Malaquias 1 Estudo: você dá a Deus o seu melhor ou as sobras?

Malaquias 1 abre o último livro do Antigo Testamento declarando o amor de Deus: “Eu vos amei, diz o Senhor; mas vós dizeis: Em que nos amaste?” (1.2). Deus prova esse amor eletivo no contraste entre Jacó e Esaú (1.2-5). Em seguida, repreende os sacerdotes que desprezavam o seu nome, oferecendo no altar animais cegos, coxos e doentes (1.6-8), a ponto de dizer: “quem dera que alguém fechasse as portas do templo” (1.10). E anuncia a adoração pura entre as nações: “desde o nascente do sol até ao poente é grande o meu nome entre as nações” (1.11).

Você já parou para pensar se dá a Deus o seu melhor ou apenas as sobras? Malaquias 1 confronta uma religião cansada, que cumpre rituais mas com o coração distante, e nos chama de volta a honrar a Deus com o que temos de melhor, reconhecendo o quanto ele nos amou.

Qual é o contexto histórico e teológico de Malaquias 1?

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Neste estudo você vai ver:

  • A declaração do amor eletivo de Deus por Israel.
  • A repreensão aos sacerdotes que ofereciam o pior.
  • A profecia da adoração pura entre as nações.
  • O estilo de disputa: perguntas e respostas.

Malaquias profetizou no período pós-exílico, provavelmente no século 5 a.C., depois da reconstrução do templo. Com o passar do tempo, o zelo espiritual esfriou e o sacerdócio se corrompeu. Cortando gastos, relaxaram as regras sobre os sacrifícios, e a religião virou rotina sem coração.

O estudo dá sequência a Ageu 2 e continua em Malaquias 2.

Como se desenvolve a análise do texto bíblico em Malaquias 1?

O amor eletivo de Deus (1.1-5)

O livro começa com uma declaração de amor que o povo questiona: “Eu vos amei, diz o Senhor; mas vós dizeis: Em que nos amaste? Não era Esaú irmão de Jacó? disse o Senhor; todavia amei a Jacó e aborreci a Esaú” (1.2-3). Deus prova o seu amor escolhendo Jacó antes de qualquer mérito.

A prova histórica está no destino de Edom, descendente de Esaú: “…ainda que Edom diga: Empobrecidos estamos, porém tornaremos a edificar… eu destruirei” (1.4). Ao ver isso, Israel reconheceria: “Grande é o Senhor até além dos termos de Israel” (1.5).

Os sacrifícios com defeito (1.6-10)

A repreensão aos sacerdotes é direta: “O filho honra o pai, e o servo, ao seu senhor; se eu sou Pai, onde está a minha honra?… vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome” (1.6). Eles ofereciam pão poluído e animais defeituosos: “…quando trazeis animal cego para o sacrificar, não faz mal! E quando trazeis o coxo ou o doente, não faz mal!” (1.8).

Deus mostra o absurdo com uma comparação: apresentariam isso ao governador? Ele não os aceitaria. Por isso o Senhor declara: “Quem há também entre vós que feche as portas…? não tenho prazer em vós… e da vossa mão não aceitarei oferta alguma” (1.10).

O nome grande entre as nações (1.11-14)

Em contraste com o culto corrompido de Israel, vem a promessa: “Mas, desde o nascente do sol até ao poente, é grande entre as nações o meu nome; e em todo lugar se oferece ao meu nome incenso e uma oblação pura” (1.11). A adoração verdadeira se estenderia a todos os povos.

O capítulo fecha com a maldição sobre o enganador que promete o melhor mas oferece o pior: “…maldito seja o enganador que, tendo animal macho no seu rebanho, promete e sacrifica ao Senhor o que tem defeito; porque eu sou grande Rei, diz o Senhor dos Exércitos, e o meu nome é temível entre as nações” (1.14).

Como Malaquias 1 se conecta com Cristo e o evangelho?

A mensagem de Malaquias 1 aponta para verdades do evangelho:

  • Amei a Jacó: a declaração “amei a Jacó e aborreci a Esaú” (1.2-3) é citada por Paulo em Romanos 9.13 para expor a soberania graciosa de Deus na eleição, antes de qualquer mérito.
  • Adoração em todo lugar: a promessa de que “em todo lugar se oferece ao meu nome uma oferta pura” (1.11) aponta para a era em que Deus é adorado em espírito e em verdade, não mais num só templo (João 4.21-24).
  • O nome grande entre as nações: “grande é o meu nome entre as nações” (1.11) prenuncia a proclamação universal do evangelho e a transferência do Reino aos que produzem os seus frutos (Mateus 21.43).
  • Dar a Deus o melhor: a condenação de oferecer animais defeituosos (1.8) confronta a religião das sobras e convida a apresentar a Deus a vida inteira como sacrifício vivo (Romanos 12.1).

Quais são as lições espirituais e aplicações práticas de Malaquias 1?

Malaquias 1 me confronta com a qualidade da minha entrega a Deus. É fácil oferecer a ele o que me sobra, o tempo cansado, a atenção dividida, o esforço mínimo, enquanto guardo o melhor para mim. Deus merece a honra do meu melhor, não das minhas sobras.

O capítulo também me lembra do amor que fundamenta tudo. Antes de qualquer cobrança, Deus diz “eu vos amei”. A resposta certa a esse amor eletivo e gracioso não é a religião fria e formal, mas a adoração sincera de quem reconhece o quanto foi amado e deseja honrar o nome do Senhor.

Perguntas frequentes sobre Malaquias 1

Sobre o que fala Malaquias 1?

Malaquias 1 abre o livro declarando o amor eletivo de Deus por Israel (1.2-5) e repreendendo os sacerdotes que desprezavam o nome do Senhor, oferecendo no altar animais cegos, coxos e doentes (1.6-14). O capítulo usa o estilo de disputa, com perguntas e respostas entre Deus e o povo.

O que significa “amei a Jacó e aborreci a Esaú” (Malaquias 1.2-3)?

É a declaração do amor eletivo de Deus. Ele escolheu Jacó, e não Esaú, antes que fizessem qualquer coisa, manifestando esse amor na história dos dois povos. Paulo cita o texto em Romanos 9.13 para mostrar que a eleição de Deus é pela sua graça soberana, não pelo mérito humano.

Por que Deus repreende os sacerdotes em Malaquias 1?

Porque desonravam o seu nome oferecendo o pior no altar: animais cegos, coxos e doentes (1.8), em vez do melhor exigido pela lei. Era uma religião de sobras, que tratava a mesa do Senhor como desprezível. Deus diz que preferia que fechassem as portas do templo (1.10).

O que significa Malaquias 1.11 sobre a oferta pura entre as nações?

É uma profecia da adoração verdadeira que se estenderia a todos os povos: “desde o nascente do sol até ao poente é grande o meu nome entre as nações”. Aponta para a era em que a adoração não ficaria restrita ao templo de Jerusalém, mas seria oferecida a Deus em todo lugar, em Cristo.

O que é o estilo de disputa em Malaquias?

É o método de diálogo do livro: Deus faz uma afirmação, o povo objeta com uma pergunta cética (“em que nos amaste?”, “em que desprezamos o teu nome?”), e Deus responde refutando a objeção. Esse padrão de tese, contestação e resposta estrutura todo o livro de Malaquias.

Referências

BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. Revista e Corrigida. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2009.

KEIL, Carl Friedrich; DELITZSCH, Franz. Commentary on the Old Testament. Peabody: Hendrickson, 1996.

WALTON, John H.; MATTHEWS, Victor H.; CHAVALAS, Mark W. Comentário Histórico-Cultural da Bíblia: Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2018. Disponível em: aqui.

5 comentários em “Malaquias 1 Estudo: você dá a Deus o seu melhor ou as sobras?”

  1. Gostei muito desse estudo foi bem claro para tirar dúvidas e mostrar o verdadeiro propósito da mensagem..

    Muito obrigado. Deus abençoe..

  2. amei este estudo , sobre o livro de Malaquias ,, que deus nos abençoe , a sempre dar , o melhor para , Deus estou em lutas , mas creio no meu soberano , Deus ore , pela minha família

Os comentários estão encerrado.

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