Mateus 2 Estudo: Por que os magos procuraram o menino Jesus?

Mateus - Bíblia de Estudo Online

O capítulo 2 de Mateus dá sequência ao anúncio do nascimento de Jesus, agora revelando como esse evento mexeu com o cenário político e espiritual da época. Estamos no reinado de Herodes, conhecido como Herodes, o Grande, governante cruel e paranoico, colocado no trono pelos romanos. Ele não era judeu, mas idumeu, o que já causava desconfiança e desprezo entre o povo.

Esse é o pano de fundo histórico em que o Rei prometido nasce em Belém, uma vila pequena, mas cheia de significado profético. Jesus chega ao mundo num contexto de tensão, ameaças e expectativas messiânicas, conforme já vimos também no início do Evangelho, em Mateus 1.

Teologicamente, Mateus destaca o controle soberano de Deus. Mesmo em meio à oposição política e religiosa, o plano divino segue seu curso. As promessas do Antigo Testamento começam a se cumprir com precisão.

William Hendriksen explica: “Mateus não apenas registra os fatos históricos, mas mostra como Deus dirige cada detalhe para cumprir seu propósito eterno” (HENDRIKSEN, 2001, p. 127).

Quem eram os magos e por que buscaram Jesus? (Mateus 2.1–2)

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“Depois que Jesus nasceu em Belém da Judéia, nos dias do rei Herodes, magos vindos do Oriente chegaram a Jerusalém e perguntaram: Onde está o recém-nascido rei dos judeus? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”.

Os magos eram estudiosos dos astros, provavelmente vindos da região da Pérsia ou Babilônia. Não eram reis, nem sabemos se eram apenas três, como diz a tradição popular. Essa ideia surgiu por causa dos três presentes mencionados.

O mais impressionante é que esses homens, estrangeiros, discerniram que algo grandioso estava acontecendo em Israel e vieram buscar o Rei, com o objetivo claro: adorá-lo. Isso aponta desde já para o alcance universal da salvação em Jesus, algo que se confirma em Mateus 28.19, quando Cristo envia seus discípulos a todas as nações.

R. C. Sproul comenta: “Deus, em sua providência, moveu até mesmo gentios para reconhecerem o Messias, mostrando que a salvação não seria restrita a Israel” (SPROUL, 2010, p. 28).

Por que Herodes e Jerusalém ficaram alarmados? (Mateus 2.3–6)

A notícia do nascimento de um “rei dos judeus” deixa Herodes inquieto. Sendo um governante inseguro e cruel, qualquer ameaça ao seu trono era intolerável. Mas o espanto não foi só dele — “toda Jerusalém” também se alarmou.

Mateus mostra como o nascimento de Jesus dividiu as pessoas. Uns buscaram adorá-lo, outros o rejeitaram ou ficaram indiferentes, algo que continua até hoje.

Os mestres da lei e sacerdotes, consultados por Herodes, sabiam exatamente onde o Messias nasceria: Belém, conforme a profecia de Miqueias 5.2. Essa cidade, onde Davi nasceu, agora abrigaria o nascimento do Rei prometido, o Bom Pastor de Israel, como o próprio Jesus se descreve depois em João 10.11.

O curioso é que, apesar de conhecerem as Escrituras, esses líderes não demonstram interesse em ir até Belém. Sabiam, mas não buscaram. Isso revela que o mero conhecimento bíblico, sem fé e ação, não transforma o coração.

Qual o verdadeiro plano de Herodes? (Mateus 2.7–8)

Herodes age com falsidade. Secretamente investiga os magos sobre o tempo do aparecimento da estrela e os envia a Belém, dizendo que também deseja adorar o menino. Mas, na verdade, o objetivo dele era eliminar qualquer concorrência ao trono.

Aqui vemos o contraste entre o coração dos magos e o de Herodes: enquanto uns buscam adorar, o outro planeja destruir. Essa oposição entre luz e trevas será uma constante ao longo da vida de Jesus, como Mateus detalha em Mateus 4.

O que aconteceu quando os magos encontraram Jesus? (Mateus 2.9–11)

Os magos seguem sua jornada e a estrela reaparece, guiando-os até onde estava o menino. Não o encontram mais em uma manjedoura, mas em uma casa. Isso reforça que o nascimento já havia ocorrido há algum tempo.

Ao verem o menino com Maria, “prostraram-se e o adoraram”. Gentios reconhecendo Jesus como Rei e Salvador. Um símbolo claro de que o Messias veio para todos os povos.

Os presentes oferecidos — ouro, incenso e mirra — são ricos de significado:

  • Ouro: símbolo de realeza, digno de um Rei.
  • Incenso: usado no culto a Deus, reconhecendo a divindade de Jesus.
  • Mirra: usada em embalsamamento, apontando para o sofrimento e morte que Jesus enfrentaria.

William Hendriksen destaca: “Os presentes, além de valiosos, revelam a percepção espiritual que os magos tinham sobre a missão do menino: Rei, Sacerdote e Salvador” (HENDRIKSEN, 2001, p. 131).

Como Deus protegeu Jesus? (Mateus 2.12–15)

Mais uma vez, Deus age soberanamente. Os magos são advertidos em sonho a não voltarem a Herodes, e José também recebe instrução divina: deve fugir para o Egito com Maria e o menino.

Além de preservar a vida do Salvador, essa fuga cumpre a profecia de Oséias 11.1: “Do Egito chamei o meu filho”. O retorno de Jesus do Egito simboliza a repetição, em Cristo, da trajetória do próprio Israel, o povo de Deus, como Mateus vai reforçar mais adiante em Mateus 5.

R. C. Sproul explica: “Jesus revive a história de Israel, mas sem falhas, sendo o Filho perfeito que cumpre o propósito de Deus” (SPROUL, 2010, p. 30).

O que foi o massacre dos inocentes? (Mateus 2.16–18)

Herodes, ao perceber que foi enganado, fica furioso e manda matar todos os meninos de até dois anos em Belém e arredores.

Embora não haja registros históricos fora dos Evangelhos sobre esse episódio, ele se encaixa perfeitamente no perfil cruel de Herodes, conhecido por assassinar parentes e opositores políticos sem hesitar.

Mateus vê nesse episódio o cumprimento de Jeremias 31.15, onde Raquel chora pelos filhos perdidos. Esse lamento, originalmente ligado ao exílio babilônico, ganha aqui uma dimensão mais profunda: o sofrimento causado pelo ódio ao Messias.

Por que Jesus foi morar em Nazaré? (Mateus 2.19–23)

Com a morte de Herodes, José recebe nova orientação para retornar, mas teme o governo de Arquelau na Judeia. Guiado novamente por Deus, muda-se para Nazaré, na Galileia.

Mateus interpreta isso como cumprimento profético, ainda que não exista uma citação literal no Antigo Testamento dizendo: “Ele será chamado Nazareno”. O sentido aqui é teológico. Nazaré era uma cidade desprezada, e o Messias seria alguém rejeitado e menosprezado, como Isaías 53 descreve.

Quais profecias se cumprem em Mateus 2?

O capítulo 2 mostra claramente o cumprimento de promessas antigas:

  • Miqueias 5.2: O nascimento em Belém.
  • Oséias 11.1: A chamada do Filho do Egito.
  • Jeremias 31.15: O pranto pelo massacre.
  • Profecias gerais: O desprezo e rejeição do Messias, simbolizados por Nazaré.

Esses cumprimentos não são acidentais. Revelam o plano meticuloso de Deus, algo que Mateus desenvolve em todo o Evangelho, como também vemos em Mateus 11.

O que Mateus 2 ensina para nossa vida?

Primeiro, eu aprendo que Deus governa a história. Nenhuma ação humana, nem mesmo a crueldade de um Herodes, pode impedir seus planos.

Segundo, a fé exige ação. Os magos viajaram quilômetros para adorar. Os líderes de Jerusalém sabiam onde o Messias estava, mas não foram. Conhecer a Bíblia sem compromisso com Jesus não transforma ninguém.

Terceiro, a verdadeira adoração envolve entrega. Os magos ofertaram o melhor. Isso me desafia a avaliar se estou oferecendo meu tempo, meus recursos e meu coração ao Senhor.

Quarto, seguir Jesus envolve risco e oposição. Desde o nascimento, o Salvador foi rejeitado, ameaçado e desprezado. Isso não mudou. Ser cristão hoje também exige coragem.

Por fim, a história de Mateus 2 me lembra que Deus cuida dos seus. José, Maria e Jesus não estavam sozinhos. Nem eu estou. Mesmo nos momentos de perigo, o Senhor dirige os passos dos que confiam nele, como o próprio Jesus promete em Mateus 28.20.

Conclusão

Mateus 2 é muito mais do que um relato natalino. É uma afirmação poderosa: o Rei nasceu, as promessas se cumprem, Deus governa a história e nada pode frustrar seus planos.

O que faço com isso? Como os magos, quero buscar Jesus com alegria. Como José, quero obedecer mesmo quando não entendo tudo. E como Maria, quero confiar no cuidado de Deus, sabendo que Ele sempre cumpre sua Palavra.


Perguntas frequentes sobre Mateus 2

O que é Mateus 2?

Narra a visita dos magos ao menino Jesus, a fúria de Herodes, a fuga para o Egito e o retorno a Nazaré, mostrando o cumprimento de várias profecias sobre o Messias.

Quem eram os magos de Mateus 2?

Eram sábios do Oriente que, guiados por uma estrela, vieram adorar o rei dos judeus recém-nascido, representando as nações que buscam e reconhecem o Messias.

Por que Herodes quis matar Jesus?

Porque temia perder o trono para o rei que havia nascido; a sua reação revela a hostilidade do mundo contra o reinado de Cristo desde o início.

Qual a lição de Mateus 2 para hoje?

Que Deus protege o seu plano de salvação e que vale a pena buscar e adorar a Cristo, mesmo quando o mundo o rejeita ou se opõe a ele.

Como Mateus 2 aponta para Cristo?

Apresenta Jesus como o Rei que as nações adoram e que cumpre as profecias, revivendo a história de Israel ao ser chamado do Egito como verdadeiro Filho de Deus.

Referências

HENDRIKSEN, William. O Comentário do Novo Testamento: Mateus. São Paulo: Cultura Cristã, 2001.
SPROUL, R. C. Estudos Bíblicos Expositivos em Mateus. São Paulo: Cultura Cristã, 2010.
Bíblia Sagrada. Nova Versão Internacional. São Paulo: Sociedade Bíblica Internacional, 2001.

Mateus 1 Estudo: o que a genealogia revela sobre Jesus?

Mateus - Bíblia de Estudo Online

Mateus 1 marca o início do Novo Testamento e apresenta Jesus Cristo como a realização das promessas feitas a Abraão e Davi. Para leitores judeus do primeiro século, a linhagem era fundamental. O autor sabia disso e, inspirado pelo Espírito Santo, começa seu Evangelho com uma genealogia meticulosamente organizada para mostrar que Jesus é o Messias prometido.

Ao escrever “Registro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão” (Mateus 1.1), ele conecta Jesus diretamente à aliança davídica (2 Samuel 7) e à aliança abraâmica (Gênesis 12). Isso não é apenas uma introdução; é uma afirmação messiânica poderosa.

Conforme observa R. C. Sproul, “Mateus escreveu seu Evangelho para provar que Jesus era o Messias, o Rei que Israel esperava, e que cumpria todas as promessas do Antigo Testamento” (SPROUL, 2010, p. 5).

A lista de nomes é dividida em três grupos de catorze gerações: de Abraão até Davi, de Davi até o exílio, e do exílio até Cristo (v. 17). A escolha do número 14 não é aleatória. O nome “Davi” em hebraico tem valor numérico 14 (dalet = 4, vav = 6, dalet = 4). Ou seja, cada seção aponta para Davi, reafirmando que Jesus é seu legítimo herdeiro. O nome “Cristo” significa “ungido” — título messiânico reservado ao rei esperado (Isaías 9.6–7).

William Hendriksen comenta que “a repetição do número quatorze parece ser um dispositivo mnemônico e teológico, destacando a centralidade de Davi na história da redenção” (HENDRIKSEN, 2001, p. 107).

Mateus inclui ainda quatro mulheres na genealogia: Tamar, Raabe, Rute e a mulher de Urias. Todas têm histórias marcadas por escândalos ou eram gentias. Isso mostra que Deus usa pessoas improváveis para cumprir seus propósitos — um tema que também aparece em Lucas 7.

📜 Índice de Conteúdo

  1. Por que Mateus começa com uma genealogia? (Mateus 1.1–17)
  2. Por que José é essencial na história do nascimento de Jesus? (Mateus 1.18–19)
  3. Como foi o nascimento de Jesus segundo Mateus? (Mateus 1.18–23)
  4. O que significa o nome Jesus? (Mateus 1.21)
  5. Como José respondeu à revelação divina? (Mateus 1.24–25)
  6. Como Mateus 1 cumpre as promessas do Antigo Testamento? (Mateus 1.1–25)
  7. O que aprendemos com Mateus 1 hoje? (Mateus 1.1–25)
  8. Conclusão
  9. Referências

Por que Mateus começa com uma genealogia? (Mateus 1.1–17)

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“Registro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.” (Mateus 1.1)

Mateus não inicia seu Evangelho com um milagre ou com o nascimento de Jesus, mas com uma lista de nomes. Para leitores modernos, isso pode parecer anticlimático — mas para um judeu do primeiro século, era uma declaração poderosa e estratégica.

Ao apresentar a genealogia logo de início, Mateus está dizendo, com todas as letras: Jesus é o cumprimento das promessas feitas a Abraão e a Davi. Ele não é apenas mais um mestre ou profeta. Ele é o Messias esperado, o legítimo herdeiro da história redentora de Israel.

1. A genealogia confirma a identidade messiânica de Jesus

Mateus destaca dois nomes antes de qualquer outro: Davi e Abraão (Mateus 1.1). Isso conecta Jesus a:

  • Abraão: o pai da fé e da promessa de bênção às nações (Gênesis 12.3).
  • Davi: o rei a quem Deus prometeu um trono eterno (2 Samuel 7.12–16).

Essas duas alianças são os pilares da esperança messiânica do Antigo Testamento. Começar com a genealogia é o modo de Mateus dizer: “O Rei prometido chegou.”

2. A estrutura em três grupos de 14 destaca Davi como figura central

Mateus organiza a genealogia em três blocos de 14 gerações (v. 17), e isso não é acidental. O nome “Davi” em hebraico (דוד) tem valor numérico 14 (Dalet = 4, Vav = 6, Dalet = 4). Ou seja, a repetição do número 14 é um recurso teológico e mnemônico para enfatizar que Jesus é o “filho de Davi” por excelência.

Como comenta William Hendriksen:

“A repetição do número quatorze parece ser um dispositivo mnemônico e teológico, destacando a centralidade de Davi na história da redenção.” (HENDRIKSEN, 2001, p. 107)

3. Mateus mostra que Deus usa pessoas improváveis para cumprir seu plano

Na genealogia aparecem quatro mulheres: Tamar, Raabe, Rute e a mulher de Urias (Bate-Seba). Todas têm histórias de escândalo, marginalização ou origem gentílica. Isso mostra que a linhagem do Messias inclui:

  • Uma mulher que se disfarçou de prostituta (Tamar – Gênesis 38)
  • Uma prostituta gentia de Jericó (Raabe – Josué 2)
  • Uma moabita (Rute – Rute 1)
  • Um adultério e assassinato encoberto (Bate-Seba – 2 Samuel 11)

Ao incluir esses nomes, Mateus demonstra que a graça de Deus transcende as falhas humanas e as barreiras culturais. O Messias veio de uma linhagem marcada pela misericórdia — não pela perfeição.

4. A genealogia prepara o leitor para o nascimento virginal

Mateus termina a lista com uma ruptura proposital na fórmula usada até então:

“Jacó gerou José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo.” (Mateus 1.16)

A expressão “da qual nasceu” está no feminino singular, enfatizando que Jesus nasceu de Maria, e não de José. Isso preserva o mistério da concepção virginal, que será explicada a seguir (Mateus 1.18–23), mas já é antecipada aqui de maneira sutil.

Perguntas frequentes sobre Mateus 1

O que é Mateus 1?

É o capítulo de abertura do Novo Testamento, com a genealogia de Jesus e o anúncio do seu nascimento, mostrando que ele é o Messias prometido, filho de Davi e filho de Abraão.

Por que Mateus começa com uma genealogia?

Para provar que Jesus é o herdeiro legítimo das promessas feitas a Abraão e a Davi, ligando a sua vinda a toda a história de Israel e ao plano de Deus.

O que significa o nome Emanuel em Mateus 1?

Significa Deus conosco. O anjo anuncia que a criança nascida de Maria cumpre a profecia de Isaías, revelando que em Jesus o próprio Deus veio habitar entre nós.

Qual a lição de Mateus 1 para hoje?

Que Deus é fiel às suas promessas e age na história, inclusive por meio de pessoas falhas, para trazer o Salvador e cumprir o seu plano de redenção.

Como Mateus 1 aponta para Cristo?

Todo o capítulo apresenta Jesus como o Messias esperado: filho de Davi, filho de Abraão, concebido pelo Espírito Santo e chamado a salvar o seu povo dos pecados.

5. A genealogia mostra que Deus controla a história

Ao olhar para os nomes — reis, pecadores, estrangeiras, exilados — vemos que Deus conduz a história, mesmo por caminhos quebrados e obscuros, até o cumprimento perfeito em Cristo. Ele é o clímax de uma narrativa que começou em Gênesis e termina em Apocalipse.

Por que José é essencial na história do nascimento de Jesus? (Mateus 1.18–19)

José, embora não seja o pai biológico de Jesus, é seu pai legal. A genealogia é feita por meio dele (Mateus 1.16). Ao assumir Jesus como filho, ele legitima sua linhagem real.

A NVI diz: “Jacó gerou José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo”. O texto é cuidadoso ao afirmar que Jesus nasceu de Maria, não de José, preservando a concepção virginal. Isso aponta para o nascimento sobrenatural, profetizado em Isaías 7.14 e retomado por Mateus logo à frente.

Mateus destaca que José era justo (v. 19) e, ao ser informado pelo anjo em sonho, obedece sem hesitar. Isso o torna um exemplo de fé e submissão, como outros servos de Deus, inclusive Abraão, que também respondeu prontamente a revelações divinas (Gênesis 22).

Como foi o nascimento de Jesus segundo Mateus? (Mateus 1.18–23)

“Foi assim o nascimento de Jesus Cristo…” (v. 18). Com essa frase, Mateus descreve o momento central da história da humanidade. Maria estava prometida a José, mas antes de viverem juntos, foi encontrada grávida pelo Espírito Santo.

Essa gravidez sobrenatural cumpre a profecia de Isaías 7.14, citada em Mateus 1.23: “A virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe chamarão Emanuel”. Emanuel significa Deus conosco — um tema que será reafirmado no final do Evangelho em Mateus 28.20: “E estarei sempre com vocês…”

R. C. Sproul explica: “Ao nascer de uma virgem, Jesus escapa da herança adâmica de pecado, permanecendo plenamente Deus e plenamente homem, sem mácula” (SPROUL, 2010, p. 12).

O que significa o nome Jesus? (Mateus 1.21)

O anjo orienta José: “Você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados”. O nome Jesus, forma grega do hebraico Yeshua, significa “O Senhor é salvação”. Esse nome revela a missão de Cristo com clareza e poder.

Essa ênfase aparece também em João 3.16–17, onde o propósito da vinda de Jesus é claramente declarado: salvar, não condenar.

Como José respondeu à revelação divina? (Mateus 1.24–25)

A postura de José contrasta com a de Zacarias (Lucas 1), que duvidou do anjo. José, ao acordar, “fez o que o anjo do Senhor lhe tinha ordenado” (v. 24). Recebe Maria como esposa, mas não tem relações com ela até o nascimento de Jesus (v. 25).

Essa atitude mostra reverência e fé. José não aparece muito nos Evangelhos, mas seu papel no plano de Deus é marcante: ele protege, honra e sustenta a missão divina em silêncio e obediência.

Como Mateus 1 cumpre as promessas do Antigo Testamento? (Mateus 1.1–25)

Mateus 1 é uma tapeçaria teológica de promessas cumpridas. Ele conecta o nascimento de Jesus a alianças fundamentais:

  • Aliança com Abraão (Gênesis 12.3): Jesus traria bênção às nações.
  • Aliança com Davi (2 Samuel 7.12–16): Jesus seria o rei eterno da linhagem de Davi.
  • Nascimento virginal (Isaías 7.14): a profecia é citada e aplicada a Maria.
  • Emanuel — Deus conosco: tema que ecoa até Mateus 28.

Essas promessas não são apenas cumpridas — são destacadas com precisão. Isso nos ajuda a confiar que o plano de Deus segue firme, como vemos também em Apocalipse 21.

O que aprendemos com Mateus 1 hoje? (Mateus 1.1–25)

Deus cumpre Suas promessas. A genealogia mostra que o Senhor age na história, mesmo por meio de pessoas falhas. Jesus é o centro da história.

Ele é o cumprimento das alianças, o Rei prometido, o Salvador do mundo. A graça inclui os improváveis. Tamar, Raabe e Rute mostram que o evangelho não se limita aos “certinhos”.

A misericórdia de Deus alcança os rejeitados. A obediência gera frutos. José poderia ter abandonado Maria. Em vez disso, seguiu a direção de Deus.

Isso me desafia a confiar mesmo quando não entendo tudo. Deus está conosco. Emanuel não é só um nome, é uma realidade. Em tempos difíceis, essa verdade sustenta a fé.

Jesus salva do pecado. O maior problema humano não é externo, é interno. Jesus veio para tratar a raiz do mal. A Bíblia é uma só história.

De Gênesis a Mateus, vemos uma linha vermelha: Deus prometendo, preparando e cumprindo a salvação por meio de Cristo.

Conclusão

Mateus 1 não é apenas uma introdução — é uma proclamação: Jesus é o Messias, o Rei prometido, o Salvador que veio ao mundo para nos redimir. Sua genealogia, seu nascimento sobrenatural, seu nome e sua missão revelam que ele é o cumprimento de tudo que os profetas anunciaram.

Ao ler este capítulo, percebo que a história de Jesus é também a história da fidelidade de Deus. Ele não falha, não se atrasa, e cumpre tudo o que prometeu. Como em Apocalipse 3, Ele ainda bate à porta. E quando abrimos, Ele entra — para ficar.

Referências

Malaquias 4 Estudo: como o Antigo Testamento termina apontando para Cristo?

Malaquias

Malaquias 4 encerra o Antigo Testamento anunciando o dia do Senhor. Esse dia vem “ardendo como fornalha; todos os soberbos e todos os que cometem impiedade serão como palha” (4.1). Mas há uma promessa gloriosa para os fiéis: “para vós que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, e cura trará nas suas asas” (4.2). O capítulo termina com dois apelos: “lembrai-vos da lei de Moisés” (4.4) e a promessa “eis que eu vos enviarei o profeta Elias” (4.5-6), que aponta para João Batista e para a vinda de Cristo.

Como termina a primeira parte da história da salvação? Não em desespero, mas em esperança. Malaquias 4 fecha o Antigo Testamento com os olhos voltados para o futuro: um dia de juízo para os ímpios, mas de cura e alegria para os que temem a Deus, e a promessa de um precursor que prepararia o caminho do Messias.

Qual é o contexto histórico e teológico de Malaquias 4?

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Neste estudo você vai ver:

  • O dia ardente como fornalha para os soberbos.
  • O sol da justiça que nasce com cura nas asas.
  • O chamado a lembrar a lei de Moisés.
  • A promessa do envio de Elias e o fim do Antigo Testamento.

No texto hebraico, este capítulo faz parte de Malaquias 3, formando o fecho da grande seção sobre o dia do Senhor. Ele contrasta dois destinos no mesmo dia: fornalha para os soberbos e sol da justiça para os tementes. É a última palavra profética antes de quatrocentos anos de silêncio, até a vinda de João Batista e de Cristo.

O estudo dá sequência a Malaquias 3. Com ele, concluímos o livro de Malaquias e todo o Antigo Testamento.

Como se desenvolve a análise do texto bíblico em Malaquias 4?

O dia ardente e o sol da justiça (4.1-3)

O dia do juízo é descrito como fornalha: “…eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos e todos os que cometem impiedade serão como palha… e não lhes deixará nem raiz nem ramo” (4.1). É a destruição total dos que a nação chamava de bem-aventurados.

Mas para os fiéis o mesmo dia é salvação: “Mas para vós que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, e cura trará nas suas asas; e saireis e saltareis como bezerros da estrebaria” (4.2). A alegria substitui o medo, e os justos pisariam os ímpios reduzidos a cinza (4.3).

A lei de Moisés (4.4)

O primeiro apelo final é retrospectivo: “Lembrai-vos da lei de Moisés, meu servo, que lhe mandei em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos” (4.4).

Não é um mandamento passageiro, mas o chamado a guardar a essência da lei como expressão da santidade de Deus. Assim o povo escaparia da maldição e participaria da salvação prometida aos que temem ao Senhor.

A promessa de Elias (4.5-6)

O segundo apelo é prospectivo: “Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor; e ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais” (4.5-6).

Esse Elias não é o profeta em pessoa, mas alguém com o seu espírito e poder, cumprido em João Batista. Sua missão seria reconciliar o povo com Deus, restaurando nos filhos o coração dos pais fiéis, para que a vinda do Senhor não fosse de maldição, mas de bênção. Assim termina o Antigo Testamento.

Como Malaquias 4 se conecta com Cristo e o evangelho?

O fim do Antigo Testamento aponta diretamente para Cristo:

  • O Sol da justiça: “para vós que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, e cura trará nas suas asas” (4.2) foi lido pela igreja, desde os primeiros séculos, como referência a Cristo, que traz justiça, luz e cura (Lucas 1.78-79).
  • Elias que havia de vir: a promessa “eu vos enviarei o profeta Elias” (4.5) cumpre-se em João Batista, que veio “no espírito e virtude de Elias” para preparar o povo (Lucas 1.17; Mateus 11.14; 17.10-13).
  • A lei e os profetas apontam para Cristo: o chamado a “lembrar da lei de Moisés” (4.4) prepara para aquele que não veio revogar a lei, mas cumpri-la (Mateus 5.17).
  • O Dia do Senhor: o dia que vem “ardendo como fornalha” (4.1) anuncia o juízo final, do qual só há refúgio nos que temem o nome do Senhor, salvos em Cristo (2 Pedro 3.7,12).

Quais são as lições espirituais e aplicações práticas de Malaquias 4?

Malaquias 4 me lembra que o mesmo dia de Deus tem dois desfechos, dependendo de onde está o meu coração. Para quem despreza a Deus, é fornalha; para quem o teme, é o nascer do sol da justiça. A minha resposta ao Senhor determina se aguardo esse dia com medo ou com esperança.

É lindo perceber que o Antigo Testamento não termina em juízo, mas em promessa. A última palavra aponta para um precursor e para o sol da justiça que havia de nascer. Esse sol é Cristo. O silêncio que se seguiu foi apenas a espera pela maior das boas novas: a vinda do Salvador.

Perguntas frequentes sobre Malaquias 4

Sobre o que fala Malaquias 4?

Malaquias 4 encerra o Antigo Testamento com o anúncio do dia do Senhor. Esse dia vem “ardendo como fornalha” para os soberbos e ímpios (4.1), mas para os que temem a Deus “nascerá o sol da justiça, e cura trará nas suas asas” (4.2). O capítulo termina com o chamado à lei de Moisés e a promessa do envio de Elias.

O que é o “sol da justiça” em Malaquias 4.2?

É a imagem da salvação que Deus traz aos que o temem, em contraste com o juízo sobre os ímpios. Desde os primeiros séculos, a igreja entende essa expressão como referência a Cristo, o sol nascente que traz justiça, luz e cura, fazendo o seu povo saltar de alegria como bezerros soltos.

Quem é o Elias prometido em Malaquias 4.5?

Não é o profeta Elias em pessoa, mas alguém com o mesmo espírito e poder dele. O Novo Testamento identifica esse Elias com João Batista, que veio “no espírito e virtude de Elias” para preparar o caminho do Senhor (Lucas 1.17). Jesus confirma isso em Mateus 11.14 e 17.10-13.

Por que Malaquias 4 manda lembrar a lei de Moisés?

Porque a lei, dada no Horebe, expressa a santidade de Deus e o caminho da vida diante dele. O chamado a lembrá-la é uma exortação a permanecer fiel, para que no dia do juízo o povo escape da maldição e participe da salvação. Aponta para Cristo, que veio cumprir a lei.

Por que Malaquias é o último livro do Antigo Testamento?

Porque, depois de Malaquias, nenhum profeta surgiu em Israel até o cumprimento da promessa: Elias apareceu em João Batista, e logo o Senhor veio ao seu templo em Jesus Cristo. O livro fecha o Antigo Testamento apontando para a vinda do Messias, criando expectativa pelo evangelho.

Referências

BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. Revista e Corrigida. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2009.

KEIL, Carl Friedrich; DELITZSCH, Franz. Commentary on the Old Testament. Peabody: Hendrickson, 1996.

WALTON, John H.; MATTHEWS, Victor H.; CHAVALAS, Mark W. Comentário Histórico-Cultural da Bíblia: Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2018. Disponível em: aqui.

Malaquias 3 Estudo: o que significa “provai-me nisto”, diz o Senhor?

Malaquias

Malaquias 3 anuncia a vinda do Senhor precedida de um mensageiro: “eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; e de repente virá ao seu templo o Senhor… e o anjo do concerto” (3.1). Essa vinda traz juízo purificador, “como o fogo do ourives” (3.2-3). Deus então chama o povo ao arrependimento e à fidelidade nos dízimos, com um convite ousado: “provai-me nisto… se eu não vos abrir as janelas do céu” (3.10). E promete um “livro de memória” para os que temem ao Senhor (3.16-18).

Diante das injustiças da vida, o povo perguntava “onde está o Deus do juízo?”. Malaquias 3 responde: ele virá, e a sua vinda separa o precioso do vil. É um capítulo que combina advertência e esperança, mostrando que Deus vê, registra e recompensa os que lhe são fiéis.

Qual é o contexto histórico e teológico de Malaquias 3?

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O capítulo responde à pergunta cética de Malaquias 2.17 (“onde está o Deus do juízo?”). No contexto pós-exílico, com verbas do templo cortadas e o povo negligenciando os dízimos, Deus confronta a infidelidade e reafirma a sua imutabilidade e o seu cuidado com o remanescente fiel.

O estudo dá sequência a Malaquias 2 e continua em Malaquias 4.

Como se desenvolve a análise do texto bíblico em Malaquias 3?

O mensageiro e o refino (3.1-6)

Deus anuncia o precursor e a sua própria vinda: “…eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; e de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, e o anjo do concerto, a quem vós desejais” (3.1).

Mas essa vinda é provação: “…quem suportará o dia da sua vinda?… porque ele será como o fogo do ourives e como o sabão dos lavandeiros” (3.2). Ele purificaria os filhos de Levi (3.3). E o juízo alcançaria os feiticeiros, adúlteros e opressores (3.5), pois “Eu, o Senhor, não mudo” (3.6).

O desafio dos dízimos (3.7-12)

O chamado é ao arrependimento: “Tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós” (3.7). E vem a acusação surpreendente: “Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais… nos dízimos e nas ofertas alçadas” (3.8).

Então Deus faz um convite ousado à confiança: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro… e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança” (3.10). A fidelidade abre caminho para a bênção.

O livro de memória (3.13-18)

O povo murmurava, dizendo ser inútil servir a Deus (3.13-15). Mas havia um remanescente diferente: “Então, os que temeram ao Senhor falavam cada um com o seu companheiro; e o Senhor atentava e ouvia; e um memorial foi escrito diante dele, para os que temeram ao Senhor” (3.16).

A promessa é preciosa: “…eles serão para mim particular tesouro, naquele dia que farei… e poupá-los-ei como um homem poupa a seu filho, que o serve” (3.17). No fim, ficaria clara a diferença entre o que serve a Deus e o que não o serve (3.18).

Como Malaquias 3 se conecta com Cristo e o evangelho?

Malaquias 3 é um dos capítulos mais citados no Novo Testamento:

  • O mensageiro do concerto: “eis que envio o meu mensageiro, que preparará o caminho” (3.1) cumpre-se em João Batista, o precursor de Cristo, o Senhor que veio ao seu templo (Mateus 11.10; Marcos 1.2).
  • O fogo purificador: o Senhor “como o fogo do ourives” (3.2-3) aponta para a obra de Cristo, que purifica o seu povo e o refina para oferecer culto em justiça (Tito 2.14).
  • Deus não muda: “eu, o Senhor, não mudo” (3.6) é o fundamento da nossa esperança, ecoado em “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e eternamente” (Hebreus 13.8) e em Tiago 1.17.
  • O livro de memória: o registro dos que temem ao Senhor (3.16-17) aponta para o livro da vida e para a promessa de sermos a propriedade peculiar de Deus em Cristo (Filipenses 4.3).

Quais são as lições espirituais e aplicações práticas de Malaquias 3?

Malaquias 3 me ensina a confiar em Deus com o que tenho. O convite “provai-me nisto” mostra um Deus que se dispõe a demonstrar a sua fidelidade a quem O honra em primeiro lugar, inclusive na área dos recursos. Reter de Deus é, no fundo, desconfiança; entregar é confiança.

O capítulo também me consola com o “livro de memória”. Num tempo em que servir a Deus parecia inútil, ele registrava os nomes dos fiéis e prometia poupá-los como um pai poupa o filho. Deus vê e não esquece a fidelidade dos seus, mesmo quando ninguém mais parece notar.

Perguntas frequentes sobre Malaquias 3

Quem é o mensageiro de Malaquias 3.1?

É o mensageiro que prepararia o caminho antes da vinda do Senhor ao seu templo. O Novo Testamento identifica esse mensageiro com João Batista, o precursor de Jesus (Mateus 11.10; Marcos 1.2). O “Senhor” e o “anjo do concerto” que viriam ao templo apontam para Cristo.

O que significa o “fogo do ourives” em Malaquias 3.2-3?

É a imagem do juízo purificador. Assim como o ourives refina a prata e o ouro no fogo, separando as impurezas, o Senhor purificaria os filhos de Levi e o seu povo. O objetivo não é apenas destruir, mas refinar, para que ofereçam a Deus um culto em justiça.

O que Malaquias 3 ensina sobre os dízimos?

Deus acusa o povo de roubá-lo nos dízimos e ofertas (3.8) e faz um convite ousado: “trazei todos os dízimos à casa do tesouro… e provai-me nisto… se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida” (3.10). É um chamado à fidelidade e à confiança.

O que significa “eu, o Senhor, não mudo” (Malaquias 3.6)?

É a declaração da imutabilidade de Deus. Porque ele é fiel e não muda os seus propósitos, o seu povo não é consumido, apesar dos pecados. Essa constância divina é a base da esperança: o Deus que prometeu permanece o mesmo, e por isso a sua palavra se cumpre.

O que é o “livro de memória” em Malaquias 3.16?

É o registro que Deus faz dos que o temem e honram o seu nome. Em contraste com os que murmuravam, os fiéis falavam uns com os outros, e Deus os ouvia. Ele promete que serão a sua “propriedade peculiar” no dia da sua vinda, poupados como um pai poupa o filho que o serve.

Referências

BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. Revista e Corrigida. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2009.

KEIL, Carl Friedrich; DELITZSCH, Franz. Commentary on the Old Testament. Peabody: Hendrickson, 1996.

WALTON, John H.; MATTHEWS, Victor H.; CHAVALAS, Mark W. Comentário Histórico-Cultural da Bíblia: Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2018. Disponível em: aqui.

Malaquias 2 Estudo: dá para agradar a Deus sendo infiel nos compromissos?

Malaquias

Malaquias 2 continua a repreensão aos sacerdotes e acrescenta a acusação ao povo. Primeiro, a maldição sobre os sacerdotes infiéis (2.1-3), contrastada com a aliança de Levi, de “vida e paz”, quando o sacerdote guardava a verdade e era “o mensageiro do Senhor dos Exércitos” (2.4-7). Depois, a acusação a Judá: “não temos todos um mesmo Pai?” (2.10). O povo agia deslealmente, casando-se com “a filha de deus estranho” (2.11) e repudiando as esposas da mocidade, ao que Deus responde: “aborreço o repúdio” (2.16).

Deus se importa com a forma como tratamos os compromissos mais sagrados, diante dele e diante das pessoas. Malaquias 2 mostra que a fidelidade a Deus e a fidelidade nos relacionamentos, especialmente no casamento, estão profundamente ligadas.

Qual é o contexto histórico e teológico de Malaquias 2?

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Neste estudo você vai ver:

  • A maldição sobre os sacerdotes infiéis.
  • A aliança de Levi: vida, paz e verdade.
  • A traição pela união com deuses estranhos.
  • O divórcio: “aborreço o repúdio”, diz o Senhor.

No pós-exílio, o sacerdócio havia se degradado, e os casamentos mistos com mulheres idólatras eram um problema real, condenado também por Esdras e Neemias. O divórcio era comum e fácil na época, como mostram documentos judaicos do período persa. Malaquias confronta essas duas infidelidades.

O estudo dá sequência a Malaquias 1 e continua em Malaquias 3.

Como se desenvolve a análise do texto bíblico em Malaquias 2?

A aliança de Levi (2.1-9)

A repreensão aos sacerdotes vem com maldição: “…se não derdes ouvidos… enviarei sobre vós a maldição e amaldiçoarei as vossas bênçãos” (2.2). Deus contrasta essa infidelidade com o ideal: “A minha aliança com ele foi de vida e de paz… A lei da verdade esteve na sua boca… e a muitos fez tornar da iniquidade” (2.5-6).

O papel do sacerdote era elevado: “…os lábios do sacerdote guardarão o conhecimento, e da sua boca buscarão a lei, porque ele é o mensageiro do Senhor dos Exércitos” (2.7). Mas os sacerdotes se desviaram e corromperam a aliança de Levi (2.8), tornando-se desprezíveis diante do povo (2.9).

A traição contra o irmão (2.10-12)

A acusação se amplia para todo o povo: “Não temos todos um mesmo Pai? Não nos criou o mesmo Deus? Por que agimos aleivosamente cada um contra seu irmão, profanando a aliança de nossos pais?” (2.10).

A profanação específica era religiosa: “…Judá profanou a santidade do Senhor… e se casou com a filha de deus estranho” (2.11). Esses casamentos com mulheres idólatras ameaçavam a fé do povo, e Deus anuncia juízo sobre quem os pratica (2.12).

Deus aborrece o divórcio (2.13-17)

Deus não aceitava mais as ofertas do povo, e eles perguntavam por quê. A resposta: “…o Senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança” (2.14).

Então vem a declaração direta: “…eu aborreço o repúdio, diz o Senhor, Deus de Israel…” (2.16). O capítulo termina denunciando o cinismo dos que cansavam a Deus dizendo que os que praticam o mal são bons aos olhos dele (2.17).

Como Malaquias 2 se conecta com Cristo e o evangelho?

Os temas de Malaquias 2 apontam para Cristo:

  • O sacerdote mensageiro: o ideal de que “os lábios do sacerdote guardam o conhecimento, porque ele é o mensageiro do Senhor” (2.7) aponta para Cristo, o mensageiro perfeito da aliança e nosso Sumo Sacerdote fiel (Hebreus 3.1).
  • O casamento como aliança: “o Senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade… a mulher da tua aliança” (2.14) fundamenta a visão de Jesus sobre a indissolubilidade do matrimônio (Mateus 19.4-6).
  • Deus aborrece o divórcio: “aborreço o repúdio, diz o Senhor” (2.16) revela o coração de Deus que Jesus retoma: o repúdio foi permitido pela dureza do coração, mas no princípio não era assim (Mateus 19.8).
  • Um só Pai: “não temos todos um mesmo Pai?” (2.10) prenuncia a fraternidade do povo de Deus, unido em Cristo como filhos de um só Pai (Efésios 4.6).

Quais são as lições espirituais e aplicações práticas de Malaquias 2?

Malaquias 2 me ensina que a fidelidade a Deus não pode ser separada da fidelidade nos meus compromissos. Não adianta oferecer culto no altar e, ao mesmo tempo, trair a esposa, o irmão ou a própria aliança. Deus é testemunha das minhas promessas e leva a sério a forma como as cumpro.

O casamento, em especial, é apresentado como uma aliança sagrada diante de Deus. “Aborreço o repúdio” revela o valor que ele dá à fidelidade conjugal. E o chamado aos líderes é ainda mais sério: ser “mensageiro do Senhor” exige integridade entre o que se ensina e o que se vive.

Perguntas frequentes sobre Malaquias 2

O que Malaquias 2 diz aos sacerdotes?

Malaquias 2 pronuncia uma maldição sobre os sacerdotes que não davam honra ao nome de Deus (2.1-3). Lembra a aliança feita com Levi, de vida e paz, quando o sacerdote guardava a verdade e afastava muitos da iniquidade (2.5-7), e os acusa de terem corrompido essa aliança (2.8-9).

O que é a aliança de Levi em Malaquias 2?

É a aliança de “vida e paz” que Deus fez com a tribo sacerdotal. O sacerdote fiel guardava a lei da verdade, andava com Deus em paz e retidão e convertia muitos da iniquidade (2.5-6). Seu ideal era ser “o mensageiro do Senhor dos Exércitos”, cujos lábios guardam o conhecimento (2.7).

Qual é o pecado de Judá em Malaquias 2.10-12?

A deslealdade: agir traiçoeiramente contra o irmão e profanar a aliança ao casar-se com “a filha de deus estranho” (2.11), ou seja, com mulheres idólatras. Esses casamentos mistos, condenados também por Esdras e Neemias, ameaçavam introduzir a idolatria no meio do povo de Deus.

O que Malaquias 2 ensina sobre o divórcio?

Ensina que Deus é testemunha do casamento, que é uma aliança feita diante dele (2.14). Por isso, o Senhor declara: “aborreço o repúdio”, isto é, o divórcio (2.16). Os homens repudiavam as esposas da mocidade, e Deus rejeitava suas ofertas por causa da deslealdade e da crueldade.

Como Malaquias 2.16 se relaciona com o ensino de Jesus?

Malaquias diz que Deus aborrece o divórcio, e Jesus retoma esse princípio em Mateus 19. Ele ensina que o repúdio foi permitido por Moisés apenas por causa da dureza do coração, mas que “no princípio não foi assim”, restaurando o casamento como aliança vitalícia diante de Deus.

Referências

BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. Revista e Corrigida. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2009.

KEIL, Carl Friedrich; DELITZSCH, Franz. Commentary on the Old Testament. Peabody: Hendrickson, 1996.

WALTON, John H.; MATTHEWS, Victor H.; CHAVALAS, Mark W. Comentário Histórico-Cultural da Bíblia: Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2018. Disponível em: aqui.

Malaquias 1 Estudo: você dá a Deus o seu melhor ou as sobras?

Malaquias

Malaquias 1 abre o último livro do Antigo Testamento declarando o amor de Deus: “Eu vos amei, diz o Senhor; mas vós dizeis: Em que nos amaste?” (1.2). Deus prova esse amor eletivo no contraste entre Jacó e Esaú (1.2-5). Em seguida, repreende os sacerdotes que desprezavam o seu nome, oferecendo no altar animais cegos, coxos e doentes (1.6-8), a ponto de dizer: “quem dera que alguém fechasse as portas do templo” (1.10). E anuncia a adoração pura entre as nações: “desde o nascente do sol até ao poente é grande o meu nome entre as nações” (1.11).

Você já parou para pensar se dá a Deus o seu melhor ou apenas as sobras? Malaquias 1 confronta uma religião cansada, que cumpre rituais mas com o coração distante, e nos chama de volta a honrar a Deus com o que temos de melhor, reconhecendo o quanto ele nos amou.

Qual é o contexto histórico e teológico de Malaquias 1?

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Neste estudo você vai ver:

  • A declaração do amor eletivo de Deus por Israel.
  • A repreensão aos sacerdotes que ofereciam o pior.
  • A profecia da adoração pura entre as nações.
  • O estilo de disputa: perguntas e respostas.

Malaquias profetizou no período pós-exílico, provavelmente no século 5 a.C., depois da reconstrução do templo. Com o passar do tempo, o zelo espiritual esfriou e o sacerdócio se corrompeu. Cortando gastos, relaxaram as regras sobre os sacrifícios, e a religião virou rotina sem coração.

O estudo dá sequência a Ageu 2 e continua em Malaquias 2.

Como se desenvolve a análise do texto bíblico em Malaquias 1?

O amor eletivo de Deus (1.1-5)

O livro começa com uma declaração de amor que o povo questiona: “Eu vos amei, diz o Senhor; mas vós dizeis: Em que nos amaste? Não era Esaú irmão de Jacó? disse o Senhor; todavia amei a Jacó e aborreci a Esaú” (1.2-3). Deus prova o seu amor escolhendo Jacó antes de qualquer mérito.

A prova histórica está no destino de Edom, descendente de Esaú: “…ainda que Edom diga: Empobrecidos estamos, porém tornaremos a edificar… eu destruirei” (1.4). Ao ver isso, Israel reconheceria: “Grande é o Senhor até além dos termos de Israel” (1.5).

Os sacrifícios com defeito (1.6-10)

A repreensão aos sacerdotes é direta: “O filho honra o pai, e o servo, ao seu senhor; se eu sou Pai, onde está a minha honra?… vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome” (1.6). Eles ofereciam pão poluído e animais defeituosos: “…quando trazeis animal cego para o sacrificar, não faz mal! E quando trazeis o coxo ou o doente, não faz mal!” (1.8).

Deus mostra o absurdo com uma comparação: apresentariam isso ao governador? Ele não os aceitaria. Por isso o Senhor declara: “Quem há também entre vós que feche as portas…? não tenho prazer em vós… e da vossa mão não aceitarei oferta alguma” (1.10).

O nome grande entre as nações (1.11-14)

Em contraste com o culto corrompido de Israel, vem a promessa: “Mas, desde o nascente do sol até ao poente, é grande entre as nações o meu nome; e em todo lugar se oferece ao meu nome incenso e uma oblação pura” (1.11). A adoração verdadeira se estenderia a todos os povos.

O capítulo fecha com a maldição sobre o enganador que promete o melhor mas oferece o pior: “…maldito seja o enganador que, tendo animal macho no seu rebanho, promete e sacrifica ao Senhor o que tem defeito; porque eu sou grande Rei, diz o Senhor dos Exércitos, e o meu nome é temível entre as nações” (1.14).

Como Malaquias 1 se conecta com Cristo e o evangelho?

A mensagem de Malaquias 1 aponta para verdades do evangelho:

  • Amei a Jacó: a declaração “amei a Jacó e aborreci a Esaú” (1.2-3) é citada por Paulo em Romanos 9.13 para expor a soberania graciosa de Deus na eleição, antes de qualquer mérito.
  • Adoração em todo lugar: a promessa de que “em todo lugar se oferece ao meu nome uma oferta pura” (1.11) aponta para a era em que Deus é adorado em espírito e em verdade, não mais num só templo (João 4.21-24).
  • O nome grande entre as nações: “grande é o meu nome entre as nações” (1.11) prenuncia a proclamação universal do evangelho e a transferência do Reino aos que produzem os seus frutos (Mateus 21.43).
  • Dar a Deus o melhor: a condenação de oferecer animais defeituosos (1.8) confronta a religião das sobras e convida a apresentar a Deus a vida inteira como sacrifício vivo (Romanos 12.1).

Quais são as lições espirituais e aplicações práticas de Malaquias 1?

Malaquias 1 me confronta com a qualidade da minha entrega a Deus. É fácil oferecer a ele o que me sobra, o tempo cansado, a atenção dividida, o esforço mínimo, enquanto guardo o melhor para mim. Deus merece a honra do meu melhor, não das minhas sobras.

O capítulo também me lembra do amor que fundamenta tudo. Antes de qualquer cobrança, Deus diz “eu vos amei”. A resposta certa a esse amor eletivo e gracioso não é a religião fria e formal, mas a adoração sincera de quem reconhece o quanto foi amado e deseja honrar o nome do Senhor.

Perguntas frequentes sobre Malaquias 1

Sobre o que fala Malaquias 1?

Malaquias 1 abre o livro declarando o amor eletivo de Deus por Israel (1.2-5) e repreendendo os sacerdotes que desprezavam o nome do Senhor, oferecendo no altar animais cegos, coxos e doentes (1.6-14). O capítulo usa o estilo de disputa, com perguntas e respostas entre Deus e o povo.

O que significa “amei a Jacó e aborreci a Esaú” (Malaquias 1.2-3)?

É a declaração do amor eletivo de Deus. Ele escolheu Jacó, e não Esaú, antes que fizessem qualquer coisa, manifestando esse amor na história dos dois povos. Paulo cita o texto em Romanos 9.13 para mostrar que a eleição de Deus é pela sua graça soberana, não pelo mérito humano.

Por que Deus repreende os sacerdotes em Malaquias 1?

Porque desonravam o seu nome oferecendo o pior no altar: animais cegos, coxos e doentes (1.8), em vez do melhor exigido pela lei. Era uma religião de sobras, que tratava a mesa do Senhor como desprezível. Deus diz que preferia que fechassem as portas do templo (1.10).

O que significa Malaquias 1.11 sobre a oferta pura entre as nações?

É uma profecia da adoração verdadeira que se estenderia a todos os povos: “desde o nascente do sol até ao poente é grande o meu nome entre as nações”. Aponta para a era em que a adoração não ficaria restrita ao templo de Jerusalém, mas seria oferecida a Deus em todo lugar, em Cristo.

O que é o estilo de disputa em Malaquias?

É o método de diálogo do livro: Deus faz uma afirmação, o povo objeta com uma pergunta cética (“em que nos amaste?”, “em que desprezamos o teu nome?”), e Deus responde refutando a objeção. Esse padrão de tese, contestação e resposta estrutura todo o livro de Malaquias.

Referências

BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. Revista e Corrigida. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2009.

KEIL, Carl Friedrich; DELITZSCH, Franz. Commentary on the Old Testament. Peabody: Hendrickson, 1996.

WALTON, John H.; MATTHEWS, Victor H.; CHAVALAS, Mark W. Comentário Histórico-Cultural da Bíblia: Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2018. Disponível em: aqui.

Zacarias 9 Estudo: O dobro da COLHEITA

Zcarias 9 Estudo

Em Zacarias 9, o Deus de Israel faz uma grave advertência contra os inimigos do seu povo. Isso é uma consequência dos danos causados aos filhos do Senhor. Não se preocupe, o Senhor tem cuidado de você nos mínimos detalhes.

As coisas que lhe afligem não estão passando despercebido aos olhos dele.

Se permanecermos na presença do nosso Deus, desfrutaremos da promessa de alegria que Ele tem reservado para todos nós. A graça de Deus é consoladora e protetora. A calamidade não lhe destruirá, desde que você permaneça debaixo de suas asas.

Esboço de Zacarias 9

9.12: Deus contempla toda a Terra

9.3,4: Tudo pertence ao Senhor

9.5-7: Colocaram a esperança no lugar errado

9.8: Deus defende o seu povo

9.9: O Rei montado em um jumento

9.10: O fim das guerras

9.11,12: Deus de aliança

9.13: Deus capacita o Seu povo

9.14,15: Deus faz o seu povo triunfar

9.16,17: Deus abençoa seu povo

Estudo de Zacarias 9 em vídeo

Zacarias 9.1,2 – Deus contempla toda a Terra

A advertência do Senhor é contra a terra de Hadraque e cairá sobre Damasco, porque os olhos do Senhor estão sobre toda a humanidade e sobre todas as tribos de Israel, e também sobre Hamate que faz fronteira com Damasco, e sobre Tiro e Sidom, embora sejam muito sábias. Zacarias 9:1,2

Alexandre, o Grande, foi provavelmente a causa humana da destruição apresentada nestes e nos versículos seguintes, porque a ordem das cidades apresentadas no texto bíblico parece corresponder geralmente à linha de marcha de Alexandre.

Mas seu envolvimento é ignorado nesta profecia para enfatizar a causa divina final do julgamento em certas cidades e países começando ao norte de Israel.

A localização mais ao norte, Hadraque, era provavelmente Hatarikka, uma cidade e país ao norte de Hamate e mencionado em inscrições cuneiformes assírias.

Damasco era a capital de Aram (Síria).

As palavras, “porque os olhos do Senhor estão sobre toda a humanidade e sobre todas as tribos de Israel” indicam o temor de todos os povos pelo julgamento divino trazido sobre suas cidades.

Hamate era uma cidade síria ao norte de Damasco, no rio Orontes.

A oeste, na costa, ficavam as cidades fenícias de Tiro e Sidom.

Zacarias 9.3,4 – Tudo pertence ao Senhor

Tiro construiu para si uma fortaleza; acumulou prata como pó, e ouro como lama das ruas. Mas o Senhor se apossará dela e lançará no mar suas riquezas, e ela será consumida pelo fogo. (Zacarias 9:3,4)

Tiro era uma fortaleza, uma cidadela de defesa que havia resistido a um cerco de 5 anos pelos assírios sob a liderança de Salmaneser V e, anos depois, a um cerco de 13 anos pelo exército babilônico de Nabucodonosor.

Sua força comercial e econômica se reflete em figuras de linguagem que falam da prata sendo tão comum quanto o pó, e o ouro tão comum quanto a sujeira como se vê em Ezequiel 28.4,5.

Seu empobrecimento e destruição pelo relativamente breve cerco de cinco meses de Alexandre são atribuídos à ação final de Deus em destruir seu poder no mar.

Zacarias 9.5-7 – Colocaram a esperança no lugar errado

Ao ver isso Ascalom ficará com medo; Gaza também se contorcerá de agonia, assim como Ecrom, porque a sua esperança fracassou. Gaza perderá o seu rei, e Ascalom ficará deserta. Um povo bastardo ocupará Asdode, e assim eu acabarei com o orgulho dos filisteus. Tirarei o sangue de suas bocas, e a comida proibida dentre os seus dentes. Aquele que restar pertencerá ao nosso Deus e se tornará chefe em Judá, e Ecrom será como os jebuseus. (Zacarias 9:5-7)

Quatro das cinco principais cidades filisteias são as próximas na marcha do julgamento.

O sangue e o alimento proibido de sacrifícios idólatras, retirados das próprias bocas e dentes cerrados de alguns filisteus indicam sua retirada da idolatria para pertencer ao Deus de Israel e até se tornarem líderes em Judá.

Como os jebuseus, eles serão absorvidos e farão parte povo de Deus.

Uma vez que não há evidência de que isso foi cumprido na invasão de Alexandre, aparentemente aguarda o cumprimento futuro como parte da bênção que resultará do governo do Jesus sonre a Terra.

Zacarias 9.8 – Deus defende o seu povo

Defenderei a minha casa contra os invasores. Nunca mais um opressor passará por cima do meu povo, porque agora eu vejo isso com os meus próprios olhos. (Zacarias 9:8)

Os exércitos macedônios de Alexandre passaram e voltaram a passar pela cidade de Jerusalém sem sitiá-la.

A causa final disso foi a proteção divina da cidade que fica clara na declaração: “Defenderei a minha casa”.

Esta defesa é uma referência a proteção final de Deus sobre Jerusalém no Milênio, quando os inimigos nunca mais a invadirão.

Zacarias 9.9 – O Rei montado em um jumento

Alegre-se muito, cidade de Sião! Exulte, Jerusalém! Eis que o seu rei vem a você, justo e vitorioso, humilde e montado num jumento, um jumentinho, cria de jumenta. (Zacarias 9:9)

Os habitantes de Jerusalém foram personificados como a Filha de Sião e a Filha de Jerusalém que, representando toda a nação de Israel, foram exortados a acolher o Rei vindouro não com medo, mas com alegria, regozijo.

O anúncio de que “seu Rei vem a você” se refere ao tão esperado Rei e Messias anunciado em Isaías 9:5-7 e Miquéias 5:2-4.

O adjetivo “Justo” descreve tanto Seu caráter quanto Seu reinado.

Ele virá como Libertador!

Sua entrada pacífica – montado em um jumento – foi cumprida quando Ele se apresentou a Israel na Entrada Triunfal descrita em Mateus 21:1-5.

No antigo Oriente Próximo, se um rei viesse em paz, ele montava um burro em vez de um garanhão de guerra.

Cristo montou um jumentinho, o potro de uma jumenta.

Como algumas outras profecias do Antigo Testamento, esta combina dois eventos em uma perspectiva – eventos que o Novo Testamento e o Antigo Testamento dividem em dois adventos distintos de Cristo separados pela atual Era da Igreja.

Em Seu Primeiro Advento Ele montou em um jumento e se apresentou à nação de Israel, mas eles O rejeitaram como seu Rei.

Assim, Seu governo universal será estabelecido quando Ele vier novamente.

Zacarias 9.10 – O fim das guerras

Ele destruirá os carros de guerra de Efraim e os cavalos de Jerusalém, e os arcos de batalha serão quebrados. Ele proclamará paz às nações e dominará de um mar a outro, e do Eufrates até aos confins da terra. (Zacarias 9:10)

A destruição dos instrumentos de guerra por Deus – removendo os carros, os cavalos de guerra e o arco de batalha – significa o fim da guerra no Milênio, como lemos em Miquéias 4:3.

Este governo pacífico do vindouro Rei messiânico se estenderá de mar a mar e do Rio até os confins da terra.

Essas expressões indicam claramente a extensão mundial do Reino do Senhor Jesus.

Zacarias 9.11,12 – Deus de aliança

Quanto a você, por causa do sangue da minha aliança com você, libertarei os seus prisioneiros de um poço sem água. Voltem à sua fortaleza, ó prisioneiros da esperança; pois hoje mesmo anuncio que restaurarei tudo em dobro para vocês. (Zacarias 9:11,12)

Aqui vemos fidelidade de Deus às Suas alianças com Israel e que isso é a Sua base para libertá-la da opressão.

Os destinatários imediatos nesses versículos podem ter sido exilados judeus ainda na Babilônia, mas o tema do cumprimento da aliança sugere uma referência final ao reagrupamento de Israel no fim dos tempos.

Pelo menos a esperança futura da nação, por intermédio do Messias, foi a base para o encorajamento contemporâneo nos dias de Zacarias.

O sangue da Minha aliança com você pode se referir aos sacrifícios da Aliança Mosaica, mas também pode estar relacionado à Aliança Abraâmica fundamental que foi confirmada com um sacrifício de sangue.

O poço sem água, que aparece aqui é provavelmente uma figura para o local de exílio.

A fortaleza refere-se a Jerusalém.

Os exilados na Babilônia foram chamados de prisioneiros da esperança porque tinham a promessa de Deus de serem reunidos.

Deus restaurará o dobro, isto é, Suas bênçãos no Milênio excederão em muito qualquer coisa que Israel já conheceu.

Zacarias 9.13 – Deus capacita o Seu povo

Quando eu curvar Judá como se curva um arco e usar Efraim como flecha, levantarei os filhos de Sião contra os filhos da Grécia, e farei você semelhante à espada de um guerreiro. Zacarias 9:13

Pelo menos este versículo, e talvez o resto do capítulo, referem-se ao conflito dos Macabeus (169-135 a.C.) com Antíoco IV Epífanes , Antíoco V Eupator, Antíoco VI e Antíoco VII Sidetes, que eram governantes gregos da Síria.

Essa vitória judaica prenunciou o conflito final e a vitória de Israel quando Deus os trouxer para o Reino milenar.

Assim como o arco e a flecha são essenciais um ao outro, assim Judá e Efraim (Efraim representa as 10 tribos do norte de Israel) serão reunidos.

A referência a essas armas de guerra, incluindo a espada do guerreiro, indica que Deus capacitará Seu povo para derrotar o inimigo, os filhos da Grécia.

Zacarias 9.14,15 – Deus faz o seu povo triunfar

Então o Senhor aparecerá sobre eles; sua flecha brilhará como o relâmpago. O Soberano Senhor tocará a trombeta e marchará em meio às tempestades do sul; o Senhor dos Exércitos os protegerá. Eles pisotearão e destruirão as pedras das atiradeiras. Eles beberão o sangue do inimigo como se fosse vinho; estarão cheios como a bacia usada para aspergir água nos cantos do altar. (Zacarias 9:14,15)

A descrição de uma tempestade controlada por Deus retrata poeticamente o poder de Israel para a vitória sobre seus inimigos.

A aparição divina foi por meios providenciais no período Macabeu, mas será literal e visível quando Cristo aparecer vitorioso em Seu Segundo Advento.

A última parte do versículo 15 retrata a alegria incontida de Israel e a plenitude do regozijo por causa do poderoso livramento de Deus.

Zacarias 9.16,17 – Deus abençoa seu povo

Naquele dia o Senhor, o seu Deus, os salvará como rebanho do seu povo, e como joias de uma coroa brilharão em sua terra. Ah! Como serão belos! Como serão formosos! O trigo dará vigor aos rapazes, e o vinho novo às moças. (Zacarias 9:16,17)

A libertação divina predita aqui virá naquele dia, uma referência ao fim dos tempos.

Deus cuidará deles como um pastor cuida de seu rebanho.

Então Israel brilhará em Sua terra como joias em uma coroa.

Esta é uma bela aparição das promessas cumpridas referentes ao povo da terra.

Serão símbolos atraentes e belos de tudo o que Deus fez por eles.

A bênção divina sobre a natureza produzirá condições de abundância, como lemos em Joel 2:21-27, para que a saúde física também seja assegurada.

Motivos de oração em Zacarias 9

Oro pare que:

  • Creiamos e dependamos da soberania de Deus;
  • Que coloquemos a nossa esperança e fé, no Senhor;
  • Tenhamos um coração sensível às manifestações simples, do Senhor Jesus;
  • Que Deus nos abençoe, ajude e fortaleça.

Zacarias 8 Estudo: O Ciúme de Deus

Zacarias 8 Estudo

Em Zacarias 8, o Senhor Deus começa demonstrando seu amor por Sião. Embora tantas coisas difíceis tenha acontecido a Seu povo o Senhor mostra que não os abandonou ou deixou de amá-los. As dificuldades da vida não devem ser sinônimo do abandono de Deus. Muitas das situações difíceis que vivemos são fruto das nossas más escolhas.

O povo de Deus estava passando por um dos piore momentos de suas vidas, sem receber alívio porque não estavam buscando a Deus. Contudo, em meio a tudo isso o bondoso Deus revela que tem “muito ciúme de Sião; estou me consumindo de ciúmes por ela”.

Não importa o que as situações digam. Deus nos ama profunda e incondicionalmente. Ele deseja nos livrar dos nossos maiores temores. Há uma promessa de prosperidade e paz para o Seu povo, em meio a toda essa turbulência da vida.

Portanto, nos aproximemos de Deus com um coração sincero e cheio de desejo de amá-lo. Dessa forma, conheceremos mais profundamente o nosso amado Pai. 

Esboço de Zacarias 8:

8.1,2: Ciúmes de Sião

8.3-6: A restauração de Jerusalém

8.7,8: O futuro de Israel e Judá

8.18,19: Ame o que Deus ama

8.20-23: “Vamos com você!”

Estudo de Zacarias 8 em Vídeo

Ciúmes de Sião

Em Zacarias 8.1,2 está escrito:

Mais uma vez veio a mim a palavra do Senhor dos Exércitos: Assim diz o Senhor dos Exércitos: “Tenho muito ciúme de Sião; estou me consumindo de ciúmes por ela”.

Assim como Zacarias 7 se assemelha ao chamado ao arrependimento em 1:2–6, Zacarias 8 reflete as bênçãos prometidas nas visões noturnas (1:7–6:8).

Assim, a terceira e a quarta mensagens veem a restauração do exílio nos dias de Zacarias como um precursor de futuras bênçãos e prosperidade no Milênio.

Eles também enfatizam aquele tempo futuro em que a justiça, a justiça e a paz encherão a terra.

Zacarias novamente identificou esta mensagem como uma revelação de Deus. A mensagem é dividida em sete partes pela frase recorrente: “veio a mim a palavra do Senhor dos Exércitos”.

Se cada uma dessas partes resume mensagens mais longas que Zacarias entregou, mas não registrou, não pode ser determinado a partir da passagem.

O versículo 2 deixa muito claro o amor do Senhor por Sião (Jerusalém).

Um símbolo da Cidade Santa, onde o seu povo será reunido perpetuamente.

Zacarias 8 e a restauração de Jerusalém

Em Zacarias 8.3-6 está escrito:

Assim diz o Senhor: “Estou voltando para Sião e habitarei em Jerusalém. Então Jerusalém será chamada Cidade da Verdade, e o monte do Senhor dos Exércitos será chamado Monte Sagrado”. Assim diz o Senhor dos Exércitos: “Homens e mulheres de idade avançada voltarão a sentar-se nas praças de Jerusalém, cada um com sua bengala, por causa da idade. As ruas da cidade ficarão cheias de meninos e meninas brincando”. Assim diz o Senhor dos Exércitos: “Mesmo que isso pareça impossível para o remanescente deste povo naquela época, será impossível para mim? “, declara o Senhor dos Exércitos.

O “reinicio” do relacionamento entre Deus e Seu povo é marcado por seu retorno a Sião (Jerusalém), fato que antecipa o cumprimento do Milênio através do reino pessoal de Cristo no trono de Davi.

Naquele tempo, Sua verdade e santidade serão comunicadas na cidade e em toda a terra.

Sião era originalmente o nome do monte onde viviam os jebuseus, cuja fortaleza Davi conquistou, como nos mostra 2 Samuel 5:7.

Mais tarde, Sião (e Monte Sião) foram nomes para o local do templo em Jerusalém.

Também Sião tornou-se sinônimo de toda a cidade de Jerusalém (Isaías 2:3).

Sião e Jerusalém são mencionadas juntas várias vezes por Zacarias (Zacarias 1:14,17, 8:3; 9:9). Em Jerusalém haverá segurança em todos os sentidos, inclusive para os mais vulneráveis, como idosos e crianças.

Tais bênçãos futuras podem parecer maravilhosas para o remanescente deste povo naquele tempo, em contraste com a destruição que virá antes, como vemos em Mateus 24:15-25, mas tais realizações milagrosas não são difíceis para Deus.

Zacarias 8 e o futuro de Israel e Judá

Em Zacarias 8:7,8 está escrito:

Assim diz o Senhor dos Exércitos: “Salvarei meu povo dos países do leste e do oeste. Eu os trarei de volta para que habitem em Jerusalém; serão meu povo e eu serei o Deus deles, com fidelidade e justiça”.

Mais uma vez o Senhor prometeu reunir Israel e Judá no futuro.

Os países do leste e do oeste são provavelmente uma forma de ilustrar países em todas as direções, por toda a terra (Isaías 11:11-12).

O alcance mundial dessa restauração sugere que Jerusalém representa a terra de Israel como um todo.

Este reagrupamento irá instituir um relacionamento restaurado entre Deus e Israel em que a fidelidade e justiça de Deus serão mais evidentes (Oséias 2:19 -20).

Um rica semeadura e colheita

Em Zacarias 8:9-13 está escrito:

Assim diz o Senhor dos Exércitos: “Vocês que estão ouvindo hoje estas palavras já proferidas pelos profetas quando foram lançados os alicerces do templo do Senhor dos Exércitos, fortaleçam as mãos para que o templo seja construído. Pois antes daquele tempo não havia salários para os homens nem para os animais. Ninguém podia tratar os seus negócios com segurança por causa de seus adversários, porque eu tinha posto cada um contra o seu próximo. Mas agora não vou mais tratar com o remanescente deste povo como fiz no passado”, declara o Senhor dos Exércitos. “Haverá uma rica semeadura, a videira dará o seu fruto, a terra produzirá suas colheitas e o céu derramará o orvalho. E darei todas essas coisas como uma herança ao remanescente deste povo. Assim como vocês foram uma maldição para as nações, ó Judá e Israel, também os salvarei e vocês serão uma bênção. Não tenham medo, antes sejam fortes. “

As pessoas que ouviram essas palavras ditas pelos profetas (Zacarias e Ageu) deveriam ser encorajadas (Ageu 2:4) para completar a reconstrução do templo.

As promessas de bênçãos futuras de Deus devem sempre encorajar Seu povo em suas tarefas atuais. Antes desse encorajamento por meio da palavra profética, quando o povo começou a reconstruir o templo, seu trabalho teve poucos resultados (Ageu 1.6) e os inimigos os mantiveram inseguros.

As bênçãos futuras de Israel estão relacionadas não apenas à produtividade da terra (Zacarias 8:12), mas também a um papel invertido entre as nações (v. 13).

Agora um objeto de maldição entre as nações , Judá e Israel será uma bênção. Portanto, o povo não deve ter medo.

Deus decide abençoar

Em Zacarias 8:14-17 está escrito:

Assim diz o Senhor dos Exércitos: “Assim como eu havia decidido castigar vocês sem compaixão quando os seus antepassados me enfureceram”, diz o Senhor dos Exércitos, “também agora decidi fazer de novo o bem a Jerusalém e a Judá. Não tenham medo! Eis o que devem fazer: Falem somente a verdade uns com os outros, e julguem retamente em seus tribunais; não planejem no íntimo o mal contra o seu próximo, e não queiram jurar com falsidade. Porque eu odeio todas essas coisas”, declara o Senhor.

O Senhor então afirmou a certeza do cumprimento de Seu propósito divino para bênçãos futuras.

Ele comparou essa bênção futura com as promessas já cumpridas de desastre que Ele trouxe sobre os antepassados desta geração, que haviam pecado.

Em vista das opções de desastre e bênção, Deus ofereceu a Seu povo um futuro que refletia a realidade espiritual em vez do formalismo hipócrita que caracterizava seus pais e os ameaçava.

Verdade, justiça, misericórdia e honestidade devem ser parte do seu caráter nas esferas pessoal, civil e religiosa.

Em resumo, a mensagem é: “Faça aquilo que Deus ama e evite as coisas que Deus odeia”.

Ame o que Deus ama

Em Zacarias 8:18,19 está escrito:

Mais uma vez veio a mim a palavra do Senhor dos Exércitos. Assim diz o Senhor dos Exércitos: “Os jejuns do quarto, do quinto, do sétimo e do décimo meses serão ocasiões alegres e cheias de júbilo, festas felizes para o povo de Judá. Por isso amem a verdade e a paz”.

Como a palavra anterior do Senhor através de Zacarias, esta também é dividida em várias partes pela frase repetida: “veio a mim a palavra do Senhor dos Exércitos”.

O Senhor esperou até agora para responder à pergunta levantada pelos delegados de Betel feita em Zacarias 7:2-3 sobre os jejuns comemorativos.

Ele disse que os jejuns se tornariam ocasiões alegres e festivais felizes.

Isso se tornará real a partir da volta de Jesus, simbolizando a alegria milenar.

Portanto, novamente as pessoas nos dias de Zacarias foram encorajadas por sua esperança futura de amar o que Deus ama, neste caso, a verdade e a paz.

“Vamos com você!”

Em Zacarias 8:20-23 está escrito:

Assim diz o Senhor dos Exércitos: “Povos e habitantes de muitas cidades ainda virão, e os habitantes de uma cidade irão a outra e dirão: ‘Vamos logo suplicar o favor do Senhor e buscar o Senhor dos Exércitos. Eu mesmo já estou indo’. E muitos povos e nações poderosas virão buscar o Senhor dos Exércitos em Jerusalém e suplicar o seu favor”. Assim diz o Senhor dos Exércitos: “Naqueles dias, dez homens de todas as línguas e nações agarrarão firmemente a barra das vestes de um judeu e dirão: ‘Nós vamos com você porque ouvimos dizer que Deus está com vocês’ “.

No futuro dia de bênção, os povos de toda a terra se unirão aos judeus por causa de seu relacionamento com o Senhor.

As pessoas saberão que Deus está com Israel e que eles são Seu povo.

Como resultado, muitas nações virão a Jerusalém para adorar durante o Milênio.

Motivos de oração em Zacarias 8

Oro para que:

  • O Espírito Santo nos revele a profundida do amor de Deus por nós;
  • A volta de Jesus aconteça, o quanto antes;
  • Deus abençoe o futuro do seu povo;
  • Haja uma colheita e semeadura abundante da nossa parte;
  • A benção do Senhor seja derramada sobre nossa vida, diariamente;
  • Nosso coração seja inclinado a amar aquilo que Deus ama e o agrada;
  • A vontade do Senhor seja feita aqui na Terra como é feita no céu.

Zacarias 7 Estudo: “Não os ouvirei!”

Zacarias 7 Estudo

Em Zacarias 7, aprendemos que nossas atitudes de culto ao Senhor Deus devem ser movidas de sinceridade e adoração. O Senhor acusa o povo de jejuar e oferecer sacrifícios em benefício próprio. Não havia a intenção de agradar a Deus com suas atitudes.

Eles não estavam cumprindo o seguinte princípio: “Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus”. (1 Coríntios 10:31)

Nossa vida deve ser um altar constante de adoração ao Senhor. Todas as nossas atitudes, no fim, devem carregar o desejo de honrá-lo.

Seja na Igreja ou na vida cotidiana, na escola, no trabalho, em casa, enfim. Devemos fazer “tudo para a glória de Deus”.

Esboço de Zacarias 7:

7.1,2: Súplica ao Senhor

7.3: Religiosidade

7.4-7: A intenção por trás da fé

7.8-10: A verdadeira religião

Zacarias 7: Estudo em Vídeo

Zacarias 7 e a súplica ao Senhor

Em Zacarias 7.1,2 está escrito:

No quarto ano do reinado do rei Dario, a palavra do Senhor veio a Zacarias, no quarto dia do nono mês, o mês de quisleu. Foi quando o povo de Betel enviou Sarezer e Régen-Meleque com seus homens, para suplicarem ao Senhor

Quase dois anos após as primeiras visões (dezembro de 518 a.C) e mais ou menos na metade do período de reconstrução do templo (520-516), Zacarias recebeu novas revelações da parte de Deus.

Três delas começam com o profeta dizendo: “veio a mim a palavra do Senhor Todo-Poderoso” (7:4; 8:1,18).

A segunda mensagem inicia de maneira semelhante: “A palavra do Senhor veio novamente a Zacarias” (7:8).

Essas mensagens foram dadas em resposta a uma delegação que veio a Jerusalém para perguntar se a nação deveria continuar a jejuar em memória da destruição de Jerusalém.

Os delegados eram judeus. Embora tenham nomes estrangeiros, mudados provavelmente na Babilônia.

Podemos ver isso, também, na vida de Daniel e seus amigos.

Esta delegação veio de Betel, como se vê em Esdras 2:28, a cidade israelita cerca de 19 quilômetros ao norte de Jerusalém.

Ela tinha sido o centro de adoração apóstata para o Reino do norte. 10 tribos de Israel, conforme lemos em 1 Reis 12:28–29.

Religiosidade

Em Zacarias 7.3 está escrito:

…perguntando aos sacerdotes do templo do Senhor dos Exércitos e aos profetas: “Devemos lamentar e jejuar no quinto mês, como já faz tantos anos que estamos fazendo? “

A questão levantada pelos betelitas implicava o desejo de descontinuar a auto-imposta observância religiosa do jejum no quinto mês, que comemorava a queima da cidade e do templo por Nabucodonosor como se vê em 2 Reis 25:8-10.

A intenção por trás da fé

Em Zacarias 7.4-7 está escrito:

Então o Senhor dos Exércitos me falou: “Pergunte a todo o povo e aos sacerdotes: Quando vocês jejuaram no quinto e no sétimo meses durante os últimos setenta anos, foi de fato para mim que jejuaram? E quando comiam e bebiam, não era para vocês mesmos que o faziam? Não são essas as palavras do Senhor proclamadas pelos antigos profetas quando Jerusalém e as cidades ao seu redor estavam em paz e prosperavam, e o Neguebe e a Sefelá eram habitados? “

A resposta à pergunta dos delegados judeus só é concluída em Zacarias 8:18-19.

Enquanto isso, a primeira mensagem divina lembrou ao povo que o Senhor Deus advertiu seus pais através dos profetas anteriores que Ele queria adoração sincera, a partir da atitude de coração não religiosidade.

A pergunta deles foi uma oportunidade para repreender os jejuns legalistas, sem atitude e motivação correta que os que voltaram do cativeiro estavam praticando e que não possuem o amparo da bênção de Deus.

Assim, a repreensão foi contra o culto vazio, desprovido de realidade espiritual, pois jejuando ou festejando, eles não estavam fazendo isso para o Senhor Zacarias 7:5, mas para si mesmos (v. 6). Os exilados observaram dois jejuns durante o cativeiro babilônico, um no quinto mês e outro no sétimo mês.

Este jejum do sétimo mês não foi o jejum instituído por Deus no Dia da Expiação anual, como está escrito em Levítico 16:29,31, que também era realizado no sétimo mês.

Mas um jejum que comemorava o assassinato de Gedalias, governador de Judá, durante um período de conflito civil após a queda de Jerusalém (Jeremias 41:2).

A festa provavelmente incluía tanto as festas nacionais de Levítico 23 quanto as festas familiares associadas aos sacrifícios levíticos (Deuteronômio 12:5-7).

A verdadeira religião

Em Zacarias 7.8-10 está escrito:

E a palavra do Senhor veio novamente a Zacarias: “Assim diz o Senhor dos Exércitos: ‘Administrem a verdadeira justiça, mostrem misericórdia e compaixão uns para com os outros. Não oprimam a viúva e o órfão, nem o estrangeiro e o necessitado. Nem tramem maldades uns contra os outros’.

A segunda mensagem do Senhor ao profeta frisou a conduta da geração anterior que resultou no exílio.

Nos nos dias de Zacarias, Deus desejava a realidade espiritual interior em vez da aparência da religiosidade.

A verdadeira justiça (Isaías 1:17) juntamente com misericórdia e compaixão (Miquéias 6:8) devem ser demonstradas para com todos, mas especialmente para a viúva, os órfãos, estrangeiros e pobres, que não estavam em posição de se defender, e assim são frequentemente mencionados na Bíblia como alvos do cuidado e amparo de Deus.

Além disso, o povo de Deus não devia nem pensar mal uns dos outros.

Zacarias 7 e os Corações endurecidos

Em Zacarias 7.11-14 está escrito:

“Mas eles se recusaram a dar atenção; teimosamente viraram as costas e taparam os ouvidos. Endureceram o coração para não ouvirem a Lei e as palavras que o Senhor dos Exércitos tinha falado pelo seu Espírito por meio dos antigos profetas. Por isso o Senhor dos Exércitos irou-se muito”. ” ‘Quando eu os chamei, não deram ouvidos; por isso, quando eles me chamarem, também não ouvirei’, diz o Senhor dos Exércitos. ‘Eu os espalhei com um vendaval entre nações que eles nem conhecem. A terra que deixaram para trás ficou tão destruída que ninguém podia atravessá-la. Foi assim que transformaram a terra aprazível em ruínas’ “.

A geração anterior havia sido desobediente; viraram as costas e taparam os ouvidos para a Palavra e vontade de Deus.

Eles endureceram seus corações e não ouviram nem obedeceram às palavras que o Senhor Todo-Poderoso havia enviado pelo Seu Espírito por meio dos profetas anteriores.

Esta declaração não apenas coloca as palavras dos profetas de antes do exílio em pé de igualdade com a Lei mosaica, mas também identifica o Espírito de Deus como a Fonte de inspiração profética que falou por meio de agentes humanos, como lemos em 2 Timóteo 3:16 e 2 Pedro 1: 21.

A desobediência do povo à verdade revelada resultou em ira divina, e os resultados são apontados aqui:

1. O Senhor não ouve suas orações (v.13);

2. Foram dispersos entre as nações (v.14);

3. A terra foi desolada (v.14);

Zacarias 6 Estudo: Tempo de Recomeçar

Zacarias 6 Estudo

Em Zacarias 6, vemos o Senhor Deus falando com seu servo por meio de visões espirituais, mais uma vez. 

Precisamos estar atentos à voz do Senhor e desenvolver um ótimo relacionamento com Ele. 

Apenas assim, conseguiremos ter a sensibilidade necessária para entender sua Palavra.

Outrossim, é a questão da reconstrução. Muitas coisas em nossas vidas vêm e vão. 

Mas para algumas delas é necessário recomeçar. Novas oportunidades dadas por Deus devem ser aproveitadas. 

Devemos orar ao Senhor e pedir direção e graça para viver os seus propósitos em nossas vidas.

Não podemos desistir. Deve haver em nós a persistência necessária para que a obra do Senhor se desenvolva e aconteça. 

Esboço de Zacarias 6:

6.1 – 3: Os cavalos vermelhos, pretos, brancos e malhados

6.4-8: O significado da visão dos cavalos

6.9-11: A coroa na cabeça de Josué

6.12,13: O Messias como Rei-Sacerdote

6.14,15: O significado da coroação

Estudo de Zacarias 6 em Vídeo

Os cavalos vermelhos, pretos, brancos e malhados

Em Zacarias 6.1-3 está escrito:

Olhei novamente e vi diante de mim quatro carruagens que vinham saindo do meio de duas montanhas de bronze. 2 À primeira estavam atrelados cavalos vermelhos, à segunda, cavalos pretos, 3 à terceira, cavalos brancos, e à quarta, cavalos malhados. Todos eram vigorosos.

O local de partida das carruagens é identificado como duas montanhas que eram feitas de bronze

Aqui, o bronze parece simbolizar o justo julgamento divino contra o pecado algo muito semelhante ao que lemos em Apocalipse 1:15 e 2:18.

Alguns estudiosos acreditam que estas duas montanhas possam ser o Monte Sião e o Monte das Oliveiras, em uma associação com a Segunda Vinda de Cristo, mas é uma especulação, não se pode afirmar com certeza.

As quatro carruagens com cavalos de cores diferentes falam da universalidade do julgamento divino que irá em todas as direções por toda a terra.

Se as cores aqui possuem algum significado, talvez o vermelho simbolize guerra e derramamento de sangue, preto designe morte e fome, branco fale de triunfo e vitória, e malhado uma referência a pestes e pragas.

Vemos algo semelhante em Apocalipse 6.1-8.

O significado da visão dos cavalos

Em Zacarias 6.4-8 está escrito:

4 Perguntei ao anjo que falava comigo: Que representam estes cavalos atrelados, meu senhor?5 O anjo me respondeu: “Estes são os quatro espíritos dos céus, que acabam de sair da presença do Soberano de toda a terra. 6 A carruagem puxada pelos cavalos pretos vai em direção à terra do norte, a que tem cavalos brancos vai em direção ao ocidente, e a que tem cavalos malhados vai para a terra do sul”. 7 Os vigorosos cavalos avançavam, impacientes por percorrer a terra. E o anjo lhes disse: “Percorram toda a terra!” E eles foram. 8 Então ele me chamou e disse: “Veja, os que foram para a terra do norte deram repouso ao meu Espírito naquela terra”.

A pedido de Zacarias o anjo intérprete explicou o significado dos cavalos com suas carruagens.

Os quatro espíritos (ou “ventos”) do céu, podem se referir a anjos do julgamento divino ou ao poder de Deus para cumprir os propósitos do seu juízo.

O título divino, “Soberano de toda a terra”, é uma designação milenar que descreve o governo universal do Messias sobre a terra durante a futura Era do Reino.

O mesmo termo é utilizado em um contexto semelhante em Miquéias 4.13.

O país do norte refere-se à Babilônia, cujas invasões vieram sobre Israel do norte.

O sul, refere-se ao Egito.

Nos versículos de 7b-8, vemos a manifestação da ira de Deus, depois de ser executada sobre a maldade da Babilônia, e somente após o cumprimento deste juízo ela então descansará.

Na primeira visão, Deus estava irado com as nações que se sentiam seguras; nesta visão vemos que Ele está satisfeito com o seu justo julgamento.

Algo semelhante lemos em Apocalipse 19.

A coroa na cabeça de Josué

Em Zacarias 6.9-11 está escrito:

9 E o Senhor me ordenou: 10 “Tome prata e ouro dos exilados Heldai, Tobias e Jedaías, que chegaram da Babilônia. No mesmo dia vá à casa de Josias, filho de Sofonias. 11 Pegue a prata e o ouro, faça uma coroa, e coloque-a na cabeça do sumo sacerdote Josué, filho de Jeozadaque.

As oito visões noturnas foram concluídas com uma instrução ao profeta Zacarias.

Deus o instruiu a realizar um ato simbólico ao coroar Josué, o sumo sacerdote.

Josué representava “o Renovo”, o Messias, que reconstruirá o futuro templo e será tanto um Sacerdote quanto um Rei.

Pela palavra do Senhor o Profeta Zacarias foi instruído a coroar Josué, o sumo sacerdote, com uma coroa feita de prata e ouro.

Os metais preciosos foram recebidos de uma pequena e desconhecida delegação de judeus exilados da Babilônia.

Quem são eles?

O texto nos mostra que são Heldai, Jedaías e Tobias.

Provavelmente eles trouxeram a prata e o ouro para ajudar na reconstrução do templo.

A coroação do sumo sacerdote Josué, em vez de Zorobabel, o governador nos revela o significado simbólico da coroação.

A coroação de Zorobabel pode ter sido mal interpretada por alguns como a coroação do messiânico Filho de Davi, já que Zorobabel, como o Messias prometido, era tanto um descendente de Davi quanto um líder político.

Mesmo em tempos catastróficos, Deus está agindo.

O Messias como Rei-Sacerdote

Em Zacarias 6.12-13 está escrito:

12 Diga-lhe que assim diz o Senhor dos Exércitos: Aqui está o homem cujo nome é Renovo, e ele sairá do seu lugar e construirá o templo do Senhor. 13 Ele construirá o templo do Senhor, será revestido de majestade e se assentará em seu trono para governar. Ele será sacerdote no trono. E haverá harmonia entre os dois.

O Senhor Deus disse a Zacarias para dizer a Josué que ele representaria ou tipificaria o Renovo que reconstruirá o templo milenar.

A coroação tinha um significado típico apontando para o Messias como Rei-Sacerdote, como Melquisedeque séculos antes, que aparece em Gênesis 14:18-20.

O título “Renovo” é um título messiânico, como já indicado Zacarias 3.8.

Visto que a promessa de reconstruir o templo pós-exílico nos dias de Zacarias foi dada a Zorobabel, qualquer papel que o próprio Josué tivesse no projeto era aparentemente menor.

Assim, a promessa de que o Renovo construirá o templo do Senhor provavelmente se limita ao papel do Messias no estabelecimento do templo milenar, como se lê em Isaías 56.6–7.

O texto nos diz que o Renovo messiânico será revestido de majestade, sendo esta uma clara referência a Jesus como o Portador da glória essencial de Deus.

Cristo também se sentará e governará em Seu trono como Sacerdote em Seu trono, como nos mostra Hebreus 4.15.

Um sacerdote levítico, segundo o regimento da lei mosaica nunca poderia se tornar um rei e sentar-se em um trono.

Mas Cristo unirá em Si os ofícios de sacerdote e rei, como também indicado na declaração, haverá harmonia entre os dois.

Jesus é sacerdote perfeito. O Escritor aos Hebreus diz que ele é capaz de ter compaixão de nós, porque passou pelos mesmos sofrimentos. 

Zacarias 6 e o significado da coroação

Em Zacarias 6.14,15 está escrito:

14 A coroa será para Heldai, Tobias, Jedaías e Hem, filho de Sofonias, como um memorial no templo do Senhor. 15 Gente de longe virá ajudar a construir o templo do Senhor. Então vocês saberão que o Senhor dos Exércitos me enviou a vocês. Isto só acontecerá se obedecerem fielmente à voz do Senhor, o seu Deus”.

Deus disse a Zacarias para dar a coroa à delegação de judeus que vinham da Babilônia, como um memorial da simbólica coroação de Josué, o sumo sacerdote.

Aparentemente, depois que Josué foi coroado, os três deveriam colocar a coroa no templo do Senhor, depois que ele fosse construído.

Imperceptivelmente, as instruções divinas dadas ao Profeta Zacarias para realizar a coroação simbólica parecem ter ligação com a profecia proferida pelo Renovo, que é enviado pelo Senhor.

A delegação da Babilônia, embora composta por judeus, parece ser um símbolo de todos aqueles que estão longe e que ajudarão a construir o templo milenar.

Pessoas de muitas nações ao redor do mundo trarão suas riquezas para o templo, isso também por ser vista em Isaías 60.5 e Ageu 2.7-8.

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