Malaquias 3 Estudo: o que significa “provai-me nisto”, diz o Senhor?

Malaquias

Malaquias 3 anuncia a vinda do Senhor precedida de um mensageiro: “eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; e de repente virá ao seu templo o Senhor… e o anjo do concerto” (3.1). Essa vinda traz juízo purificador, “como o fogo do ourives” (3.2-3). Deus então chama o povo ao arrependimento e à fidelidade nos dízimos, com um convite ousado: “provai-me nisto… se eu não vos abrir as janelas do céu” (3.10). E promete um “livro de memória” para os que temem ao Senhor (3.16-18).

Diante das injustiças da vida, o povo perguntava “onde está o Deus do juízo?”. Malaquias 3 responde: ele virá, e a sua vinda separa o precioso do vil. É um capítulo que combina advertência e esperança, mostrando que Deus vê, registra e recompensa os que lhe são fiéis.

Qual é o contexto histórico e teológico de Malaquias 3?

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O capítulo responde à pergunta cética de Malaquias 2.17 (“onde está o Deus do juízo?”). No contexto pós-exílico, com verbas do templo cortadas e o povo negligenciando os dízimos, Deus confronta a infidelidade e reafirma a sua imutabilidade e o seu cuidado com o remanescente fiel.

O estudo dá sequência a Malaquias 2 e continua em Malaquias 4.

Como se desenvolve a análise do texto bíblico em Malaquias 3?

O mensageiro e o refino (3.1-6)

Deus anuncia o precursor e a sua própria vinda: “…eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; e de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, e o anjo do concerto, a quem vós desejais” (3.1).

Mas essa vinda é provação: “…quem suportará o dia da sua vinda?… porque ele será como o fogo do ourives e como o sabão dos lavandeiros” (3.2). Ele purificaria os filhos de Levi (3.3). E o juízo alcançaria os feiticeiros, adúlteros e opressores (3.5), pois “Eu, o Senhor, não mudo” (3.6).

O desafio dos dízimos (3.7-12)

O chamado é ao arrependimento: “Tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós” (3.7). E vem a acusação surpreendente: “Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais… nos dízimos e nas ofertas alçadas” (3.8).

Então Deus faz um convite ousado à confiança: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro… e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança” (3.10). A fidelidade abre caminho para a bênção.

O livro de memória (3.13-18)

O povo murmurava, dizendo ser inútil servir a Deus (3.13-15). Mas havia um remanescente diferente: “Então, os que temeram ao Senhor falavam cada um com o seu companheiro; e o Senhor atentava e ouvia; e um memorial foi escrito diante dele, para os que temeram ao Senhor” (3.16).

A promessa é preciosa: “…eles serão para mim particular tesouro, naquele dia que farei… e poupá-los-ei como um homem poupa a seu filho, que o serve” (3.17). No fim, ficaria clara a diferença entre o que serve a Deus e o que não o serve (3.18).

Como Malaquias 3 se conecta com Cristo e o evangelho?

Malaquias 3 é um dos capítulos mais citados no Novo Testamento:

  • O mensageiro do concerto: “eis que envio o meu mensageiro, que preparará o caminho” (3.1) cumpre-se em João Batista, o precursor de Cristo, o Senhor que veio ao seu templo (Mateus 11.10; Marcos 1.2).
  • O fogo purificador: o Senhor “como o fogo do ourives” (3.2-3) aponta para a obra de Cristo, que purifica o seu povo e o refina para oferecer culto em justiça (Tito 2.14).
  • Deus não muda: “eu, o Senhor, não mudo” (3.6) é o fundamento da nossa esperança, ecoado em “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e eternamente” (Hebreus 13.8) e em Tiago 1.17.
  • O livro de memória: o registro dos que temem ao Senhor (3.16-17) aponta para o livro da vida e para a promessa de sermos a propriedade peculiar de Deus em Cristo (Filipenses 4.3).

Quais são as lições espirituais e aplicações práticas de Malaquias 3?

Malaquias 3 me ensina a confiar em Deus com o que tenho. O convite “provai-me nisto” mostra um Deus que se dispõe a demonstrar a sua fidelidade a quem O honra em primeiro lugar, inclusive na área dos recursos. Reter de Deus é, no fundo, desconfiança; entregar é confiança.

O capítulo também me consola com o “livro de memória”. Num tempo em que servir a Deus parecia inútil, ele registrava os nomes dos fiéis e prometia poupá-los como um pai poupa o filho. Deus vê e não esquece a fidelidade dos seus, mesmo quando ninguém mais parece notar.

Perguntas frequentes sobre Malaquias 3

Quem é o mensageiro de Malaquias 3.1?

É o mensageiro que prepararia o caminho antes da vinda do Senhor ao seu templo. O Novo Testamento identifica esse mensageiro com João Batista, o precursor de Jesus (Mateus 11.10; Marcos 1.2). O “Senhor” e o “anjo do concerto” que viriam ao templo apontam para Cristo.

O que significa o “fogo do ourives” em Malaquias 3.2-3?

É a imagem do juízo purificador. Assim como o ourives refina a prata e o ouro no fogo, separando as impurezas, o Senhor purificaria os filhos de Levi e o seu povo. O objetivo não é apenas destruir, mas refinar, para que ofereçam a Deus um culto em justiça.

O que Malaquias 3 ensina sobre os dízimos?

Deus acusa o povo de roubá-lo nos dízimos e ofertas (3.8) e faz um convite ousado: “trazei todos os dízimos à casa do tesouro… e provai-me nisto… se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida” (3.10). É um chamado à fidelidade e à confiança.

O que significa “eu, o Senhor, não mudo” (Malaquias 3.6)?

É a declaração da imutabilidade de Deus. Porque ele é fiel e não muda os seus propósitos, o seu povo não é consumido, apesar dos pecados. Essa constância divina é a base da esperança: o Deus que prometeu permanece o mesmo, e por isso a sua palavra se cumpre.

O que é o “livro de memória” em Malaquias 3.16?

É o registro que Deus faz dos que o temem e honram o seu nome. Em contraste com os que murmuravam, os fiéis falavam uns com os outros, e Deus os ouvia. Ele promete que serão a sua “propriedade peculiar” no dia da sua vinda, poupados como um pai poupa o filho que o serve.

Referências

BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. Revista e Corrigida. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2009.

KEIL, Carl Friedrich; DELITZSCH, Franz. Commentary on the Old Testament. Peabody: Hendrickson, 1996.

WALTON, John H.; MATTHEWS, Victor H.; CHAVALAS, Mark W. Comentário Histórico-Cultural da Bíblia: Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2018. Disponível em: aqui.

Malaquias 2 Estudo: dá para agradar a Deus sendo infiel nos compromissos?

Malaquias

Malaquias 2 continua a repreensão aos sacerdotes e acrescenta a acusação ao povo. Primeiro, a maldição sobre os sacerdotes infiéis (2.1-3), contrastada com a aliança de Levi, de “vida e paz”, quando o sacerdote guardava a verdade e era “o mensageiro do Senhor dos Exércitos” (2.4-7). Depois, a acusação a Judá: “não temos todos um mesmo Pai?” (2.10). O povo agia deslealmente, casando-se com “a filha de deus estranho” (2.11) e repudiando as esposas da mocidade, ao que Deus responde: “aborreço o repúdio” (2.16).

Deus se importa com a forma como tratamos os compromissos mais sagrados, diante dele e diante das pessoas. Malaquias 2 mostra que a fidelidade a Deus e a fidelidade nos relacionamentos, especialmente no casamento, estão profundamente ligadas.

Qual é o contexto histórico e teológico de Malaquias 2?

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Neste estudo você vai ver:

  • A maldição sobre os sacerdotes infiéis.
  • A aliança de Levi: vida, paz e verdade.
  • A traição pela união com deuses estranhos.
  • O divórcio: “aborreço o repúdio”, diz o Senhor.

No pós-exílio, o sacerdócio havia se degradado, e os casamentos mistos com mulheres idólatras eram um problema real, condenado também por Esdras e Neemias. O divórcio era comum e fácil na época, como mostram documentos judaicos do período persa. Malaquias confronta essas duas infidelidades.

O estudo dá sequência a Malaquias 1 e continua em Malaquias 3.

Como se desenvolve a análise do texto bíblico em Malaquias 2?

A aliança de Levi (2.1-9)

A repreensão aos sacerdotes vem com maldição: “…se não derdes ouvidos… enviarei sobre vós a maldição e amaldiçoarei as vossas bênçãos” (2.2). Deus contrasta essa infidelidade com o ideal: “A minha aliança com ele foi de vida e de paz… A lei da verdade esteve na sua boca… e a muitos fez tornar da iniquidade” (2.5-6).

O papel do sacerdote era elevado: “…os lábios do sacerdote guardarão o conhecimento, e da sua boca buscarão a lei, porque ele é o mensageiro do Senhor dos Exércitos” (2.7). Mas os sacerdotes se desviaram e corromperam a aliança de Levi (2.8), tornando-se desprezíveis diante do povo (2.9).

A traição contra o irmão (2.10-12)

A acusação se amplia para todo o povo: “Não temos todos um mesmo Pai? Não nos criou o mesmo Deus? Por que agimos aleivosamente cada um contra seu irmão, profanando a aliança de nossos pais?” (2.10).

A profanação específica era religiosa: “…Judá profanou a santidade do Senhor… e se casou com a filha de deus estranho” (2.11). Esses casamentos com mulheres idólatras ameaçavam a fé do povo, e Deus anuncia juízo sobre quem os pratica (2.12).

Deus aborrece o divórcio (2.13-17)

Deus não aceitava mais as ofertas do povo, e eles perguntavam por quê. A resposta: “…o Senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança” (2.14).

Então vem a declaração direta: “…eu aborreço o repúdio, diz o Senhor, Deus de Israel…” (2.16). O capítulo termina denunciando o cinismo dos que cansavam a Deus dizendo que os que praticam o mal são bons aos olhos dele (2.17).

Como Malaquias 2 se conecta com Cristo e o evangelho?

Os temas de Malaquias 2 apontam para Cristo:

  • O sacerdote mensageiro: o ideal de que “os lábios do sacerdote guardam o conhecimento, porque ele é o mensageiro do Senhor” (2.7) aponta para Cristo, o mensageiro perfeito da aliança e nosso Sumo Sacerdote fiel (Hebreus 3.1).
  • O casamento como aliança: “o Senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade… a mulher da tua aliança” (2.14) fundamenta a visão de Jesus sobre a indissolubilidade do matrimônio (Mateus 19.4-6).
  • Deus aborrece o divórcio: “aborreço o repúdio, diz o Senhor” (2.16) revela o coração de Deus que Jesus retoma: o repúdio foi permitido pela dureza do coração, mas no princípio não era assim (Mateus 19.8).
  • Um só Pai: “não temos todos um mesmo Pai?” (2.10) prenuncia a fraternidade do povo de Deus, unido em Cristo como filhos de um só Pai (Efésios 4.6).

Quais são as lições espirituais e aplicações práticas de Malaquias 2?

Malaquias 2 me ensina que a fidelidade a Deus não pode ser separada da fidelidade nos meus compromissos. Não adianta oferecer culto no altar e, ao mesmo tempo, trair a esposa, o irmão ou a própria aliança. Deus é testemunha das minhas promessas e leva a sério a forma como as cumpro.

O casamento, em especial, é apresentado como uma aliança sagrada diante de Deus. “Aborreço o repúdio” revela o valor que ele dá à fidelidade conjugal. E o chamado aos líderes é ainda mais sério: ser “mensageiro do Senhor” exige integridade entre o que se ensina e o que se vive.

Perguntas frequentes sobre Malaquias 2

O que Malaquias 2 diz aos sacerdotes?

Malaquias 2 pronuncia uma maldição sobre os sacerdotes que não davam honra ao nome de Deus (2.1-3). Lembra a aliança feita com Levi, de vida e paz, quando o sacerdote guardava a verdade e afastava muitos da iniquidade (2.5-7), e os acusa de terem corrompido essa aliança (2.8-9).

O que é a aliança de Levi em Malaquias 2?

É a aliança de “vida e paz” que Deus fez com a tribo sacerdotal. O sacerdote fiel guardava a lei da verdade, andava com Deus em paz e retidão e convertia muitos da iniquidade (2.5-6). Seu ideal era ser “o mensageiro do Senhor dos Exércitos”, cujos lábios guardam o conhecimento (2.7).

Qual é o pecado de Judá em Malaquias 2.10-12?

A deslealdade: agir traiçoeiramente contra o irmão e profanar a aliança ao casar-se com “a filha de deus estranho” (2.11), ou seja, com mulheres idólatras. Esses casamentos mistos, condenados também por Esdras e Neemias, ameaçavam introduzir a idolatria no meio do povo de Deus.

O que Malaquias 2 ensina sobre o divórcio?

Ensina que Deus é testemunha do casamento, que é uma aliança feita diante dele (2.14). Por isso, o Senhor declara: “aborreço o repúdio”, isto é, o divórcio (2.16). Os homens repudiavam as esposas da mocidade, e Deus rejeitava suas ofertas por causa da deslealdade e da crueldade.

Como Malaquias 2.16 se relaciona com o ensino de Jesus?

Malaquias diz que Deus aborrece o divórcio, e Jesus retoma esse princípio em Mateus 19. Ele ensina que o repúdio foi permitido por Moisés apenas por causa da dureza do coração, mas que “no princípio não foi assim”, restaurando o casamento como aliança vitalícia diante de Deus.

Referências

BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. Revista e Corrigida. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2009.

KEIL, Carl Friedrich; DELITZSCH, Franz. Commentary on the Old Testament. Peabody: Hendrickson, 1996.

WALTON, John H.; MATTHEWS, Victor H.; CHAVALAS, Mark W. Comentário Histórico-Cultural da Bíblia: Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2018. Disponível em: aqui.

Malaquias 1 Estudo: você dá a Deus o seu melhor ou as sobras?

Malaquias

Malaquias 1 abre o último livro do Antigo Testamento declarando o amor de Deus: “Eu vos amei, diz o Senhor; mas vós dizeis: Em que nos amaste?” (1.2). Deus prova esse amor eletivo no contraste entre Jacó e Esaú (1.2-5). Em seguida, repreende os sacerdotes que desprezavam o seu nome, oferecendo no altar animais cegos, coxos e doentes (1.6-8), a ponto de dizer: “quem dera que alguém fechasse as portas do templo” (1.10). E anuncia a adoração pura entre as nações: “desde o nascente do sol até ao poente é grande o meu nome entre as nações” (1.11).

Você já parou para pensar se dá a Deus o seu melhor ou apenas as sobras? Malaquias 1 confronta uma religião cansada, que cumpre rituais mas com o coração distante, e nos chama de volta a honrar a Deus com o que temos de melhor, reconhecendo o quanto ele nos amou.

Qual é o contexto histórico e teológico de Malaquias 1?

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Neste estudo você vai ver:

  • A declaração do amor eletivo de Deus por Israel.
  • A repreensão aos sacerdotes que ofereciam o pior.
  • A profecia da adoração pura entre as nações.
  • O estilo de disputa: perguntas e respostas.

Malaquias profetizou no período pós-exílico, provavelmente no século 5 a.C., depois da reconstrução do templo. Com o passar do tempo, o zelo espiritual esfriou e o sacerdócio se corrompeu. Cortando gastos, relaxaram as regras sobre os sacrifícios, e a religião virou rotina sem coração.

O estudo dá sequência a Ageu 2 e continua em Malaquias 2.

Como se desenvolve a análise do texto bíblico em Malaquias 1?

O amor eletivo de Deus (1.1-5)

O livro começa com uma declaração de amor que o povo questiona: “Eu vos amei, diz o Senhor; mas vós dizeis: Em que nos amaste? Não era Esaú irmão de Jacó? disse o Senhor; todavia amei a Jacó e aborreci a Esaú” (1.2-3). Deus prova o seu amor escolhendo Jacó antes de qualquer mérito.

A prova histórica está no destino de Edom, descendente de Esaú: “…ainda que Edom diga: Empobrecidos estamos, porém tornaremos a edificar… eu destruirei” (1.4). Ao ver isso, Israel reconheceria: “Grande é o Senhor até além dos termos de Israel” (1.5).

Os sacrifícios com defeito (1.6-10)

A repreensão aos sacerdotes é direta: “O filho honra o pai, e o servo, ao seu senhor; se eu sou Pai, onde está a minha honra?… vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome” (1.6). Eles ofereciam pão poluído e animais defeituosos: “…quando trazeis animal cego para o sacrificar, não faz mal! E quando trazeis o coxo ou o doente, não faz mal!” (1.8).

Deus mostra o absurdo com uma comparação: apresentariam isso ao governador? Ele não os aceitaria. Por isso o Senhor declara: “Quem há também entre vós que feche as portas…? não tenho prazer em vós… e da vossa mão não aceitarei oferta alguma” (1.10).

O nome grande entre as nações (1.11-14)

Em contraste com o culto corrompido de Israel, vem a promessa: “Mas, desde o nascente do sol até ao poente, é grande entre as nações o meu nome; e em todo lugar se oferece ao meu nome incenso e uma oblação pura” (1.11). A adoração verdadeira se estenderia a todos os povos.

O capítulo fecha com a maldição sobre o enganador que promete o melhor mas oferece o pior: “…maldito seja o enganador que, tendo animal macho no seu rebanho, promete e sacrifica ao Senhor o que tem defeito; porque eu sou grande Rei, diz o Senhor dos Exércitos, e o meu nome é temível entre as nações” (1.14).

Como Malaquias 1 se conecta com Cristo e o evangelho?

A mensagem de Malaquias 1 aponta para verdades do evangelho:

  • Amei a Jacó: a declaração “amei a Jacó e aborreci a Esaú” (1.2-3) é citada por Paulo em Romanos 9.13 para expor a soberania graciosa de Deus na eleição, antes de qualquer mérito.
  • Adoração em todo lugar: a promessa de que “em todo lugar se oferece ao meu nome uma oferta pura” (1.11) aponta para a era em que Deus é adorado em espírito e em verdade, não mais num só templo (João 4.21-24).
  • O nome grande entre as nações: “grande é o meu nome entre as nações” (1.11) prenuncia a proclamação universal do evangelho e a transferência do Reino aos que produzem os seus frutos (Mateus 21.43).
  • Dar a Deus o melhor: a condenação de oferecer animais defeituosos (1.8) confronta a religião das sobras e convida a apresentar a Deus a vida inteira como sacrifício vivo (Romanos 12.1).

Quais são as lições espirituais e aplicações práticas de Malaquias 1?

Malaquias 1 me confronta com a qualidade da minha entrega a Deus. É fácil oferecer a ele o que me sobra, o tempo cansado, a atenção dividida, o esforço mínimo, enquanto guardo o melhor para mim. Deus merece a honra do meu melhor, não das minhas sobras.

O capítulo também me lembra do amor que fundamenta tudo. Antes de qualquer cobrança, Deus diz “eu vos amei”. A resposta certa a esse amor eletivo e gracioso não é a religião fria e formal, mas a adoração sincera de quem reconhece o quanto foi amado e deseja honrar o nome do Senhor.

Perguntas frequentes sobre Malaquias 1

Sobre o que fala Malaquias 1?

Malaquias 1 abre o livro declarando o amor eletivo de Deus por Israel (1.2-5) e repreendendo os sacerdotes que desprezavam o nome do Senhor, oferecendo no altar animais cegos, coxos e doentes (1.6-14). O capítulo usa o estilo de disputa, com perguntas e respostas entre Deus e o povo.

O que significa “amei a Jacó e aborreci a Esaú” (Malaquias 1.2-3)?

É a declaração do amor eletivo de Deus. Ele escolheu Jacó, e não Esaú, antes que fizessem qualquer coisa, manifestando esse amor na história dos dois povos. Paulo cita o texto em Romanos 9.13 para mostrar que a eleição de Deus é pela sua graça soberana, não pelo mérito humano.

Por que Deus repreende os sacerdotes em Malaquias 1?

Porque desonravam o seu nome oferecendo o pior no altar: animais cegos, coxos e doentes (1.8), em vez do melhor exigido pela lei. Era uma religião de sobras, que tratava a mesa do Senhor como desprezível. Deus diz que preferia que fechassem as portas do templo (1.10).

O que significa Malaquias 1.11 sobre a oferta pura entre as nações?

É uma profecia da adoração verdadeira que se estenderia a todos os povos: “desde o nascente do sol até ao poente é grande o meu nome entre as nações”. Aponta para a era em que a adoração não ficaria restrita ao templo de Jerusalém, mas seria oferecida a Deus em todo lugar, em Cristo.

O que é o estilo de disputa em Malaquias?

É o método de diálogo do livro: Deus faz uma afirmação, o povo objeta com uma pergunta cética (“em que nos amaste?”, “em que desprezamos o teu nome?”), e Deus responde refutando a objeção. Esse padrão de tese, contestação e resposta estrutura todo o livro de Malaquias.

Referências

BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. Revista e Corrigida. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2009.

KEIL, Carl Friedrich; DELITZSCH, Franz. Commentary on the Old Testament. Peabody: Hendrickson, 1996.

WALTON, John H.; MATTHEWS, Victor H.; CHAVALAS, Mark W. Comentário Histórico-Cultural da Bíblia: Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2018. Disponível em: aqui.

Zacarias 11 Estudo: Favor e União

Zacarias 11 estudo

Em Zacarias 11, vemos o Senhor Deus apresentando uma grave denúncia contra os pastores infiéis. A princípio Ele revela o seu cuidado com rebanhos e ovelhas destinadas à matança. Há milhões, senão bilhões de pessoas sofrendo ao redor do mundo. Perdidas, sem esperança. A estas, o bondoso Deus envia uma mensagem de esperança: “Eu me tornei pastor … Leia mais

Zacarias 10 Estudo: Deus Fortalece Seu Povo

Zacarias 10 estudo

Em Zacarias 10, somos exortados a colocar nossas necessidades diante do Senhor nosso Deus. Neste texto Ele aborda especificamente a necessidade de chuva. Muitas partes do mundo sofrem com a falta de chuva. E muitas comunidades quando clamam, pedem a “Pedro”, “João”, ou qualquer outra entidade que lhes mande chuva. Porém, apenas o Senhor Deus … Leia mais

Zacarias 9 Estudo: O dobro da COLHEITA

Zcarias 9 Estudo

Em Zacarias 9, o Deus de Israel faz uma grave advertência contra os inimigos do seu povo. Isso é uma consequência dos danos causados aos filhos do Senhor. Não se preocupe, o Senhor tem cuidado de você nos mínimos detalhes.

As coisas que lhe afligem não estão passando despercebido aos olhos dele.

Se permanecermos na presença do nosso Deus, desfrutaremos da promessa de alegria que Ele tem reservado para todos nós. A graça de Deus é consoladora e protetora. A calamidade não lhe destruirá, desde que você permaneça debaixo de suas asas.

Esboço de Zacarias 9

9.12: Deus contempla toda a Terra

9.3,4: Tudo pertence ao Senhor

9.5-7: Colocaram a esperança no lugar errado

9.8: Deus defende o seu povo

9.9: O Rei montado em um jumento

9.10: O fim das guerras

9.11,12: Deus de aliança

9.13: Deus capacita o Seu povo

9.14,15: Deus faz o seu povo triunfar

9.16,17: Deus abençoa seu povo

Estudo de Zacarias 9 em vídeo

Zacarias 9.1,2 – Deus contempla toda a Terra

A advertência do Senhor é contra a terra de Hadraque e cairá sobre Damasco, porque os olhos do Senhor estão sobre toda a humanidade e sobre todas as tribos de Israel, e também sobre Hamate que faz fronteira com Damasco, e sobre Tiro e Sidom, embora sejam muito sábias. Zacarias 9:1,2

Alexandre, o Grande, foi provavelmente a causa humana da destruição apresentada nestes e nos versículos seguintes, porque a ordem das cidades apresentadas no texto bíblico parece corresponder geralmente à linha de marcha de Alexandre.

Mas seu envolvimento é ignorado nesta profecia para enfatizar a causa divina final do julgamento em certas cidades e países começando ao norte de Israel.

A localização mais ao norte, Hadraque, era provavelmente Hatarikka, uma cidade e país ao norte de Hamate e mencionado em inscrições cuneiformes assírias.

Damasco era a capital de Aram (Síria).

As palavras, “porque os olhos do Senhor estão sobre toda a humanidade e sobre todas as tribos de Israel” indicam o temor de todos os povos pelo julgamento divino trazido sobre suas cidades.

Hamate era uma cidade síria ao norte de Damasco, no rio Orontes.

A oeste, na costa, ficavam as cidades fenícias de Tiro e Sidom.

Zacarias 9.3,4 – Tudo pertence ao Senhor

Tiro construiu para si uma fortaleza; acumulou prata como pó, e ouro como lama das ruas. Mas o Senhor se apossará dela e lançará no mar suas riquezas, e ela será consumida pelo fogo. (Zacarias 9:3,4)

Tiro era uma fortaleza, uma cidadela de defesa que havia resistido a um cerco de 5 anos pelos assírios sob a liderança de Salmaneser V e, anos depois, a um cerco de 13 anos pelo exército babilônico de Nabucodonosor.

Sua força comercial e econômica se reflete em figuras de linguagem que falam da prata sendo tão comum quanto o pó, e o ouro tão comum quanto a sujeira como se vê em Ezequiel 28.4,5.

Seu empobrecimento e destruição pelo relativamente breve cerco de cinco meses de Alexandre são atribuídos à ação final de Deus em destruir seu poder no mar.

Zacarias 9.5-7 – Colocaram a esperança no lugar errado

Ao ver isso Ascalom ficará com medo; Gaza também se contorcerá de agonia, assim como Ecrom, porque a sua esperança fracassou. Gaza perderá o seu rei, e Ascalom ficará deserta. Um povo bastardo ocupará Asdode, e assim eu acabarei com o orgulho dos filisteus. Tirarei o sangue de suas bocas, e a comida proibida dentre os seus dentes. Aquele que restar pertencerá ao nosso Deus e se tornará chefe em Judá, e Ecrom será como os jebuseus. (Zacarias 9:5-7)

Quatro das cinco principais cidades filisteias são as próximas na marcha do julgamento.

O sangue e o alimento proibido de sacrifícios idólatras, retirados das próprias bocas e dentes cerrados de alguns filisteus indicam sua retirada da idolatria para pertencer ao Deus de Israel e até se tornarem líderes em Judá.

Como os jebuseus, eles serão absorvidos e farão parte povo de Deus.

Uma vez que não há evidência de que isso foi cumprido na invasão de Alexandre, aparentemente aguarda o cumprimento futuro como parte da bênção que resultará do governo do Jesus sonre a Terra.

Zacarias 9.8 – Deus defende o seu povo

Defenderei a minha casa contra os invasores. Nunca mais um opressor passará por cima do meu povo, porque agora eu vejo isso com os meus próprios olhos. (Zacarias 9:8)

Os exércitos macedônios de Alexandre passaram e voltaram a passar pela cidade de Jerusalém sem sitiá-la.

A causa final disso foi a proteção divina da cidade que fica clara na declaração: “Defenderei a minha casa”.

Esta defesa é uma referência a proteção final de Deus sobre Jerusalém no Milênio, quando os inimigos nunca mais a invadirão.

Zacarias 9.9 – O Rei montado em um jumento

Alegre-se muito, cidade de Sião! Exulte, Jerusalém! Eis que o seu rei vem a você, justo e vitorioso, humilde e montado num jumento, um jumentinho, cria de jumenta. (Zacarias 9:9)

Os habitantes de Jerusalém foram personificados como a Filha de Sião e a Filha de Jerusalém que, representando toda a nação de Israel, foram exortados a acolher o Rei vindouro não com medo, mas com alegria, regozijo.

O anúncio de que “seu Rei vem a você” se refere ao tão esperado Rei e Messias anunciado em Isaías 9:5-7 e Miquéias 5:2-4.

O adjetivo “Justo” descreve tanto Seu caráter quanto Seu reinado.

Ele virá como Libertador!

Sua entrada pacífica – montado em um jumento – foi cumprida quando Ele se apresentou a Israel na Entrada Triunfal descrita em Mateus 21:1-5.

No antigo Oriente Próximo, se um rei viesse em paz, ele montava um burro em vez de um garanhão de guerra.

Cristo montou um jumentinho, o potro de uma jumenta.

Como algumas outras profecias do Antigo Testamento, esta combina dois eventos em uma perspectiva – eventos que o Novo Testamento e o Antigo Testamento dividem em dois adventos distintos de Cristo separados pela atual Era da Igreja.

Em Seu Primeiro Advento Ele montou em um jumento e se apresentou à nação de Israel, mas eles O rejeitaram como seu Rei.

Assim, Seu governo universal será estabelecido quando Ele vier novamente.

Zacarias 9.10 – O fim das guerras

Ele destruirá os carros de guerra de Efraim e os cavalos de Jerusalém, e os arcos de batalha serão quebrados. Ele proclamará paz às nações e dominará de um mar a outro, e do Eufrates até aos confins da terra. (Zacarias 9:10)

A destruição dos instrumentos de guerra por Deus – removendo os carros, os cavalos de guerra e o arco de batalha – significa o fim da guerra no Milênio, como lemos em Miquéias 4:3.

Este governo pacífico do vindouro Rei messiânico se estenderá de mar a mar e do Rio até os confins da terra.

Essas expressões indicam claramente a extensão mundial do Reino do Senhor Jesus.

Zacarias 9.11,12 – Deus de aliança

Quanto a você, por causa do sangue da minha aliança com você, libertarei os seus prisioneiros de um poço sem água. Voltem à sua fortaleza, ó prisioneiros da esperança; pois hoje mesmo anuncio que restaurarei tudo em dobro para vocês. (Zacarias 9:11,12)

Aqui vemos fidelidade de Deus às Suas alianças com Israel e que isso é a Sua base para libertá-la da opressão.

Os destinatários imediatos nesses versículos podem ter sido exilados judeus ainda na Babilônia, mas o tema do cumprimento da aliança sugere uma referência final ao reagrupamento de Israel no fim dos tempos.

Pelo menos a esperança futura da nação, por intermédio do Messias, foi a base para o encorajamento contemporâneo nos dias de Zacarias.

O sangue da Minha aliança com você pode se referir aos sacrifícios da Aliança Mosaica, mas também pode estar relacionado à Aliança Abraâmica fundamental que foi confirmada com um sacrifício de sangue.

O poço sem água, que aparece aqui é provavelmente uma figura para o local de exílio.

A fortaleza refere-se a Jerusalém.

Os exilados na Babilônia foram chamados de prisioneiros da esperança porque tinham a promessa de Deus de serem reunidos.

Deus restaurará o dobro, isto é, Suas bênçãos no Milênio excederão em muito qualquer coisa que Israel já conheceu.

Zacarias 9.13 – Deus capacita o Seu povo

Quando eu curvar Judá como se curva um arco e usar Efraim como flecha, levantarei os filhos de Sião contra os filhos da Grécia, e farei você semelhante à espada de um guerreiro. Zacarias 9:13

Pelo menos este versículo, e talvez o resto do capítulo, referem-se ao conflito dos Macabeus (169-135 a.C.) com Antíoco IV Epífanes , Antíoco V Eupator, Antíoco VI e Antíoco VII Sidetes, que eram governantes gregos da Síria.

Essa vitória judaica prenunciou o conflito final e a vitória de Israel quando Deus os trouxer para o Reino milenar.

Assim como o arco e a flecha são essenciais um ao outro, assim Judá e Efraim (Efraim representa as 10 tribos do norte de Israel) serão reunidos.

A referência a essas armas de guerra, incluindo a espada do guerreiro, indica que Deus capacitará Seu povo para derrotar o inimigo, os filhos da Grécia.

Zacarias 9.14,15 – Deus faz o seu povo triunfar

Então o Senhor aparecerá sobre eles; sua flecha brilhará como o relâmpago. O Soberano Senhor tocará a trombeta e marchará em meio às tempestades do sul; o Senhor dos Exércitos os protegerá. Eles pisotearão e destruirão as pedras das atiradeiras. Eles beberão o sangue do inimigo como se fosse vinho; estarão cheios como a bacia usada para aspergir água nos cantos do altar. (Zacarias 9:14,15)

A descrição de uma tempestade controlada por Deus retrata poeticamente o poder de Israel para a vitória sobre seus inimigos.

A aparição divina foi por meios providenciais no período Macabeu, mas será literal e visível quando Cristo aparecer vitorioso em Seu Segundo Advento.

A última parte do versículo 15 retrata a alegria incontida de Israel e a plenitude do regozijo por causa do poderoso livramento de Deus.

Zacarias 9.16,17 – Deus abençoa seu povo

Naquele dia o Senhor, o seu Deus, os salvará como rebanho do seu povo, e como joias de uma coroa brilharão em sua terra. Ah! Como serão belos! Como serão formosos! O trigo dará vigor aos rapazes, e o vinho novo às moças. (Zacarias 9:16,17)

A libertação divina predita aqui virá naquele dia, uma referência ao fim dos tempos.

Deus cuidará deles como um pastor cuida de seu rebanho.

Então Israel brilhará em Sua terra como joias em uma coroa.

Esta é uma bela aparição das promessas cumpridas referentes ao povo da terra.

Serão símbolos atraentes e belos de tudo o que Deus fez por eles.

A bênção divina sobre a natureza produzirá condições de abundância, como lemos em Joel 2:21-27, para que a saúde física também seja assegurada.

Motivos de oração em Zacarias 9

Oro pare que:

  • Creiamos e dependamos da soberania de Deus;
  • Que coloquemos a nossa esperança e fé, no Senhor;
  • Tenhamos um coração sensível às manifestações simples, do Senhor Jesus;
  • Que Deus nos abençoe, ajude e fortaleça.
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