Como o amor amadurece no casamento? Cantares 7 responde mostrando um casal cujo amor, longe de esfriar com o tempo, cresceu em confiança, liberdade e alegria. O esposo elogia a esposa com ternura ainda maior, ela declara com plena segurança que é dele, e toma a iniciativa de buscar a intimidade. É um retrato de um amor que floresce à medida que amadurece.
Neste estudo de Cantares 7, veremos o louvor renovado do esposo à beleza da esposa, o belo refrão em que ela afirma que o desejo dele é por ela, e o convite que ela faz para renovarem o encanto do amor. É um capítulo sobre a maturidade e a reciprocidade no amor conjugal, que aponta para o nosso relacionamento com Cristo.
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O louvor renovado à esposa (Cantares 7.1-9)
O esposo elogia a esposa dos pés à cabeça, com uma linguagem ainda mais íntima e confiante do que a da noite de núpcias, sinal de um amor que amadureceu. Ele admira os seus pés, o contorno das suas pernas como obra de artífice, o seu corpo desejável e inebriante como o vinho e nutritivo como um monte de trigo. Cada imagem exalta o quanto ela o sacia e o alegra.
Ele continua subindo: o pescoço como uma torre de marfim, os olhos serenos como os açudes de Hesbom, o nariz bem torneado, a cabeça altiva como o monte Carmelo e os cabelos tão belos que o próprio rei fica como que preso por eles. E conclui: como és bela e como és aprazível, ó amor, em delícias. O amor que cresce não se acomoda, mas continua a admirar e a valorizar o outro cada vez mais.
O seu desejo é por mim (Cantares 7.10)
A esposa responde com o refrão da posse mútua, que já aparecera antes, mas agora numa forma ainda mais forte: eu sou do meu amado, e o seu desejo tende para mim. Antes ela dizia o meu amado é meu; agora ela afirma algo mais profundo: o desejo dele é inteiramente por ela. Ela amadureceu tanto na segurança do amor do marido que nem precisa mencionar a própria posse dele.
Essa segurança no amor é libertadora. A esposa está tão certa de ser amada e desejada que descansa plenamente nesse afeto. É o fruto de um relacionamento que cresceu em confiança: saber que se é amado por inteiro liberta o coração do medo e da insegurança, e permite amar de volta com liberdade e alegria. O amor maduro repousa na certeza de ser querido.
O convite da esposa (Cantares 7.11-13)
Agora é a esposa quem toma a iniciativa. Pela primeira vez no livro, ela faz um convite direto: vem, ó meu amado, saiamos ao campo, passemos as noites nas aldeias. Levantemo-nos de manhã cedo para ver se florescem as vinhas, se as romãs já brotam. Ela usa a imagem da primavera para perguntar se ainda existe entre eles o mesmo frescor do início, e ela mesma responde que sim.
As mandrágoras exalam o seu perfume, e às nossas portas há toda sorte de frutos excelentes, novos e velhos, que guardei para ti, meu amado. A esposa, segura no amor do marido, sente-se livre para buscar ativamente a intimidade e para renovar o encanto do relacionamento. É um belo retrato da iniciativa mútua: no amor maduro, ora um busca, ora o outro, e ambos se esforçam para que o amor não se acomode, mas continue vivo e fresco.
Como Cantares 7 aponta para Cristo
O refrão eu sou do meu amado, e o seu desejo tende para mim aponta para o amor de Cristo pelo seu povo. É comovente que a mesma palavra hebraica usada aqui para desejo apareça na queda, em Gênesis, associada à distorção do relacionamento. Aqui, no amor, ela é redimida: o desejo do amado é bom e voltado para a amada. Em Cristo, o que o pecado torceu é restaurado, e o crente pode descansar sabendo que o desejo do seu Salvador é por ele.
A segurança da esposa, que descansa por saber-se amada, aponta para a segurança que temos no amor de Cristo. Nós amamos porque ele nos amou primeiro. Saber que somos amados por Deus, não pelos nossos méritos, mas por sua graça, liberta o nosso coração do medo e nos capacita a amá-lo de volta com liberdade e alegria. O amor maduro do crente repousa na certeza de ser querido por Deus.
E o convite da esposa para renovar o frescor do amor aponta para o chamado a manter viva a nossa comunhão com Cristo. Assim como o casal não deixa o amor se acomodar, também somos chamados a não deixar a nossa fé esfriar, mas a buscar continuamente a Cristo, guardando para ele o melhor do nosso coração. O amor por Jesus, cultivado com dedicação, floresce e amadurece a cada dia.
Três lições de Cantares 7 para hoje
Deixe o amor crescer em vez de esfriar
Em Cantares 7, o amor do casal amadureceu em confiança e alegria, em vez de esfriar com o tempo. O amor não precisa se acomodar; ele pode crescer. Somos chamados a cultivar os nossos relacionamentos com dedicação, admirando e valorizando o outro cada vez mais, para que o amor floresça em vez de se desgastar com a rotina dos anos.
Descanse na segurança de ser amado
A esposa afirma com plena segurança que o desejo do amado é por ela, e isso a liberta. Saber-se amado dá paz e liberdade ao coração. Somos chamados a descansar na certeza do amor de Deus por nós, revelado em Cristo, e a deixar que essa segurança nos livre do medo e da insegurança, capacitando-nos a amar com liberdade.
Tome iniciativa no amor
A esposa, segura no amor do marido, toma a iniciativa e convida o amado. No amor maduro, a iniciativa é mútua e ativa. Somos chamados a não sermos passivos no amor, mas a buscar ativamente aqueles que amamos, e a buscar também a comunhão com Cristo, guardando para ele o melhor do nosso coração e cultivando com dedicação essa relação.
Perguntas frequentes sobre Cantares 7
Cantares 7 mostra um amor que amadureceu. O esposo elogia a esposa com uma linguagem ainda mais íntima e confiante do que antes, ela declara com plena segurança que o desejo dele é por ela, e toma a iniciativa de convidá-lo a renovar o encanto do relacionamento. É um retrato da maturidade e da reciprocidade no amor conjugal, que floresce em vez de esfriar.
É uma forma ainda mais profunda do refrão da posse mútua. Antes a esposa dizia o meu amado é meu; agora ela afirma que o desejo dele é inteiramente por ela. Isso revela uma segurança madura no amor do marido, que liberta o coração. A mesma palavra hebraica de desejo aparece na queda, em Gênesis, e aqui é redimida, apontando para o amor restaurado em Cristo.
Porque, tendo amadurecido na segurança do amor do marido, ela se sente livre para buscar ativamente a intimidade. É a primeira vez no livro em que ela faz um convite direto. Isso mostra que no amor maduro a iniciativa é mútua: ora um busca, ora o outro. A segurança de ser amada é justamente o que a capacita a amar com liberdade e sem medo.
A esposa usa a imagem da primavera, com as vinhas que florescem e as mandrágoras que exalam perfume, para perguntar se ainda existe entre eles o mesmo frescor do início do relacionamento. E ela mesma responde que sim. A primavera simboliza a renovação do amor, um casal que não deixa o afeto se acomodar, mas o mantém vivo e fresco.
O refrão o seu desejo tende para mim aponta para o amor de Cristo pelo seu povo, redimindo o que o pecado torceu. A segurança da esposa em ser amada aponta para a nossa segurança no amor de Deus, pois amamos porque ele nos amou primeiro. E o convite para renovar o amor aponta para o chamado a manter viva a comunhão com Cristo.
Referências
- BÍBLIA. Almeida Revista e Corrigida (ARC). Sociedade Bíblica do Brasil.
- WALTON, John H. Comentário histórico-cultural da Bíblia: Antigo Testamento.
- DEERE, Jack S. Comentário do conhecimento bíblico: Antigo Testamento (seção de Cânticos).