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Lucas 7 Estudo: Jesus e a Viúva de Naim

Lucas 7.1 – 10: Este é com certeza um dos mais belos episódios da Bíblia Sagrada. Onde um estrangeiro que neste caso configura a opressão do povo, visto que Israel estava debaixo do julgo de Roma, desenvolve mais fé em Deus do que os israelitas.

O Centurião é um grande exemplo de amor ao próximo (Ver Estudo Bíblico Sobre o Amor) e humildade. Além disso, sua consciência de autoridade é formidável.

Ele reconhece a autoridade divina de Jesus Cristo. Algo que deixa o Senhor maravilhado.

Além disso, o testemunho que o próprio povo dava a respeito dele era muito positivo. Ou seja, temos muito a aprender com ele.

Neste caso, de uma maneira geral vemos que rotular pessoas e fazer segregação é um grande erro.

A boa convivência, o respeito e o amor sempre podem ser praticados, não importa qual seja a circunstância.

Por fim, ao conhecer a fé daquele homem, tal como ele creu, Jesus Cristo libera uma palavra e no mesmo instante o rapaz é curado (Ver estudo Bíblico Sobre Cura Divina).

Lucas 7.11 – 17: O emocionante encontro entre Jesus Cristo e a viúva de Naim, nos mostra o quanto o Senhor se importa com as nossas lágrimas.

Antes de operar o milagre (Ver Milagres de Jesus Cristo), Jesus diz a mulher: “Não chore”.

Sua dor é vista por ele. Seu sofrimento não passa despercebido. Sobretudo, crer nele é com certeza a melhor saída.

Jesus pede que a viúva pare de chorar, não sem motivo. Ele coloca a mão sobre o morto, atitude que por si só o tornava impuro para a sociedade judaica e ordena, ele não pede: “Jovem, eu lhe digo, levante-se!”.

Imediatamente o jovem voltou a viver! Sentou-se e começou a conversar.

Lucas 7.18 – 23: A crise, a pressão, as dificuldades e uma outra série de coisas podem nos tornar vulneráveis. Isto aconteceu com João Batista.

Uma das grandes marcas do seu ministério foi a sua autoridade e convicção ao anunciar que o Messias estava prestes a vir.

Ao ver Jesus Cristo no Jordão, ele tem a certeza de o havia encontrado e fica relutante na hora de batizá-lo (Ver Estudo Bíblico Sobre Batismo nas Águas). E orienta aos seus ouvintes que de agora em diante, elas deveriam ouvi-lo.

No entanto, estando encarcerado por Herodes Antipas as convicções de João Batista ficam um pouco abaladas. Com isso, ele envia mensageiros a Jesus com a seguinte pergunta: “És tu aquele que haveria de vir ou devemos esperar algum outro?””

A resposta de Jesus Cristo foi prática. Ele curou e libertou inúmeras pessoas (Ver Milagres de Jesus). Em seguida, ele disse aos mensageiros de João: “Voltem e anunciem a João o que vocês viram e ouviram”.

Jesus sabia de que tipo de resposta ele precisava. Tinha que ser algo contundente. Algo que deixasse seus mensageiros espantados a ponto de comunicar a João Batista de maneira enérgica tudo o que o Senhor operou.

Isso nos mostra que Jesus Cristo sabe exatamente do que nós precisamos. Conhece de perto as nossas necessidades e está disposto a aliviar o nosso fardo.

Lucas 7.24 – 30: Quando os discípulos de João Batista partiram, Jesus Cristo começou a dar testemunho dele. “Eu lhes digo que entre os que nasceram de mulher não há ninguém maior do que João”.

Jesus nos mostra que não é um interesseiro. Não nos ama apenas quando estamos bem, cheios de convicção e poder.

Ele também é capaz de conhecer as nossas dores e dificuldades de forma sincera e amorosa. Jesus não abandona seus soldados feridos. Ele cura suas feridas.

Lucas 7.31 – 35: Para mostrar a maldade e a incredulidade do povo, Jesus Cristo monta um comparativo entre ele e João Batista.

Ao traçar o paralelo de estilos e maneiras de comportamento diferentes o Senhor os acusa de serem incrédulos e maus.

Isso porque embora Deus enviasse pessoas ungidas com diversos estilos, eles sempre preferiam observar o que não lhes agradava a dar atenção a voz de Deus.

Nos nossos dias precisamos tomar cuidado para não cometer o mesmo erro. Muitos de nós são especialistas em criticar, achar erro, dizer que é o Diabo e talvez seja Deus.

Lucas 7.36 – 50: Mais uma pérola dos Evangelhos e do capítulo 7 de Lucas. Enquanto Jesus Cristo estava em uma refeição na casa de um fariseu, uma mulher pecadora entrou.

É muito provável que ela fosse uma prostituta que foi convencida pelo pecado ao ouvir as ministrações de Jesus. A suposição é com base no título que ela recebe: “pecadora”. Normalmente assim eram chamadas as prostitutas daqueles dias.

Isto pode ser percebido por sua postura. Ela não procura chamar a atenção. Vem por trás de Jesus, abaixasse e começa a ungir seus pés com perfume e lágrimas.

Talvez ela não tenha olhado o rosto do Mestre a princípio. Mas a sua intenção é clara: GRATIDÃO.

O arrependimento provocado por Jesus Cristo lhe fez mudar de vida e muitas das suas dores foram saradas. São lágrimas de arrependimento.

Ela sabia que não havia uma outra forma de deixar claro para o Senhor o quanto ela era grata a ele. Por isso, assumiu o lugar do menor servo da casa e lavou-lhe os pés.

O fariseu por sua vez, provavelmente convidou Jesus Cristo por sua popularidade ou curiosidade, o que é certo é: ele não considerava Jesus como um profeta (v.v – 39).

Isso nos mostra que Jesus Cristo está sempre procurando oportunidades para comunicar o Reino de Deus.

Visto que a mesma abertura que ele dá aos pobres, publicanos e pecadores é dada aos ricos, autoridades e religiosos. (Ver Lucas 6 Estudo)

Lucas 7.1 – 10: A cura do servo do Centurião

1 Tendo terminado de dizer tudo isso ao povo, Jesus entrou em Cafarnaum.

2 Ali estava o servo de um centurião, doente e quase à morte, a quem seu senhor estimava muito.

3 Ele ouviu falar de Jesus e enviou-lhe alguns líderes religiosos dos judeus, pedindo-lhe que fosse curar o seu servo.

4 Chegando-se a Jesus, suplicaram-lhe com insistência: Este homem merece que lhe faças isso,

5 porque ama a nossa nação e construiu a nossa sinagoga.

6 Jesus foi com eles. Já estava perto da casa quando o centurião mandou amigos dizerem a Jesus: Senhor, não te incomodes, pois não mereço receber-te debaixo do meu teto.

7 Por isso, nem me considerei digno de ir ao teu encontro. Mas dize uma palavra, e o meu servo será curado.

8 Pois eu também sou homem sujeito a autoridade, e com soldados sob o meu comando. Digo a um: Vá, e ele vai; e a outro: Venha, e ele vem. Digo a meu servo: Faça isto, e ele faz.

9 Ao ouvir isso, Jesus admirou-se dele e, voltando-se para a multidão que o seguia, disse: “Eu lhes digo que nem em Israel encontrei tamanha fé”.

10 Então os homens que haviam sido enviados voltaram para casa e encontraram o servo restabelecido.

Lucas 7.11 – 17: Jesus Cristo e a viúva de Naim

11 Logo depois, Jesus foi a uma cidade chamada Naim, e com ele iam os seus discípulos e uma grande multidão.

12 Ao se aproximar da porta da cidade, estava saindo o enterro do filho único de uma viúva; e uma grande multidão da cidade estava com ela.

13 Ao vê-la, o Senhor se compadeceu dela e disse: “Não chore”.

14 Depois, aproximou-se e tocou no caixão, e os que o carregavam pararam. Jesus disse: “Jovem, eu lhe digo, levante-se!”

15 O jovem sentou-se e começou a conversar, e Jesus o entregou à sua mãe.

16 Todos ficaram cheios de temor e louvavam a Deus. “Um grande profeta se levantou entre nós”, diziam eles. “Deus interveio em favor do seu povo.”

17 Essas notícias sobre Jesus espalharam-se por toda a Judéia e regiões circunvizinhas.

Lucas 7.18 – 23: João Batista envia mensageiros a Jesus

18 Os discípulos de João contaram-lhe todas essas coisas. Chamando dois deles,

19 enviou-os ao Senhor para perguntarem: “És tu aquele que haveria de vir ou devemos esperar algum outro?”

20 Dirigindo-se a Jesus, aqueles homens disseram: “João Batista nos enviou para te perguntarmos: “És tu aquele que haveria de vir ou devemos esperar algum outro?””

21 Naquele momento Jesus curou muitos que tinham males, doenças graves e espíritos malignos, e concedeu visão a muitos que eram cegos.

22 Então ele respondeu aos mensageiros: Voltem e anunciem a João o que vocês viram e ouviram: os cegos vêem, os aleijados andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e as boas novas são pregadas aos pobres;

23 e feliz é aquele que não se escandaliza por minha causa.

Lucas 7.24 – 30: Jesus dá testemunho de João Batista

24 Depois que os mensageiros de João foram embora, Jesus começou a falar à multidão a respeito de João: O que vocês foram ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento?

25 Ou, o que foram ver? Um homem vestido de roupas finas? Ora, os que vestem roupas esplêndidas e se entregam ao luxo estão nos palácios.

26 Afinal, o que foram ver? Um profeta? Sim, eu lhes digo, e mais que profeta.

27 Este é aquele a respeito de quem está escrito: “Enviarei o meu mensageiro à tua frente; ele preparará o teu caminho diante de ti”.

28 Eu lhes digo que entre os que nasceram de mulher não há ninguém maior do que João; todavia, o menor no Reino de Deus é maior do que ele.

29 Todo o povo, até os publicanos, ouvindo as palavras de Jesus, reconheceram que o caminho de Deus era justo, sendo batizados por João.

30 Mas os fariseus e os peritos na lei rejeitaram o propósito de Deus para eles, não sendo batizados por João.

Lucas 7.31 – 35: Jesus faz um comparativo com João Batista

31 “A que posso, pois, comparar os homens desta geração?”, prosseguiu Jesus. “Com que se parecem?

32 São como crianças que ficam sentadas na praça e gritam umas às outras: “Nós lhes tocamos flauta, mas vocês não dançaram; cantamos um lamento, mas vocês não choraram”.

33 Pois veio João Batista, que jejua e não bebe vinho, e vocês dizem: “Ele tem demônio”.

34 Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e vocês dizem: “Aí está um comilão e beberrão, amigo de publicanos e pecadores”.

35 Mas a sabedoria é comprovada por todos os seus discípulos.

Lucas 7.36 – 50: Uma pecadora unge os pés de Jesus

36 Convidado por um dos fariseus para jantar, Jesus foi à casa dele e reclinou-se à mesa.

37 Ao saber que Jesus estava comendo na casa do fariseu, certa mulher daquela cidade, uma pecadora, trouxe um frasco de alabastro com perfume,

38 e se colocou atrás de Jesus, a seus pés. Chorando, começou a molhar-lhe os pés com suas lágrimas. Depois os enxugou com seus cabelos, beijou-os e os ungiu com o perfume.

39 Ao ver isso, o fariseu que o havia convidado disse a si mesmo: “Se este homem fosse profeta, saberia quem nele está tocando e que tipo de mulher ela é: uma pecadora”.

40 Então lhe disse Jesus: “Simão, tenho algo a lhe dizer”. “Dize, Mestre”, disse ele.

41 Dois homens deviam a certo credor. Um lhe devia quinhentos denários e o outro, cinqüenta.

42 Nenhum dos dois tinha com que lhe pagar, por isso perdoou a dívida a ambos. Qual deles o amará mais?

43 Simão respondeu: “Suponho que aquele a quem foi perdoada a dívida maior”. “Você julgou bem”, disse Jesus.

44 Em seguida, virou-se para a mulher e disse a Simão: Vê esta mulher? Entrei em sua casa, mas você não me deu água para lavar os pés; ela, porém, molhou os meus pés com suas lágrimas e os enxugou com seus cabelos.

45 Você não me saudou com um beijo, mas esta mulher, desde que entrei aqui, não parou de beijar os meus pés.

46 Você não ungiu a minha cabeça com óleo, mas ela derramou perfume nos meus pés.

47 Portanto, eu lhe digo, os muitos pecados dela lhe foram perdoados; pois ela amou muito. Mas aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama.

48 Então Jesus disse a ela: “Seus pecados estão perdoados”.

49 Os outros convidados começaram a perguntar: “Quem é este que até perdoa pecados?”

50 Jesus disse à mulher: “Sua fé a salvou; vá em paz”.

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, estudante de Teologia e Administração. Seu amor por Jesus o inspirou a fundar esse site.

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