opositores partiram para a mentira.
A prisão e as falsas testemunhas
Subornaram homens para acusar Estêvão de blasfêmia contra Moisés e contra Deus, e o levaram ao conselho. Lá, falsas testemunhas distorceram as suas palavras sobre o templo e a lei. Mesmo assim, algo sobrenatural aconteceu.
“Então, todos os que estavam assentados no conselho, fixando os olhos nele, viram o seu rosto como o rosto de um anjo.” (Atos 6.15)
Diante da acusação e do perigo, o rosto de Estêvão resplandecia. Era o reflexo de uma paz que vinha de Deus, não das circunstâncias.
O discurso de Estêvão
Em sua defesa, Estêvão percorreu toda a história de Israel, de Abraão a Salomão, mostrando que Deus sempre agiu além do templo e que o povo repetidamente resistiu aos seus mensageiros. No fim, aplicou isso aos seus ouvintes, acusando-os de resistir ao Espírito Santo, assim como os seus pais haviam perseguido os profetas.
Foi uma pregação corajosa, que não buscou agradar, mas confrontar com a verdade. E o preço dessa coragem seria a própria vida.
O primeiro mártir cristão
“Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus e Jesus, que estava à direita de Deus. E disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, que está em pé à mão direita de Deus.” (Atos 7.55-56)
Em geral, a Bíblia descreve Jesus assentado à direita de Deus. Aqui, porém, Estêvão o vê em pé, como uma testemunha ou juiz que se levanta para vindicar o seu servo no exato momento em que os homens o condenam (KEENER, 2017). O céu estava aberto para recebê-lo.
Enfurecidos, arrastaram Estêvão para fora da cidade e o apedrejaram. O apedrejamento era uma execução comum no mundo antigo, e as testemunhas costumavam ser as primeiras a atirar as pedras (KEENER, 2017). Foi ali, diante da morte, que Estêvão revelou o seu coração.
“E apedrejaram a Estêvão, que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito. E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu.” (Atos 7.59-60)
As últimas palavras de Estêvão ecoam as do próprio Cristo na cruz: ele entrega o espírito a Jesus e perdoa os seus algozes. Entre os que aprovavam a sua morte estava um jovem chamado Saulo, que mais tarde se tornaria o apóstolo Paulo (Atos 8.1).
O que a fé de Estêvão ensina hoje?
Estêvão ensina que a fidelidade a Cristo pode custar caro, mas nunca está sozinha: o céu se abre para os que sofrem por Ele. Ensina também o poder do perdão, capaz de abrir o coração até de um perseguidor como Saulo.
A sua morte não foi um fim, mas uma semente. A coragem e o perdão de Estêvão nos lembram que, quando vivemos e morremos olhando para Jesus, até as maiores perdas se tornam vitória.
Perguntas frequentes sobre Estêvão
Estêvão foi um dos sete escolhidos para servir à igreja de Jerusalém, cheio de fé e do Espírito Santo, e o primeiro mártir cristão, apedrejado por pregar Cristo (Atos 6 e 7).
Ele foi acusado falsamente de blasfêmia e, após uma pregação corajosa que confrontou os líderes, foi apedrejado até a morte por pregar sobre Jesus.
A Bíblia normalmente descreve Jesus assentado à direita de Deus. Estêvão o vê em pé, como quem se levanta para vindicar e receber o seu servo no momento do martírio (Atos 7.55-56).
Saulo, que mais tarde se tornou o apóstolo Paulo, estava presente e consentia na morte de Estêvão (Atos 8.1). O perdão do mártir semeou algo que floresceria na conversão de Paulo.
Referências
BÍBLIA. Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. Edição Revista e Corrigida. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil.
KEENER, Craig S. Comentário histórico-cultural da Bíblia: Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2017.