Barrabás foi um prisioneiro condenado à morte, um homem envolvido em revolta e assassinato, que a multidão pediu para ser solto no lugar de Jesus. A sua história é o retrato mais claro da substituição: o culpado sai livre porque o inocente ocupa o seu lugar.
Por isso ele é chamado símbolo da humanidade pecadora. O que aconteceu com Barrabás naquele dia é exatamente o que Jesus fez por nós na cruz: trocou a sua liberdade pela nossa prisão e a sua vida pela nossa.
Barrabás já estava, ao que tudo indica, conformado com o fato de que não passaria daquela sexta-feira. Era o dia da sua execução. Mas, de repente, tudo mudou.
No lugar dele, outro homem foi levado à cruz. Quando entendemos essa troca, deixamos de ver apenas um erro jurídico da história e passamos a enxergar o coração do Evangelho. É sobre isso que quero conversar com você.
Quem foi Barrabás na Bíblia?
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Neste estudo você vai ver:
- Quem foi Barrabás e por que ele estava condenado
- O costume da Páscoa que permitiu a sua libertação
- Por que a multidão escolheu o culpado e condenou o inocente
- De que forma Barrabás aponta para o que Jesus fez por você
Barrabás era um homem preso por participar de uma revolta contra Roma, na qual houve mortes. Os evangelhos o descrevem como um criminoso conhecido, e é justamente essa condição que torna a sua história tão marcante. Curiosamente, o próprio nome Barrabás significa “filho do pai”, o que só aprofunda a ironia do que aconteceu diante de Pilatos.
O que a Bíblia conta sobre Barrabás?
1. Um criminoso condenado à morte (Marcos 15:7)
“E havia um chamado Barrabás, que, preso com outros amotinadores, tinha num motim cometido uma morte.” (Marcos 15:7)
A Bíblia não esconde quem Barrabás era. Ele não foi vítima de um engano nem um inocente injustiçado. O evangelho de João ainda acrescenta, de forma direta, que “Barrabás era um salteador”. A sentença de morte que pesava sobre ele era justa.
2. A troca diante de Pilatos (Mateus 27:15-21)
Era costume, na festa da Páscoa, o governador soltar um preso escolhido pelo povo. Pilatos, percebendo a inocência de Jesus, tentou usar esse costume para libertá-lo, colocando diante da multidão a escolha entre Jesus e Barrabás.
“E, respondendo o presidente, disse-lhes: Qual desses dois quereis vós que eu solte? E eles disseram: Barrabás.” (Mateus 27:21)
3. A multidão escolheu o culpado (Mateus 27:20-23)
A escolha não foi espontânea. Os principais sacerdotes incitaram a multidão a pedir por Barrabás e a exigir a crucificação de Jesus. Mesmo diante da pergunta de Pilatos sobre que mal Jesus teria feito, o povo apenas gritava com mais força que ele fosse crucificado.
Assim, o clamor da multidão selou a troca: o assassino seria solto e o justo, condenado à morte em seu lugar.
4. O inocente condenado no lugar do culpado (Marcos 15:15)
“…soltou-lhes Barrabás; e, açoitado Jesus, o entregou para que fosse crucificado.” (Marcos 15:15)
Naquele instante, um homem que merecia morrer foi para casa livre, enquanto o único verdadeiramente inocente caminhou para a cruz. Barrabás não fez nada para merecer a liberdade. Ela lhe foi dada porque outro ocupou o seu lugar.
O costume da Páscoa e o julgamento de Pilatos
No mundo romano, existiam formas de anistia a prisioneiros, e uma delas era o perdão de alguém já condenado. Pilatos não era obrigado por lei a soltar ninguém, mas os governadores costumavam respeitar tradições locais para evitar conflitos.
Naquele momento, a posição de Pilatos era politicamente delicada, pois ele já havia irritado as lideranças de Jerusalém. Ao propor a soltura, provavelmente imaginou que a multidão escolheria Jesus, dada a sua popularidade. O plano, porém, tomou outro rumo, e mesmo assim tudo serviu ao propósito de Deus para a salvação do seu povo.
Como Barrabás aponta para Cristo?
A cena de Barrabás é uma das imagens mais fortes do Evangelho. Ele é o culpado que fica livre porque um inocente morre em seu lugar, e essa é exatamente a mensagem da cruz. Nós somos Barrabás: pecadores com uma sentença justa de morte sobre nós.
“Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” (2 Coríntios 5:21)
Jesus voluntariamente se apresentou para trocar de lugar conosco. Ele levou o castigo que era nosso e nos ofereceu a liberdade que era dele, como já anunciava Isaías 53: “o castigo que nos traz a paz estava sobre ele”. Há ainda uma ironia profunda no nome Barrabás, “filho do pai”: o falso filho do pai foi solto porque o verdadeiro Filho do Pai tomou o seu lugar. Você pode aprofundar essa verdade no estudo sobre por que Jesus morreu na cruz.
O que aprendemos com a história de Barrabás?
A primeira lição é humilde e libertadora: diante de Deus, todos nós estávamos na posição de Barrabás. Não há mérito próprio que nos coloque em liberdade; ela é um presente conquistado por Cristo em nosso lugar.
A segunda lição é sobre gratidão. Assim como Barrabás saiu daquele julgamento devendo a vida a outro, também nós vivemos por causa da entrega voluntária de Jesus. Reconhecer isso transforma a forma como amamos, servimos e adoramos a Deus.
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Perguntas frequentes sobre Barrabás
Quem foi Barrabás na Bíblia?
Barrabás foi um prisioneiro condenado à morte, envolvido em uma revolta contra Roma na qual houve assassinato. Descrito como um criminoso conhecido, ele foi solto pela multidão no lugar de Jesus, durante o julgamento diante de Pilatos.
Por que Barrabás foi solto no lugar de Jesus?
Era costume, na Páscoa, o governador soltar um preso escolhido pelo povo. Pilatos tentou usar isso para libertar Jesus, mas os principais sacerdotes incitaram a multidão a pedir por Barrabás e a exigir a crucificação de Jesus.
O que significa o nome Barrabás?
O nome Barrabás vem do aramaico e significa “filho do pai”. Isso cria uma ironia marcante na cena do julgamento: o “filho do pai” culpado é libertado, enquanto o verdadeiro Filho do Pai, Jesus, é condenado em seu lugar.
Por que Barrabás é chamado símbolo da humanidade pecadora?
Porque a sua situação representa a de todos nós: culpados e merecedores de condenação, mas postos em liberdade porque um inocente ocupou o nosso lugar. Barrabás recebeu a vida que Jesus pagou, assim como acontece com todo pecador que crê.
Como a história de Barrabás mostra o que Jesus fez por nós?
A troca é uma imagem clara da substituição da cruz: o culpado sai livre e o inocente é condenado. Jesus tomou o castigo que era nosso e nos deu a liberdade que era dele, cumprindo o que a Bíblia ensina sobre a salvação pela graça.
Referências
BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada: Almeida Revista e Corrigida. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2009.
HENDRIKSEN, William. Comentário do Novo Testamento: Mateus. São Paulo: Cultura Cristã.
KEENER, Craig S. Comentário histórico-cultural da Bíblia: Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova.