Jó 39 estudo: o que os animais selvagens revelam sobre Deus?

O que os animais selvagens têm a nos ensinar sobre Deus? Em Jó 39, o Senhor continua a responder a Jó apontando para uma galeria de criaturas que o ser humano não domestica, não alimenta e mal compreende. A cabra montesa, o jumento selvagem, a avestruz, o cavalo de guerra, a águia. Cada uma revela a sabedoria, o cuidado e o prazer do Criador com a sua obra.

Neste estudo de Jó 39, veremos Deus mostrar a Jó que ele não controla nem entende esses animais livres e admiráveis, e que por isso não está em posição de julgar como Deus governa o mundo. Ao mesmo tempo, o capítulo revela um Deus que se deleita em cada criatura e cuida de todas elas, um cuidado que se estende também a nós.

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Animais que o homem não controla (Jó 39.1-12)

Deus começa perguntando se Jó sabe o tempo em que as cabras montesas dão à luz, ou se observou o parto das corças. Esses animais parem sozinhos, longe de qualquer ajuda humana, sob o cuidado de Deus; os filhotes crescem, ficam fortes e partem para viver por conta própria. Jó não tem parte nisso, tudo se passa sob a supervisão do Criador.

Deus fala então do jumento selvagem, a quem ele deu liberdade no deserto e nas planícies salgadas, longe do barulho das cidades. E do boi selvagem, indomável, que jamais se submeteria a servir Jó, a passar a noite no estábulo ou a puxar o arado, por mais forte que seja. O argumento é claro: se Jó não consegue nem soltar o jumento livre nem domar o boi selvagem, como pretenderia contestar os caminhos de Deus?

A avestruz, estranha e veloz (Jó 39.13-18)

Deus aponta então para a avestruz, uma ave curiosa. Ela bate as asas alegremente, mas não voa. Deixa os seus ovos no chão, expostos à areia, parecendo esquecer-se de que um pé pode pisá-los, e trata os filhotes com aparente descuido, pois Deus a privou de sabedoria e não lhe deu bom senso. É uma criatura que parece não fazer sentido aos olhos humanos.

E, no entanto, essa mesma ave, que parece tão desprovida de juízo, corre com tal velocidade que zomba do cavalo e do seu cavaleiro. Deus a fez assim, estranha e veloz ao mesmo tempo. O ponto é humilhante para Jó: ele jamais teria imaginado criar uma ave tão peculiar, e não entende os propósitos de Deus nem no menor detalhe da criação, quanto menos nos grandes mistérios da sua própria vida.

O cavalo de guerra, o gavião e a águia (Jó 39.19-30)

Deus descreve o cavalo de guerra com uma poesia vibrante. Foi ele quem deu força ao cavalo e revestiu o seu pescoço de crina. O cavalo escarva o chão, alegra-se na sua força e avança contra as armas sem temer. Ao som da trombeta, ele relincha e fareja de longe a batalha, o brado dos capitães e o grito de guerra. Jó nada teve a ver com essa coragem destemida; ele mesmo é mais fraco do que o cavalo que Deus criou.

Por fim, Deus fala das aves de rapina. É pela sabedoria de Deus que o gavião levanta voo e estende as suas asas rumo ao sul na migração. E é por ordem dele que a águia se eleva e constrói o ninho nas alturas, num penhasco escarpado, de onde, com a sua vista aguçada, avista a presa a grandes distâncias. Toda essa fauna admirável declara que Jó, incapaz de rivalizar com a criação, não está qualificado para condenar o Criador. E revela um Deus que provê, ajuda, liberta e fortalece cada criatura, deleitando-se na sua obra.

Como Jó 39 aponta para Cristo

O cuidado de Deus com cada animal selvagem, que Jó contempla assombrado, aponta para o cuidado revelado em Cristo. Jesus lembrou que nem um pardal cai por terra sem o consentimento do Pai, e que Deus veste os lírios e alimenta as aves. O mesmo Deus que cuida da cabra montesa e da águia é aquele que, em Cristo, se revela como o Pai que cuida de cada detalhe da vida dos seus filhos.

A sabedoria de Deus manifesta em cada criatura aponta para Cristo, em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. A ordem admirável da criação, que Jó não consegue explicar, tem a sua fonte no Verbo pelo qual tudo foi feito. Em Jesus, a sabedoria que deu ao cavalo a sua força e à águia a sua vista se torna a sabedoria que nos guia para a salvação.

E o Deus que se deleita na sua criação aponta para o amor de Cristo, que não veio destruir, mas restaurar. A Bíblia ensina que toda a criação geme aguardando a redenção, e que em Cristo todas as coisas serão renovadas. O prazer de Deus com o mundo animal em Jó 39 é um vislumbre da glória que virá, quando, pela obra de Jesus, a criação inteira será libertada e restaurada.

Três lições de Jó 39 para hoje

Deixe a criação te lembrar da sabedoria de Deus

Cada animal que Deus descreve revela um Criador sábio e cuidadoso. A natureza ao nosso redor está cheia de sinais da sabedoria de Deus, muitas vezes em criaturas que nem entendemos. Somos chamados a observar o mundo com admiração, deixando que a diversidade e a beleza da criação nos levem a confiar na sabedoria daquele que fez todas as coisas com propósito.

Aceite os limites do seu entendimento

Se Jó não compreende nem os propósitos de Deus na avestruz ou na águia, quanto menos entenderá os grandes mistérios da sua vida. Reconhecer isso nos guarda da presunção de exigir explicações de Deus. Somos chamados a admitir com humildade o quanto ignoramos e a confiar naquele que governa cada detalhe da criação com sabedoria perfeita.

Confie no Deus que cuida de cada criatura

Deus provê, ajuda, liberta e fortalece cada animal selvagem, mesmo os que ninguém vê. Se ele cuida assim das suas criaturas, cuidará muito mais de você. Somos chamados a descansar no cuidado providente de Deus, sabendo que o mesmo Senhor que sustenta a fauna admirável do mundo conhece e supre as necessidades da nossa vida.

Perguntas frequentes sobre Jó 39

O que acontece em Jó 39?

Em Jó 39, Deus continua a responder a Jó apontando para os animais selvagens: a cabra montesa, o jumento selvagem, o boi selvagem, a avestruz, o cavalo de guerra, o gavião e a águia. Ele mostra que Jó não controla, não alimenta e não compreende essas criaturas, e por isso não está em posição de julgar como Deus governa o mundo. O capítulo revela a sabedoria e o cuidado do Criador.

Por que Deus fala dos animais em Jó 39?

Deus fala dos animais selvagens para mostrar a Jó a sua pequenez e a grandeza divina. Se Jó não consegue domar o boi selvagem, entender a avestruz ou dar coragem ao cavalo, como poderia contestar os caminhos de Deus? Ao mesmo tempo, cada criatura revela a sabedoria, o cuidado e o prazer de Deus com a sua obra.

O que a avestruz ensina em Jó 39?

A avestruz é uma ave que parece sem juízo, deixando os ovos expostos e tratando os filhotes com aparente descuido, e mesmo assim corre mais rápido que o cavalo. Deus a fez assim, estranha e veloz. Ela mostra que Jó não entende os propósitos de Deus nem no menor detalhe da criação, quanto menos nos grandes mistérios da sua vida.

O que o cavalo de guerra revela em Jó 39?

O cavalo de guerra é descrito com força e coragem destemida: escarva o chão, avança contra as armas sem temer e fareja a batalha de longe. Deus foi quem lhe deu essa força e esse ânimo. O animal revela o poder do Criador e lembra a Jó que ele mesmo é mais fraco do que o cavalo, e infinitamente menor do que aquele que o fez.

Como Jó 39 aponta para Jesus?

O cuidado de Deus com cada animal aponta para Cristo, que ensinou que o Pai cuida até dos pardais e das aves. A sabedoria em cada criatura aponta para Jesus, em quem estão todos os tesouros da sabedoria. E o deleite de Deus na criação aponta para Cristo, que virá renovar todas as coisas, libertando a criação que geme por redenção.

Referências

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