Malaquias 1 Estudo: você dá a Deus o seu melhor ou as sobras?

Malaquias

Malaquias 1 abre o último livro do Antigo Testamento declarando o amor de Deus: “Eu vos amei, diz o Senhor; mas vós dizeis: Em que nos amaste?” (1.2). Deus prova esse amor eletivo no contraste entre Jacó e Esaú (1.2-5). Em seguida, repreende os sacerdotes que desprezavam o seu nome, oferecendo no altar animais cegos, coxos e doentes (1.6-8), a ponto de dizer: “quem dera que alguém fechasse as portas do templo” (1.10). E anuncia a adoração pura entre as nações: “desde o nascente do sol até ao poente é grande o meu nome entre as nações” (1.11).

Você já parou para pensar se dá a Deus o seu melhor ou apenas as sobras? Malaquias 1 confronta uma religião cansada, que cumpre rituais mas com o coração distante, e nos chama de volta a honrar a Deus com o que temos de melhor, reconhecendo o quanto ele nos amou.

Qual é o contexto histórico e teológico de Malaquias 1?

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Neste estudo você vai ver:

  • A declaração do amor eletivo de Deus por Israel.
  • A repreensão aos sacerdotes que ofereciam o pior.
  • A profecia da adoração pura entre as nações.
  • O estilo de disputa: perguntas e respostas.

Malaquias profetizou no período pós-exílico, provavelmente no século 5 a.C., depois da reconstrução do templo. Com o passar do tempo, o zelo espiritual esfriou e o sacerdócio se corrompeu. Cortando gastos, relaxaram as regras sobre os sacrifícios, e a religião virou rotina sem coração.

O estudo dá sequência a Ageu 2 e continua em Malaquias 2.

Como se desenvolve a análise do texto bíblico em Malaquias 1?

O amor eletivo de Deus (1.1-5)

O livro começa com uma declaração de amor que o povo questiona: “Eu vos amei, diz o Senhor; mas vós dizeis: Em que nos amaste? Não era Esaú irmão de Jacó? disse o Senhor; todavia amei a Jacó e aborreci a Esaú” (1.2-3). Deus prova o seu amor escolhendo Jacó antes de qualquer mérito.

A prova histórica está no destino de Edom, descendente de Esaú: “…ainda que Edom diga: Empobrecidos estamos, porém tornaremos a edificar… eu destruirei” (1.4). Ao ver isso, Israel reconheceria: “Grande é o Senhor até além dos termos de Israel” (1.5).

Os sacrifícios com defeito (1.6-10)

A repreensão aos sacerdotes é direta: “O filho honra o pai, e o servo, ao seu senhor; se eu sou Pai, onde está a minha honra?… vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome” (1.6). Eles ofereciam pão poluído e animais defeituosos: “…quando trazeis animal cego para o sacrificar, não faz mal! E quando trazeis o coxo ou o doente, não faz mal!” (1.8).

Deus mostra o absurdo com uma comparação: apresentariam isso ao governador? Ele não os aceitaria. Por isso o Senhor declara: “Quem há também entre vós que feche as portas…? não tenho prazer em vós… e da vossa mão não aceitarei oferta alguma” (1.10).

O nome grande entre as nações (1.11-14)

Em contraste com o culto corrompido de Israel, vem a promessa: “Mas, desde o nascente do sol até ao poente, é grande entre as nações o meu nome; e em todo lugar se oferece ao meu nome incenso e uma oblação pura” (1.11). A adoração verdadeira se estenderia a todos os povos.

O capítulo fecha com a maldição sobre o enganador que promete o melhor mas oferece o pior: “…maldito seja o enganador que, tendo animal macho no seu rebanho, promete e sacrifica ao Senhor o que tem defeito; porque eu sou grande Rei, diz o Senhor dos Exércitos, e o meu nome é temível entre as nações” (1.14).

Como Malaquias 1 se conecta com Cristo e o evangelho?

A mensagem de Malaquias 1 aponta para verdades do evangelho:

  • Amei a Jacó: a declaração “amei a Jacó e aborreci a Esaú” (1.2-3) é citada por Paulo em Romanos 9.13 para expor a soberania graciosa de Deus na eleição, antes de qualquer mérito.
  • Adoração em todo lugar: a promessa de que “em todo lugar se oferece ao meu nome uma oferta pura” (1.11) aponta para a era em que Deus é adorado em espírito e em verdade, não mais num só templo (João 4.21-24).
  • O nome grande entre as nações: “grande é o meu nome entre as nações” (1.11) prenuncia a proclamação universal do evangelho e a transferência do Reino aos que produzem os seus frutos (Mateus 21.43).
  • Dar a Deus o melhor: a condenação de oferecer animais defeituosos (1.8) confronta a religião das sobras e convida a apresentar a Deus a vida inteira como sacrifício vivo (Romanos 12.1).

Quais são as lições espirituais e aplicações práticas de Malaquias 1?

Malaquias 1 me confronta com a qualidade da minha entrega a Deus. É fácil oferecer a ele o que me sobra, o tempo cansado, a atenção dividida, o esforço mínimo, enquanto guardo o melhor para mim. Deus merece a honra do meu melhor, não das minhas sobras.

O capítulo também me lembra do amor que fundamenta tudo. Antes de qualquer cobrança, Deus diz “eu vos amei”. A resposta certa a esse amor eletivo e gracioso não é a religião fria e formal, mas a adoração sincera de quem reconhece o quanto foi amado e deseja honrar o nome do Senhor.

Perguntas frequentes sobre Malaquias 1

Sobre o que fala Malaquias 1?

Malaquias 1 abre o livro declarando o amor eletivo de Deus por Israel (1.2-5) e repreendendo os sacerdotes que desprezavam o nome do Senhor, oferecendo no altar animais cegos, coxos e doentes (1.6-14). O capítulo usa o estilo de disputa, com perguntas e respostas entre Deus e o povo.

O que significa “amei a Jacó e aborreci a Esaú” (Malaquias 1.2-3)?

É a declaração do amor eletivo de Deus. Ele escolheu Jacó, e não Esaú, antes que fizessem qualquer coisa, manifestando esse amor na história dos dois povos. Paulo cita o texto em Romanos 9.13 para mostrar que a eleição de Deus é pela sua graça soberana, não pelo mérito humano.

Por que Deus repreende os sacerdotes em Malaquias 1?

Porque desonravam o seu nome oferecendo o pior no altar: animais cegos, coxos e doentes (1.8), em vez do melhor exigido pela lei. Era uma religião de sobras, que tratava a mesa do Senhor como desprezível. Deus diz que preferia que fechassem as portas do templo (1.10).

O que significa Malaquias 1.11 sobre a oferta pura entre as nações?

É uma profecia da adoração verdadeira que se estenderia a todos os povos: “desde o nascente do sol até ao poente é grande o meu nome entre as nações”. Aponta para a era em que a adoração não ficaria restrita ao templo de Jerusalém, mas seria oferecida a Deus em todo lugar, em Cristo.

O que é o estilo de disputa em Malaquias?

É o método de diálogo do livro: Deus faz uma afirmação, o povo objeta com uma pergunta cética (“em que nos amaste?”, “em que desprezamos o teu nome?”), e Deus responde refutando a objeção. Esse padrão de tese, contestação e resposta estrutura todo o livro de Malaquias.

Referências

BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. Revista e Corrigida. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2009.

KEIL, Carl Friedrich; DELITZSCH, Franz. Commentary on the Old Testament. Peabody: Hendrickson, 1996.

WALTON, John H.; MATTHEWS, Victor H.; CHAVALAS, Mark W. Comentário Histórico-Cultural da Bíblia: Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2018. Disponível em: aqui.

Zacarias 11 Estudo: Favor e União

Zacarias 11 estudo

Em Zacarias 11, vemos o Senhor Deus apresentando uma grave denúncia contra os pastores infiéis. A princípio Ele revela o seu cuidado com rebanhos e ovelhas destinadas à matança. Há milhões, senão bilhões de pessoas sofrendo ao redor do mundo. Perdidas, sem esperança. A estas, o bondoso Deus envia uma mensagem de esperança: “Eu me tornei pastor … Leia mais

Zacarias 10 Estudo: Deus Fortalece Seu Povo

Zacarias 10 estudo

Em Zacarias 10, somos exortados a colocar nossas necessidades diante do Senhor nosso Deus. Neste texto Ele aborda especificamente a necessidade de chuva. Muitas partes do mundo sofrem com a falta de chuva. E muitas comunidades quando clamam, pedem a “Pedro”, “João”, ou qualquer outra entidade que lhes mande chuva. Porém, apenas o Senhor Deus … Leia mais

Zacarias 9 Estudo: O dobro da COLHEITA

Zcarias 9 Estudo

Em Zacarias 9, o Deus de Israel faz uma grave advertência contra os inimigos do seu povo. Isso é uma consequência dos danos causados aos filhos do Senhor. Não se preocupe, o Senhor tem cuidado de você nos mínimos detalhes.

As coisas que lhe afligem não estão passando despercebido aos olhos dele.

Se permanecermos na presença do nosso Deus, desfrutaremos da promessa de alegria que Ele tem reservado para todos nós. A graça de Deus é consoladora e protetora. A calamidade não lhe destruirá, desde que você permaneça debaixo de suas asas.

Esboço de Zacarias 9

9.12: Deus contempla toda a Terra

9.3,4: Tudo pertence ao Senhor

9.5-7: Colocaram a esperança no lugar errado

9.8: Deus defende o seu povo

9.9: O Rei montado em um jumento

9.10: O fim das guerras

9.11,12: Deus de aliança

9.13: Deus capacita o Seu povo

9.14,15: Deus faz o seu povo triunfar

9.16,17: Deus abençoa seu povo

Estudo de Zacarias 9 em vídeo

Zacarias 9.1,2 – Deus contempla toda a Terra

A advertência do Senhor é contra a terra de Hadraque e cairá sobre Damasco, porque os olhos do Senhor estão sobre toda a humanidade e sobre todas as tribos de Israel, e também sobre Hamate que faz fronteira com Damasco, e sobre Tiro e Sidom, embora sejam muito sábias. Zacarias 9:1,2

Alexandre, o Grande, foi provavelmente a causa humana da destruição apresentada nestes e nos versículos seguintes, porque a ordem das cidades apresentadas no texto bíblico parece corresponder geralmente à linha de marcha de Alexandre.

Mas seu envolvimento é ignorado nesta profecia para enfatizar a causa divina final do julgamento em certas cidades e países começando ao norte de Israel.

A localização mais ao norte, Hadraque, era provavelmente Hatarikka, uma cidade e país ao norte de Hamate e mencionado em inscrições cuneiformes assírias.

Damasco era a capital de Aram (Síria).

As palavras, “porque os olhos do Senhor estão sobre toda a humanidade e sobre todas as tribos de Israel” indicam o temor de todos os povos pelo julgamento divino trazido sobre suas cidades.

Hamate era uma cidade síria ao norte de Damasco, no rio Orontes.

A oeste, na costa, ficavam as cidades fenícias de Tiro e Sidom.

Zacarias 9.3,4 – Tudo pertence ao Senhor

Tiro construiu para si uma fortaleza; acumulou prata como pó, e ouro como lama das ruas. Mas o Senhor se apossará dela e lançará no mar suas riquezas, e ela será consumida pelo fogo. (Zacarias 9:3,4)

Tiro era uma fortaleza, uma cidadela de defesa que havia resistido a um cerco de 5 anos pelos assírios sob a liderança de Salmaneser V e, anos depois, a um cerco de 13 anos pelo exército babilônico de Nabucodonosor.

Sua força comercial e econômica se reflete em figuras de linguagem que falam da prata sendo tão comum quanto o pó, e o ouro tão comum quanto a sujeira como se vê em Ezequiel 28.4,5.

Seu empobrecimento e destruição pelo relativamente breve cerco de cinco meses de Alexandre são atribuídos à ação final de Deus em destruir seu poder no mar.

Zacarias 9.5-7 – Colocaram a esperança no lugar errado

Ao ver isso Ascalom ficará com medo; Gaza também se contorcerá de agonia, assim como Ecrom, porque a sua esperança fracassou. Gaza perderá o seu rei, e Ascalom ficará deserta. Um povo bastardo ocupará Asdode, e assim eu acabarei com o orgulho dos filisteus. Tirarei o sangue de suas bocas, e a comida proibida dentre os seus dentes. Aquele que restar pertencerá ao nosso Deus e se tornará chefe em Judá, e Ecrom será como os jebuseus. (Zacarias 9:5-7)

Quatro das cinco principais cidades filisteias são as próximas na marcha do julgamento.

O sangue e o alimento proibido de sacrifícios idólatras, retirados das próprias bocas e dentes cerrados de alguns filisteus indicam sua retirada da idolatria para pertencer ao Deus de Israel e até se tornarem líderes em Judá.

Como os jebuseus, eles serão absorvidos e farão parte povo de Deus.

Uma vez que não há evidência de que isso foi cumprido na invasão de Alexandre, aparentemente aguarda o cumprimento futuro como parte da bênção que resultará do governo do Jesus sonre a Terra.

Zacarias 9.8 – Deus defende o seu povo

Defenderei a minha casa contra os invasores. Nunca mais um opressor passará por cima do meu povo, porque agora eu vejo isso com os meus próprios olhos. (Zacarias 9:8)

Os exércitos macedônios de Alexandre passaram e voltaram a passar pela cidade de Jerusalém sem sitiá-la.

A causa final disso foi a proteção divina da cidade que fica clara na declaração: “Defenderei a minha casa”.

Esta defesa é uma referência a proteção final de Deus sobre Jerusalém no Milênio, quando os inimigos nunca mais a invadirão.

Zacarias 9.9 – O Rei montado em um jumento

Alegre-se muito, cidade de Sião! Exulte, Jerusalém! Eis que o seu rei vem a você, justo e vitorioso, humilde e montado num jumento, um jumentinho, cria de jumenta. (Zacarias 9:9)

Os habitantes de Jerusalém foram personificados como a Filha de Sião e a Filha de Jerusalém que, representando toda a nação de Israel, foram exortados a acolher o Rei vindouro não com medo, mas com alegria, regozijo.

O anúncio de que “seu Rei vem a você” se refere ao tão esperado Rei e Messias anunciado em Isaías 9:5-7 e Miquéias 5:2-4.

O adjetivo “Justo” descreve tanto Seu caráter quanto Seu reinado.

Ele virá como Libertador!

Sua entrada pacífica – montado em um jumento – foi cumprida quando Ele se apresentou a Israel na Entrada Triunfal descrita em Mateus 21:1-5.

No antigo Oriente Próximo, se um rei viesse em paz, ele montava um burro em vez de um garanhão de guerra.

Cristo montou um jumentinho, o potro de uma jumenta.

Como algumas outras profecias do Antigo Testamento, esta combina dois eventos em uma perspectiva – eventos que o Novo Testamento e o Antigo Testamento dividem em dois adventos distintos de Cristo separados pela atual Era da Igreja.

Em Seu Primeiro Advento Ele montou em um jumento e se apresentou à nação de Israel, mas eles O rejeitaram como seu Rei.

Assim, Seu governo universal será estabelecido quando Ele vier novamente.

Zacarias 9.10 – O fim das guerras

Ele destruirá os carros de guerra de Efraim e os cavalos de Jerusalém, e os arcos de batalha serão quebrados. Ele proclamará paz às nações e dominará de um mar a outro, e do Eufrates até aos confins da terra. (Zacarias 9:10)

A destruição dos instrumentos de guerra por Deus – removendo os carros, os cavalos de guerra e o arco de batalha – significa o fim da guerra no Milênio, como lemos em Miquéias 4:3.

Este governo pacífico do vindouro Rei messiânico se estenderá de mar a mar e do Rio até os confins da terra.

Essas expressões indicam claramente a extensão mundial do Reino do Senhor Jesus.

Zacarias 9.11,12 – Deus de aliança

Quanto a você, por causa do sangue da minha aliança com você, libertarei os seus prisioneiros de um poço sem água. Voltem à sua fortaleza, ó prisioneiros da esperança; pois hoje mesmo anuncio que restaurarei tudo em dobro para vocês. (Zacarias 9:11,12)

Aqui vemos fidelidade de Deus às Suas alianças com Israel e que isso é a Sua base para libertá-la da opressão.

Os destinatários imediatos nesses versículos podem ter sido exilados judeus ainda na Babilônia, mas o tema do cumprimento da aliança sugere uma referência final ao reagrupamento de Israel no fim dos tempos.

Pelo menos a esperança futura da nação, por intermédio do Messias, foi a base para o encorajamento contemporâneo nos dias de Zacarias.

O sangue da Minha aliança com você pode se referir aos sacrifícios da Aliança Mosaica, mas também pode estar relacionado à Aliança Abraâmica fundamental que foi confirmada com um sacrifício de sangue.

O poço sem água, que aparece aqui é provavelmente uma figura para o local de exílio.

A fortaleza refere-se a Jerusalém.

Os exilados na Babilônia foram chamados de prisioneiros da esperança porque tinham a promessa de Deus de serem reunidos.

Deus restaurará o dobro, isto é, Suas bênçãos no Milênio excederão em muito qualquer coisa que Israel já conheceu.

Zacarias 9.13 – Deus capacita o Seu povo

Quando eu curvar Judá como se curva um arco e usar Efraim como flecha, levantarei os filhos de Sião contra os filhos da Grécia, e farei você semelhante à espada de um guerreiro. Zacarias 9:13

Pelo menos este versículo, e talvez o resto do capítulo, referem-se ao conflito dos Macabeus (169-135 a.C.) com Antíoco IV Epífanes , Antíoco V Eupator, Antíoco VI e Antíoco VII Sidetes, que eram governantes gregos da Síria.

Essa vitória judaica prenunciou o conflito final e a vitória de Israel quando Deus os trouxer para o Reino milenar.

Assim como o arco e a flecha são essenciais um ao outro, assim Judá e Efraim (Efraim representa as 10 tribos do norte de Israel) serão reunidos.

A referência a essas armas de guerra, incluindo a espada do guerreiro, indica que Deus capacitará Seu povo para derrotar o inimigo, os filhos da Grécia.

Zacarias 9.14,15 – Deus faz o seu povo triunfar

Então o Senhor aparecerá sobre eles; sua flecha brilhará como o relâmpago. O Soberano Senhor tocará a trombeta e marchará em meio às tempestades do sul; o Senhor dos Exércitos os protegerá. Eles pisotearão e destruirão as pedras das atiradeiras. Eles beberão o sangue do inimigo como se fosse vinho; estarão cheios como a bacia usada para aspergir água nos cantos do altar. (Zacarias 9:14,15)

A descrição de uma tempestade controlada por Deus retrata poeticamente o poder de Israel para a vitória sobre seus inimigos.

A aparição divina foi por meios providenciais no período Macabeu, mas será literal e visível quando Cristo aparecer vitorioso em Seu Segundo Advento.

A última parte do versículo 15 retrata a alegria incontida de Israel e a plenitude do regozijo por causa do poderoso livramento de Deus.

Zacarias 9.16,17 – Deus abençoa seu povo

Naquele dia o Senhor, o seu Deus, os salvará como rebanho do seu povo, e como joias de uma coroa brilharão em sua terra. Ah! Como serão belos! Como serão formosos! O trigo dará vigor aos rapazes, e o vinho novo às moças. (Zacarias 9:16,17)

A libertação divina predita aqui virá naquele dia, uma referência ao fim dos tempos.

Deus cuidará deles como um pastor cuida de seu rebanho.

Então Israel brilhará em Sua terra como joias em uma coroa.

Esta é uma bela aparição das promessas cumpridas referentes ao povo da terra.

Serão símbolos atraentes e belos de tudo o que Deus fez por eles.

A bênção divina sobre a natureza produzirá condições de abundância, como lemos em Joel 2:21-27, para que a saúde física também seja assegurada.

Motivos de oração em Zacarias 9

Oro pare que:

  • Creiamos e dependamos da soberania de Deus;
  • Que coloquemos a nossa esperança e fé, no Senhor;
  • Tenhamos um coração sensível às manifestações simples, do Senhor Jesus;
  • Que Deus nos abençoe, ajude e fortaleça.

Zacarias 8 Estudo: O Ciúme de Deus

Zacarias 8 Estudo

Em Zacarias 8, o Senhor Deus começa demonstrando seu amor por Sião. Embora tantas coisas difíceis tenha acontecido a Seu povo o Senhor mostra que não os abandonou ou deixou de amá-los. As dificuldades da vida não devem ser sinônimo do abandono de Deus. Muitas das situações difíceis que vivemos são fruto das nossas más escolhas.

O povo de Deus estava passando por um dos piore momentos de suas vidas, sem receber alívio porque não estavam buscando a Deus. Contudo, em meio a tudo isso o bondoso Deus revela que tem “muito ciúme de Sião; estou me consumindo de ciúmes por ela”.

Não importa o que as situações digam. Deus nos ama profunda e incondicionalmente. Ele deseja nos livrar dos nossos maiores temores. Há uma promessa de prosperidade e paz para o Seu povo, em meio a toda essa turbulência da vida.

Portanto, nos aproximemos de Deus com um coração sincero e cheio de desejo de amá-lo. Dessa forma, conheceremos mais profundamente o nosso amado Pai. 

Esboço de Zacarias 8:

8.1,2: Ciúmes de Sião

8.3-6: A restauração de Jerusalém

8.7,8: O futuro de Israel e Judá

8.18,19: Ame o que Deus ama

8.20-23: “Vamos com você!”

Estudo de Zacarias 8 em Vídeo

Ciúmes de Sião

Em Zacarias 8.1,2 está escrito:

Mais uma vez veio a mim a palavra do Senhor dos Exércitos: Assim diz o Senhor dos Exércitos: “Tenho muito ciúme de Sião; estou me consumindo de ciúmes por ela”.

Assim como Zacarias 7 se assemelha ao chamado ao arrependimento em 1:2–6, Zacarias 8 reflete as bênçãos prometidas nas visões noturnas (1:7–6:8).

Assim, a terceira e a quarta mensagens veem a restauração do exílio nos dias de Zacarias como um precursor de futuras bênçãos e prosperidade no Milênio.

Eles também enfatizam aquele tempo futuro em que a justiça, a justiça e a paz encherão a terra.

Zacarias novamente identificou esta mensagem como uma revelação de Deus. A mensagem é dividida em sete partes pela frase recorrente: “veio a mim a palavra do Senhor dos Exércitos”.

Se cada uma dessas partes resume mensagens mais longas que Zacarias entregou, mas não registrou, não pode ser determinado a partir da passagem.

O versículo 2 deixa muito claro o amor do Senhor por Sião (Jerusalém).

Um símbolo da Cidade Santa, onde o seu povo será reunido perpetuamente.

Zacarias 8 e a restauração de Jerusalém

Em Zacarias 8.3-6 está escrito:

Assim diz o Senhor: “Estou voltando para Sião e habitarei em Jerusalém. Então Jerusalém será chamada Cidade da Verdade, e o monte do Senhor dos Exércitos será chamado Monte Sagrado”. Assim diz o Senhor dos Exércitos: “Homens e mulheres de idade avançada voltarão a sentar-se nas praças de Jerusalém, cada um com sua bengala, por causa da idade. As ruas da cidade ficarão cheias de meninos e meninas brincando”. Assim diz o Senhor dos Exércitos: “Mesmo que isso pareça impossível para o remanescente deste povo naquela época, será impossível para mim? “, declara o Senhor dos Exércitos.

O “reinicio” do relacionamento entre Deus e Seu povo é marcado por seu retorno a Sião (Jerusalém), fato que antecipa o cumprimento do Milênio através do reino pessoal de Cristo no trono de Davi.

Naquele tempo, Sua verdade e santidade serão comunicadas na cidade e em toda a terra.

Sião era originalmente o nome do monte onde viviam os jebuseus, cuja fortaleza Davi conquistou, como nos mostra 2 Samuel 5:7.

Mais tarde, Sião (e Monte Sião) foram nomes para o local do templo em Jerusalém.

Também Sião tornou-se sinônimo de toda a cidade de Jerusalém (Isaías 2:3).

Sião e Jerusalém são mencionadas juntas várias vezes por Zacarias (Zacarias 1:14,17, 8:3; 9:9). Em Jerusalém haverá segurança em todos os sentidos, inclusive para os mais vulneráveis, como idosos e crianças.

Tais bênçãos futuras podem parecer maravilhosas para o remanescente deste povo naquele tempo, em contraste com a destruição que virá antes, como vemos em Mateus 24:15-25, mas tais realizações milagrosas não são difíceis para Deus.

Zacarias 8 e o futuro de Israel e Judá

Em Zacarias 8:7,8 está escrito:

Assim diz o Senhor dos Exércitos: “Salvarei meu povo dos países do leste e do oeste. Eu os trarei de volta para que habitem em Jerusalém; serão meu povo e eu serei o Deus deles, com fidelidade e justiça”.

Mais uma vez o Senhor prometeu reunir Israel e Judá no futuro.

Os países do leste e do oeste são provavelmente uma forma de ilustrar países em todas as direções, por toda a terra (Isaías 11:11-12).

O alcance mundial dessa restauração sugere que Jerusalém representa a terra de Israel como um todo.

Este reagrupamento irá instituir um relacionamento restaurado entre Deus e Israel em que a fidelidade e justiça de Deus serão mais evidentes (Oséias 2:19 -20).

Um rica semeadura e colheita

Em Zacarias 8:9-13 está escrito:

Assim diz o Senhor dos Exércitos: “Vocês que estão ouvindo hoje estas palavras já proferidas pelos profetas quando foram lançados os alicerces do templo do Senhor dos Exércitos, fortaleçam as mãos para que o templo seja construído. Pois antes daquele tempo não havia salários para os homens nem para os animais. Ninguém podia tratar os seus negócios com segurança por causa de seus adversários, porque eu tinha posto cada um contra o seu próximo. Mas agora não vou mais tratar com o remanescente deste povo como fiz no passado”, declara o Senhor dos Exércitos. “Haverá uma rica semeadura, a videira dará o seu fruto, a terra produzirá suas colheitas e o céu derramará o orvalho. E darei todas essas coisas como uma herança ao remanescente deste povo. Assim como vocês foram uma maldição para as nações, ó Judá e Israel, também os salvarei e vocês serão uma bênção. Não tenham medo, antes sejam fortes. “

As pessoas que ouviram essas palavras ditas pelos profetas (Zacarias e Ageu) deveriam ser encorajadas (Ageu 2:4) para completar a reconstrução do templo.

As promessas de bênçãos futuras de Deus devem sempre encorajar Seu povo em suas tarefas atuais. Antes desse encorajamento por meio da palavra profética, quando o povo começou a reconstruir o templo, seu trabalho teve poucos resultados (Ageu 1.6) e os inimigos os mantiveram inseguros.

As bênçãos futuras de Israel estão relacionadas não apenas à produtividade da terra (Zacarias 8:12), mas também a um papel invertido entre as nações (v. 13).

Agora um objeto de maldição entre as nações , Judá e Israel será uma bênção. Portanto, o povo não deve ter medo.

Deus decide abençoar

Em Zacarias 8:14-17 está escrito:

Assim diz o Senhor dos Exércitos: “Assim como eu havia decidido castigar vocês sem compaixão quando os seus antepassados me enfureceram”, diz o Senhor dos Exércitos, “também agora decidi fazer de novo o bem a Jerusalém e a Judá. Não tenham medo! Eis o que devem fazer: Falem somente a verdade uns com os outros, e julguem retamente em seus tribunais; não planejem no íntimo o mal contra o seu próximo, e não queiram jurar com falsidade. Porque eu odeio todas essas coisas”, declara o Senhor.

O Senhor então afirmou a certeza do cumprimento de Seu propósito divino para bênçãos futuras.

Ele comparou essa bênção futura com as promessas já cumpridas de desastre que Ele trouxe sobre os antepassados desta geração, que haviam pecado.

Em vista das opções de desastre e bênção, Deus ofereceu a Seu povo um futuro que refletia a realidade espiritual em vez do formalismo hipócrita que caracterizava seus pais e os ameaçava.

Verdade, justiça, misericórdia e honestidade devem ser parte do seu caráter nas esferas pessoal, civil e religiosa.

Em resumo, a mensagem é: “Faça aquilo que Deus ama e evite as coisas que Deus odeia”.

Ame o que Deus ama

Em Zacarias 8:18,19 está escrito:

Mais uma vez veio a mim a palavra do Senhor dos Exércitos. Assim diz o Senhor dos Exércitos: “Os jejuns do quarto, do quinto, do sétimo e do décimo meses serão ocasiões alegres e cheias de júbilo, festas felizes para o povo de Judá. Por isso amem a verdade e a paz”.

Como a palavra anterior do Senhor através de Zacarias, esta também é dividida em várias partes pela frase repetida: “veio a mim a palavra do Senhor dos Exércitos”.

O Senhor esperou até agora para responder à pergunta levantada pelos delegados de Betel feita em Zacarias 7:2-3 sobre os jejuns comemorativos.

Ele disse que os jejuns se tornariam ocasiões alegres e festivais felizes.

Isso se tornará real a partir da volta de Jesus, simbolizando a alegria milenar.

Portanto, novamente as pessoas nos dias de Zacarias foram encorajadas por sua esperança futura de amar o que Deus ama, neste caso, a verdade e a paz.

“Vamos com você!”

Em Zacarias 8:20-23 está escrito:

Assim diz o Senhor dos Exércitos: “Povos e habitantes de muitas cidades ainda virão, e os habitantes de uma cidade irão a outra e dirão: ‘Vamos logo suplicar o favor do Senhor e buscar o Senhor dos Exércitos. Eu mesmo já estou indo’. E muitos povos e nações poderosas virão buscar o Senhor dos Exércitos em Jerusalém e suplicar o seu favor”. Assim diz o Senhor dos Exércitos: “Naqueles dias, dez homens de todas as línguas e nações agarrarão firmemente a barra das vestes de um judeu e dirão: ‘Nós vamos com você porque ouvimos dizer que Deus está com vocês’ “.

No futuro dia de bênção, os povos de toda a terra se unirão aos judeus por causa de seu relacionamento com o Senhor.

As pessoas saberão que Deus está com Israel e que eles são Seu povo.

Como resultado, muitas nações virão a Jerusalém para adorar durante o Milênio.

Motivos de oração em Zacarias 8

Oro para que:

  • O Espírito Santo nos revele a profundida do amor de Deus por nós;
  • A volta de Jesus aconteça, o quanto antes;
  • Deus abençoe o futuro do seu povo;
  • Haja uma colheita e semeadura abundante da nossa parte;
  • A benção do Senhor seja derramada sobre nossa vida, diariamente;
  • Nosso coração seja inclinado a amar aquilo que Deus ama e o agrada;
  • A vontade do Senhor seja feita aqui na Terra como é feita no céu.

Zacarias 7 Estudo: “Não os ouvirei!”

Zacarias 7 Estudo

Em Zacarias 7, aprendemos que nossas atitudes de culto ao Senhor Deus devem ser movidas de sinceridade e adoração. O Senhor acusa o povo de jejuar e oferecer sacrifícios em benefício próprio. Não havia a intenção de agradar a Deus com suas atitudes.

Eles não estavam cumprindo o seguinte princípio: “Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus”. (1 Coríntios 10:31)

Nossa vida deve ser um altar constante de adoração ao Senhor. Todas as nossas atitudes, no fim, devem carregar o desejo de honrá-lo.

Seja na Igreja ou na vida cotidiana, na escola, no trabalho, em casa, enfim. Devemos fazer “tudo para a glória de Deus”.

Esboço de Zacarias 7:

7.1,2: Súplica ao Senhor

7.3: Religiosidade

7.4-7: A intenção por trás da fé

7.8-10: A verdadeira religião

Zacarias 7: Estudo em Vídeo

Zacarias 7 e a súplica ao Senhor

Em Zacarias 7.1,2 está escrito:

No quarto ano do reinado do rei Dario, a palavra do Senhor veio a Zacarias, no quarto dia do nono mês, o mês de quisleu. Foi quando o povo de Betel enviou Sarezer e Régen-Meleque com seus homens, para suplicarem ao Senhor

Quase dois anos após as primeiras visões (dezembro de 518 a.C) e mais ou menos na metade do período de reconstrução do templo (520-516), Zacarias recebeu novas revelações da parte de Deus.

Três delas começam com o profeta dizendo: “veio a mim a palavra do Senhor Todo-Poderoso” (7:4; 8:1,18).

A segunda mensagem inicia de maneira semelhante: “A palavra do Senhor veio novamente a Zacarias” (7:8).

Essas mensagens foram dadas em resposta a uma delegação que veio a Jerusalém para perguntar se a nação deveria continuar a jejuar em memória da destruição de Jerusalém.

Os delegados eram judeus. Embora tenham nomes estrangeiros, mudados provavelmente na Babilônia.

Podemos ver isso, também, na vida de Daniel e seus amigos.

Esta delegação veio de Betel, como se vê em Esdras 2:28, a cidade israelita cerca de 19 quilômetros ao norte de Jerusalém.

Ela tinha sido o centro de adoração apóstata para o Reino do norte. 10 tribos de Israel, conforme lemos em 1 Reis 12:28–29.

Religiosidade

Em Zacarias 7.3 está escrito:

…perguntando aos sacerdotes do templo do Senhor dos Exércitos e aos profetas: “Devemos lamentar e jejuar no quinto mês, como já faz tantos anos que estamos fazendo? “

A questão levantada pelos betelitas implicava o desejo de descontinuar a auto-imposta observância religiosa do jejum no quinto mês, que comemorava a queima da cidade e do templo por Nabucodonosor como se vê em 2 Reis 25:8-10.

A intenção por trás da fé

Em Zacarias 7.4-7 está escrito:

Então o Senhor dos Exércitos me falou: “Pergunte a todo o povo e aos sacerdotes: Quando vocês jejuaram no quinto e no sétimo meses durante os últimos setenta anos, foi de fato para mim que jejuaram? E quando comiam e bebiam, não era para vocês mesmos que o faziam? Não são essas as palavras do Senhor proclamadas pelos antigos profetas quando Jerusalém e as cidades ao seu redor estavam em paz e prosperavam, e o Neguebe e a Sefelá eram habitados? “

A resposta à pergunta dos delegados judeus só é concluída em Zacarias 8:18-19.

Enquanto isso, a primeira mensagem divina lembrou ao povo que o Senhor Deus advertiu seus pais através dos profetas anteriores que Ele queria adoração sincera, a partir da atitude de coração não religiosidade.

A pergunta deles foi uma oportunidade para repreender os jejuns legalistas, sem atitude e motivação correta que os que voltaram do cativeiro estavam praticando e que não possuem o amparo da bênção de Deus.

Assim, a repreensão foi contra o culto vazio, desprovido de realidade espiritual, pois jejuando ou festejando, eles não estavam fazendo isso para o Senhor Zacarias 7:5, mas para si mesmos (v. 6). Os exilados observaram dois jejuns durante o cativeiro babilônico, um no quinto mês e outro no sétimo mês.

Este jejum do sétimo mês não foi o jejum instituído por Deus no Dia da Expiação anual, como está escrito em Levítico 16:29,31, que também era realizado no sétimo mês.

Mas um jejum que comemorava o assassinato de Gedalias, governador de Judá, durante um período de conflito civil após a queda de Jerusalém (Jeremias 41:2).

A festa provavelmente incluía tanto as festas nacionais de Levítico 23 quanto as festas familiares associadas aos sacrifícios levíticos (Deuteronômio 12:5-7).

A verdadeira religião

Em Zacarias 7.8-10 está escrito:

E a palavra do Senhor veio novamente a Zacarias: “Assim diz o Senhor dos Exércitos: ‘Administrem a verdadeira justiça, mostrem misericórdia e compaixão uns para com os outros. Não oprimam a viúva e o órfão, nem o estrangeiro e o necessitado. Nem tramem maldades uns contra os outros’.

A segunda mensagem do Senhor ao profeta frisou a conduta da geração anterior que resultou no exílio.

Nos nos dias de Zacarias, Deus desejava a realidade espiritual interior em vez da aparência da religiosidade.

A verdadeira justiça (Isaías 1:17) juntamente com misericórdia e compaixão (Miquéias 6:8) devem ser demonstradas para com todos, mas especialmente para a viúva, os órfãos, estrangeiros e pobres, que não estavam em posição de se defender, e assim são frequentemente mencionados na Bíblia como alvos do cuidado e amparo de Deus.

Além disso, o povo de Deus não devia nem pensar mal uns dos outros.

Zacarias 7 e os Corações endurecidos

Em Zacarias 7.11-14 está escrito:

“Mas eles se recusaram a dar atenção; teimosamente viraram as costas e taparam os ouvidos. Endureceram o coração para não ouvirem a Lei e as palavras que o Senhor dos Exércitos tinha falado pelo seu Espírito por meio dos antigos profetas. Por isso o Senhor dos Exércitos irou-se muito”. ” ‘Quando eu os chamei, não deram ouvidos; por isso, quando eles me chamarem, também não ouvirei’, diz o Senhor dos Exércitos. ‘Eu os espalhei com um vendaval entre nações que eles nem conhecem. A terra que deixaram para trás ficou tão destruída que ninguém podia atravessá-la. Foi assim que transformaram a terra aprazível em ruínas’ “.

A geração anterior havia sido desobediente; viraram as costas e taparam os ouvidos para a Palavra e vontade de Deus.

Eles endureceram seus corações e não ouviram nem obedeceram às palavras que o Senhor Todo-Poderoso havia enviado pelo Seu Espírito por meio dos profetas anteriores.

Esta declaração não apenas coloca as palavras dos profetas de antes do exílio em pé de igualdade com a Lei mosaica, mas também identifica o Espírito de Deus como a Fonte de inspiração profética que falou por meio de agentes humanos, como lemos em 2 Timóteo 3:16 e 2 Pedro 1: 21.

A desobediência do povo à verdade revelada resultou em ira divina, e os resultados são apontados aqui:

1. O Senhor não ouve suas orações (v.13);

2. Foram dispersos entre as nações (v.14);

3. A terra foi desolada (v.14);

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